Atlas da História

Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), com seção de referência em Dababiya, Egito

c. 56 milhões de anos atrás (limite Paleoceno–Eoceno, ICS; estimativas de 55,6 a 55,9 para o início do evento) · África do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Há cerca de 56 milhões de anos, uma liberação rápida de carbono provocou um dos aquecimentos globais mais bruscos e dramáticos do Fanerozoico, o PETM. A pedreira de Dababiya, no Egito, é o estratótipo que define a base do Eoceno.

O que é o PETM

Segundo Aubry e colegas, a excursão isotópica do carbono (CIE), uma queda de 3 a 5% no sinal geoquímico, está inequivocamente ligada a um dos aquecimentos globais mais súbitos e dramáticos do Fanerozoico, antes chamado de Máximo Térmico do Paleoceno Tardio e hoje de Máximo Térmico do limite Paleoceno-Eoceno (PETM). A CIE aparece em ambientes marinhos profundos e rasos e em ambientes terrestres. Pela ciclostratigrafia, durou cerca de 150 mil anos, com margem de 20 mil. (Aubry et al. 2007)

Dababiya, o ponto dourado no Egito

O GSSP da base do Eoceno fica a 1,58 m acima da base da seção DBH, na pedreira de Dababiya, margem leste do Nilo, cerca de 35 km ao sul de Luxor. É a base do Leito 1 dos Dababiya Quarry Beds, no Membro El Mahmiya da Formação Esna, que registra a inflexão inicial da CIE. O Grupo de Trabalho do limite, com participação de pesquisadores egípcios como Khaled Ouda, da Universidade de Assiut, mostrou que a CIE pode ser correlacionada com a extinção de mais de 50% dos foraminíferos bentônicos de águas profundas. (Aubry et al. 2007; International Commission on Stratigraphy 2026)

A idade e as críticas ao estratótipo

As estimativas da idade do limite variam: 55,75 (Storey et al.), 55,8 (Ogg e Smith) e 55,93 milhões de anos (Westerhold et al.), segundo Aubry et al. 2007; a ICS atual usa 56,00. Khozyem e colegas, da Universidade de Aswan, no Egito, e de Lausanne, estudaram duas seções vizinhas e afirmam que o GSSP tem pontos fortes, mas fica no fundo de um canal submarino e a definição pela CIE abrupta não se sustenta em todos os perfis; ainda assim, concluem que o GSSP pode contribuir muito para entender esse evento. (Aubry et al. 2007; Khozyem et al. 2014; International Commission on Stratigraphy 2026)

Fontes

  1. Aubry, M.-P.; Ouda, K.; Dupuis, C.; Berggren, W. A. et al. (2007). "The Global Standard Stratotype-section and Point (GSSP) for the base of the Eocene Series in the Dababiya section (Egypt)". Episodes 30(4): 271–286. DOI 10.18814/epiiugs/2007/v30i4/003. Acessar
  2. Khozyem, H.; Adatte, T.; Keller, G.; Tantawy, A. A. et al. (2014). "The Paleocene-Eocene GSSP at Dababiya, Egypt – Revisited". Episodes 37(2): 78–86. DOI 10.18814/epiiugs/2014/v37i2/001. Acessar
  3. International Commission on Stratigraphy (2026). Global Boundary Stratotype Section and Points (GSSP), tabela. https://stratigraphy.org/gssps/ (consultada em 07/10/2026). Acessar

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