Atlas da História

Pingente de xisto gravado de Star Carr (Yorkshire, Inglaterra): a arte mesolítica mais antiga conhecida na Grã-Bretanha, c. 9000 a.C. cal.

Sedimentos do contexto 317 formados por volta de 9000 a.C. cal., segundo Milner et al. (2016), com modelagem bayesiana ainda em curso; isto é, ano astronômico −8999. Aproximação dos autores, sem faixa publicada; a data de fabricação do pingente é desconhecida · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Segundo Milner e colegas (2016), um pingente triangular de xisto, de cerca de 31 × 35 mm e 3 mm de espessura, com linhas finas gravadas num só lado e um furo perto de um vértice, foi achado em 2015 em Star Carr, em sedimentos de cerca de 9000 a.C. cal. Os autores o chamam de a arte mais antiga do Mesolítico na Grã-Bretanha; o motivo de linhas farpadas lembra estilos do continente, sobretudo da Dinamarca. Imagens por RTI, escaneamento 3D e microscopia mostraram a ordem provável das linhas e a ausência de resíduos de pigmento.

Onde e quando apareceu

Segundo Milner e colegas (2016), o pingente foi achado em 2015 em depósitos de beira de lago de Star Carr, a menos de um metro do fim do Corte II de Grahame Clark (escavações de 1949–1951). A área rendeu a Clark 21 toucados de crânio de cervo-vermelho e 191 pontas de osso e chifre com farpas, e o pingente parece vir da mesma lama detrítica. O contexto 317 se formou por volta de 9000 a.C. cal., em água rasa de pelo menos meio metro de profundidade, a cerca de 10 m da margem, num pântano de juncos, ciperáceas e plantas aquáticas. Quando apareceu, pensou-se que fosse pedra natural: as gravuras mal se viam. (Milner et al. 2016)

Material, técnica e leitura das linhas

A fluorescência de raios X portátil mostrou composição compatível com xisto. A peça tem furo feito de dentro da face gravada, perto de um vértice, o que, para os autores, sugere que pendurava. As linhas foram feitas por incisão, o método mais comum e menos especializado da arte do Mesolítico inicial, e a maior parte é de linhas farpadas do 'tipo C' na terminologia de Clark, isto é, linhas que saem de outra em ângulo reto. RTI, escaneamento 3D, microscopia óptica e eletrônica permitiram ver o estilo e a ordem provável das linhas, que sugerem duas fases e dois tipos de marca, talvez de mais de uma mão. (Milner et al. 2016)

Comparações e vida do objeto

Os autores contam que pingentes gravados são raríssimos no Mesolítico, com exceção dos de âmbar do sul da Escandinávia, e que, até onde sabem, nenhum outro pingente gravado europeu é de xisto; apontam um pingente de pedra gravado de Brunstad, na Noruega, e laços de estilo e forma com a Dinamarca. O xisto é encontrado na região e a peça provavelmente aproveita a forma natural de um seixo, embora possa ter vindo de mais longe. Os testes não acharam resíduo de pigmento aplicado nas linhas, ou ele não sobreviveu. Eles consideram que a fabricação, o uso e o depósito possam ter ocorrido em sucessão rápida, e que as pessoas que viveram na beira do lago no 9º milênio a.C. nos deixaram uma peça enigmática. (Milner et al. 2016)

Fontes

  1. Milner, Nicky; Bamforth, Michael; Beale, Gareth; Carty, Julian C.; Chatzipanagis, Konstantinos; Croft, Shannon; Conneller, Chantal; Elliott, Ben; Fitton, Laura C.; Knight, Becky; Kröger, Roland; Little, Aimée; Needham, Andy; Robson, Harry K.; Rowley, Charlotte C. A.; Taylor, Barry (2016). "A Unique Engraved Shale Pendant from the Site of Star Carr: the oldest Mesolithic art in Britain". Internet Archaeology 40, publicado em 26 fev. 2016. DOI 10.11141/ia.40.8. Seções 1, 2, 3, 7 e 8 e o resumo lidos em texto bruto em 30/10/2026; as seções 4 a 6 e 9 (métodos de imagem, microdesgaste, comparações) não abriram e não foram lidas. Autoria ligada às Universidades de York, Manchester e Chester. Acessar

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