Atlas da História

Mechthild de Magdeburgo, beguina e mística, autora de "A luz fluente da Divindade", c. 1212–c. 1282

c. 1212 (nascimento, "um das Jahr 1212" na ADB) a c. 1282 (morte em Helfta, "um 1282"). O Wikidata dá 1207 para o nascimento e 1282 para a morte · Europa Ocidental e do Norte

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo o verbete de Philipp Strauch na Allgemeine Deutsche Biographie, Mechthild nasceu por volta de 1212 no arcebispado de Magdeburgo, deixou a família por volta de 1235 e viveu mais de trinta anos como beguina em Magdeburgo; por volta de 1270, adoentada e atacada por criticar o clero, entrou no mosteiro cisterciense de Helfta, onde morreu por volta de 1282. Escreveu, em língua alemã e sendo, nas palavras do verbete, leiga sem instrução latina, "Das fließende Licht der Gottheit" (A luz fluente da Divindade), cuja redação começou em 1250 e que Strauch chama de a mais antiga obra de revelações em alemão.

De Magdeburgo à vida de beguina

Segundo a ADB, Mechthild nasceu por volta de 1212 no arcebispado de Magdeburgo, provavelmente de pais nobres que lhe deram boa educação. Aos doze anos seu espírito já se voltava à vida religiosa; por volta de 1235, aos vinte e três, deixou os parentes (um irmão mais novo, Balduíno, tornou-se por mediação dela dominicano e depois subprior em Halle) e foi para Magdeburgo, onde não conhecia ninguém, a não ser uma pessoa de quem se manteve afastada por medo de ser demovida da vida recolhida. Ali viveu mais de trinta anos como beguina, no início lutando, diz o verbete, contra a própria sensualidade. (Strauch)

Visões, críticas e Helfta

Segundo Strauch, Mechthild contou suas visões contra a vontade, por ordem de Deus e do confessor, provavelmente dominicano, e se atraiu hostilidade ao denunciar a decadência do clero. Doente e pressionada, decidiu deixar Magdeburgo e por volta de 1270 entrou no mosteiro cisterciense de Helfta, perto de Eisleben, que estava então sob a abadessa Gertrudes de Hackeborn, morta no fim de 1292, e no auge da vida intelectual. Ali encontrou Mechthild de Hackeborn e Gertrudes, a Jovem, que o verbete descreve como almas afins, e viveu ainda doze anos, doente, até cerca de 1282, muito venerada pelas companheiras visionárias. (Strauch)

O livro e a transmissão do texto

A ADB diz que ela mesma anotou suas meditações e revelações em "Das fließende Licht der Gottheit"; as memórias espirituais, começadas em 1250, foram levadas até 1265, quando julgou poder parar. O frade dominicano Henrique de Halle reuniu os fragmentos em ordem cronológica, dividiu-os em seis partes e depois os reorganizou por assunto em seis livros, base da tradução latina livre "Lux divinitatis", feita pouco depois da morte dela por outro Henrique, lector dominicano. Em Helfta ela acrescentou um sétimo livro ao original em baixo-alemão, que a ADB dava como não reencontrado; o que se tem é a tradução em alemão superior de Henrique de Nördlingen, feita por volta de 1344 em Basileia. (Strauch)

Fontes

  1. Strauch, Philipp. "Mechthild von Magdeburg". Allgemeine Deutsche Biographie, vol. 21, pp. 154–156 (ano do volume não visto na página; a ser conferido). Transcrição em https://de.wikisource.org/wiki/ADB:Mechthild_von_Magdeburg, baixada em 30/10/2026; transcrição digital, não comparada com a edição impressa. Acessar

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