Atlas da História

Leopoldina da Áustria

22 jan. 1797 – 11 dez. 1826 (Rodrigues 1971) · Terras baixas da América do Sul

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Arquiduquesa austríaca nascida em Viena em 1797, casou-se por procuração com D. Pedro em 1817 e chegou ao Rio de Janeiro em 5 de novembro daquele ano. Em 1822, como regente interina, segundo seu biógrafo Oberacker (1977), presidiu em 2 de setembro de 1822 a reunião do Conselho de Estado que recomendou a separação do Brasil de Portugal. Morreu no Rio em 11 de dezembro de 1826.

Uma arquiduquesa e um casamento de Estado

Segundo Rodrigues (1971), Leopoldina nasceu em Viena em 22 de janeiro de 1797, filha de Francisco I da Áustria e de Maria Teresa de Bourbon-Nápoles, e o casamento com D. Pedro resultou das negociações do marquês de Marialva, ministro de D. João VI em Viena. Felizardo e Silva (2022) descrevem a aliança como parte da política dinástica dos Bragança durante o Congresso de Viena e datam a cerimônia por procuração em 13 de maio de 1817; o texto de Rodrigues indica 14 de agosto e o embarque em Livorno no dia seguinte. As fontes divergem e a data exige conferência. (Rodrigues 1971; Felizardo e Silva 2022)

A viagem e a Missão Científica

Rodrigues (1971) informa que a comitiva ancorou no Rio de Janeiro em 5 de novembro de 1817 e que as bênçãos matrimoniais foram celebradas no dia seguinte. Lucena e Silveira (2026) descrevem a Expedição Científica Austríaca (1817–1820), conhecida como Missão Leopoldina, que acompanhou a chegada dela e incluía, entre outros, o zoólogo Johann Natterer, os naturalistas Johann Christian Mikan e Johann Emanuel Pohl e o mineralogista Rochus Schüch. Para os autores, a ciência serviu também como diplomacia cultural; Schüch, segundo eles, instruiu a imperatriz em matemática e ciências naturais. (Rodrigues 1971; Lucena e Silveira 2026)

Regente interina e a separação de 1822

Segundo Oberacker Jr. (1977), um decreto nomeou Leopoldina substituta do príncipe regente, com amplos poderes; a pedido de José Bonifácio, ela convocou para 2 de setembro de 1822 o Conselho de Estado, que decidiu por unanimidade a separação, e um mensageiro levou a D. Pedro, em viagem a São Paulo, o ofício e cartas dela e de Bonifácio. Felizardo e Silva (2022) citam carta em que ela escreve que o "pomo" estava "maduro" e que o Brasil faria a separação com ou sem o apoio dele, e afirmam que o Grito do Ipiranga veio depois de recebê-la. (Oberacker Jr. 1977; Felizardo e Silva 2022)

Últimos anos e morte

Para Felizardo e Silva (2022), a influência política de Leopoldina diminuiu depois da independência: ela viu a filha Maria da Glória partir para Portugal em 1826 e escreveu à irmã que vivia na "maior escravidão" por causa da relação de D. Pedro com Domitila de Castro. D. Pedro II nasceu em 2 de dezembro de 1825. Ela morreu em 11 de dezembro de 1826, depois de um aborto espontâneo. Rodrigues (1971) lembra que a causa da morte foi discutida desde então, entre a versão de agressão física e a de quem apenas coloca o problema. (Felizardo e Silva 2022; Rodrigues 1971)

Fontes

  1. Felizardo, F. da C.; Silva, R. F. da (2022). "Imperatriz Leopoldina: uma análise de sua atuação política". Revista Hydra 6(11): 307–329. DOI 10.34024/hydra.2022.v6.13648. Acessar
  2. Rodrigues, M. R. da C. (1971). "A morte da Imperatriz Leopoldina (11-XII-1826)". Revista de História 43(88): 345–. DOI 10.11606/issn.2316-9141.rh.1971.131107. Acessar
  3. Oberacker Jr., C. H. (1977). "A biografia da imperatriz Leopoldina e a História do Brasil". Revista de História 55(110): 391–. DOI 10.11606/issn.2316-9141.rh.1977.76257. Acessar
  4. Lucena, A. B. S. de; Silveira, D. P. da (2026). "A Imperatriz Leopoldina e a Ciência no Brasil: história, gênero e educação". HistELA 9: e42105. DOI 10.21680/2596-0113.2026v9n1id42105. Acessar

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