Atlas da História

Movimento sabataísta: a proclamação de Sabbatai Zevi como messias e sua conversão ao islã (1665-1666)

1665 (Natã de Gaza anuncia Sabbatai como messias; ele volta a Esmirna no outono) a 17 de setembro de 1666 (conversão em Edirne) · Anatólia e Cáucaso, Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Em 1665, Natã de Gaza proclamou Sabbatai Zevi, judeu de Esmirna que se dizia messias desde 1648, como o messias esperado, e a notícia correu o mundo judaico e cristão, com 1666 visto por cristãos como ano do fim dos tempos. Preso pelo governo otomano e levado a Edirne, Sabbatai foi interrogado em 17 de setembro de 1666 na presença do sultão Mehmed IV e aceitou tornar-se muçulmano, com o nome Aziz Mehmed. Parte dos seguidores o abandonou, um grupo pequeno o seguiu na conversão e formou a comunidade dos dönme, e outro continuou como sabataístas judeus.

De Esmirna a Natã de Gaza (1626-1665)

Segundo a TDV (Şişman), Sabbatai Zevi nasceu em 1626 em Esmirna, de família provavelmente sefardita, estudou com o rabino Yosef Escapa, recebeu licença rabínica aos 18 anos e dedicou-se à mística. Em 1648 declarou-se o messias, foi criticado pela comunidade e acabou afastado de Esmirna; viveu em Salônica, Istambul, Alepo, Jerusalém e Cairo. No Cairo contou com o apoio de Rafael Çelebi, responsável pela casa da moeda e, segundo o verbete, patrono e discípulo, e casou-se com Sara, vinda de Amsterdã. Em Jerusalém foi hospedado pelo cabalista luriânico Natã de Gaza, que em 1665 declarou Sabbatai o verdadeiro messias e assumiu o papel de profeta; a notícia correu entre os judeus. (Şişman 2008)

1665-1666: Esmirna, a fama e a prisão

A TDV conta que Sabbatai voltou a Esmirna no outono de 1665, recebido com alegria pelos seguidores e com forte reação dos rabinos. Depois de alguns meses de reclusão, passou a andar com os seguidores pelas ruas; o rabino-chefe Haim Benveniste advertiu contra ele, a comunidade se dividiu e Sabbatai e seus partidários forçaram a entrada na sinagoga portuguesa, onde ele pregou e, contra a lei judaica, fez mulheres lerem a Torá. O verbete diz que sua fama foi do Iêmen a Isfahan, do Marrocos a Salônica, de Moscou a Londres e a Boston. O governo otomano o levou a Istambul para ser interrogado em reunião com o grão-vizir Fazıl Ahmed Paşa e o prendeu na fortaleza de Kilitbahir, nos Dardanelos. A prisão agitou os seguidores, que aumentaram, e os acontecimentos começaram a sair do controle. (Şişman 2008)

Edirne, 17 de setembro de 1666, e o que veio depois

Sabbatai foi levado a Edirne e interrogado em 17 de setembro de 1666, sob a vigilância do sultão, por Vanî Mehmed Efendi, mestre do sultão, e pelo xeique-ul-islam Minkârîzâde Yahyâ Efendi; pediram-lhe que adotasse o islã. A TDV diz que ele aceitou, pelo princípio judaico de preferir a vida à morte, e tomou o nome Aziz Mehmed. A multidão que esperava fora, convencida de que ele convenceria o sultão e guerrearia Edom (o cristianismo), ficou desiludida; a maioria o chamou de mentiroso, um grupo pequeno converteu-se com ele e formou a base dos dönme, e outro grupo permaneceu sabataísta judeu. Em 1673, depois de nova suspeita por seus ritos, foi exilado em Ülgün (hoje no Montenegro) e morreu em 1676. A comunidade dönme dividiu-se em Ya'kubîler, Karakaşlar e Kapancılar, com cerca de mil membros no fim do século XVII e dez mil no XIX. (Şişman 2008)

Fontes

  1. Şişman, Cengiz (2008). "Sabatay Sevi". TDV İslâm Ansiklopedisi, TDV İslâm Araştırmaları Merkezi. https://islamansiklopedisi.org.tr/sabatay-sevi. Texto bruto lido em 30/10/2026. Acessar

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