Atlas da História

Kurgan Arzhan 1 (Tuva, sul da Sibéria): grande túmulo da época cita na virada dos sécs. IX–VIII a.C.

virada dos sécs. IX–VIII a.C. (c. 800 a.C.), segundo Zaitseva et al. (2007), como citados por Sadykov et al. (2020); Marsadolov (2009) diz séc. VIII a.C. · Sibéria e Norte da Ásia, Ásia Central e Interior

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Arzhan 1 é um grande kurgan do vale de Uyuk, em Tuva, escavado em 1971–1974 por uma expedição dirigida por M. Mannai-ool e M. P. Gryaznov. Foi tido primeiro como do séc. VII a.C. e, depois de análises de radiocarbono e de dendrocronologia, é datado da virada dos sécs. IX–VIII a.C., o que o torna um dos mais antigos grandes túmulos da época cita. Segundo L. S. Marsadolov, a pedra do aterro chegou a 120 m de diâmetro, uma câmara central guardava um chefe e uma mulher com outras oito pessoas, e cerca de 160 cavalos foram sepultados no conjunto.

Do séc. VII ao fim do IX a.C.

Sadykov et al. contam que a datação inicial pôs o grande túmulo no séc. VII a.C. e que as análises seguintes, com o avanço do radiocarbono e da dendrocronologia, o situaram na virada dos sécs. IX–VIII a.C. (Zaitseva et al. 2007). Marsadolov o chama de monumento do séc. VIII a.C. e escreve em outro ponto 'do fim do IX ao VIII'. Segundo ele, a dendrocronologia indicou que o kurgan foi construído em agosto ou setembro, o que o leva a supor que os nômades do Sayan-Altai contavam o ano a partir de março, talvez no equinócio de primavera. Arzhan 2, bem mais tardio, é datado do meado do séc. VII a.C. por Chugunov, Parzinger e Nagler (2010), segundo Sadykov et al.. (Sadykov; Marsadolov)

A obra e o que guardava

Marsadolov descreve Arzhan 1 como o maior kurgan do Sayan-Altai, escavado em 1971–1974 pela expedição de M. Kh. Mannai-ool e M. P. Gryaznov. Segundo ele, o aterro de pedra chegou a 120 m de diâmetro e 4 m de altura; na parte central, 'sacral', foram sepultados um chefe e uma mulher, que ele chama de 'rei e rainha', e mais oito pessoas, e havia outras sepulturas a nordeste e a sudoeste. Conta cerca de 160 cavalos sepultados em câmaras, mais 15 a 20 'rabos' de cavalo sob o piso da câmara central, e mais de 300 círculos de pedra no lado leste. Lembra ainda que o vale tem cerca de dez cadeias de grandes kurgans de chefes e que, nos sécs. VIII–VII a.C., segundo ele, houve em Tuva uma mudança grande, com forte diferenciação social, expansão territorial e crescimento da população. (Marsadolov)

As pedras levadas e Tunnug 1

Quando a escavação de 1971 começou, informam Sadykov et al., as pedras do aterro de Arzhan 1 haviam sido quase todas retiradas: como o kurgan fica ao lado da aldeia de Arzhaan, a pedra foi usada em estradas e na escola. Só a parte central, de 75 a 80 m de diâmetro, estava intacta, e a periferia ficou sem registro. A reconstrução de Savinov, feita a partir dos relatórios de campo, distingue a parte central, um muro de pedra e uma galeria; a escavação de Tunnug 1, cujas datas de radiocarbono estão no contexto de Arzhan 1, documentou as mesmas partes. Arzhan 5, de uns 55 m de diâmetro e de planta semelhante, tem datas dos sécs. IX–VIII a.C. (Sadykov)

Fontes

  1. Sadykov, Timur; Caspari, Gino; Blochin, Jegor. Kurgan Tunnug 1: New Data on the Earliest Horizon of Scythian Material Culture. Journal of Field Archaeology, publicado em linha em 30 set. 2020. DOI 10.1080/00934690.2020.1821152. PDF lido em exploration-eurasia.com/pictures/Tunnug-New-Sadykov-2020.pdf em 31/10/2026. Acessar
  2. Marsadolov, L. S. (Марсадолов, Л. С.). Курган Аржан-1 в центре Азии: геополитический и астрономический аспекты [O kurgan Arzhan 1 no centro da Ásia: aspectos geopolítico e astronômico]. Новые исследования Тувы [Novas Pesquisas de Tuva], n. 3, 2009, publicado em 14 set. 2009 no portal Tuva.Asia. tuva.asia/journal/issue_3/470-marsadolov.html, lido em 31/10/2026. O autor dirigiu a expedição do Hermitage a Arzhan 1 a partir de 1987, segundo o próprio artigo.

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