Nalanda Mahavihara
séc. V a XIII (UNESCO) · Sul da Ásia
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em Nalanda, no atual estado de Bihar (Índia), funcionou do séc. V ao XIII um grande estabelecimento monástico e de ensino budista, até ser saqueado e abandonado no séc. XIII. A UNESCO o apresenta como a universidade mais antiga do subcontinente; Kumar (2018) prefere vê-lo como mosteiro e escola budista, e não como universidade internacional.
Onze mosteiros e catorze templos
A área inscrita pela UNESCO em 2016 tem 23 hectares, com restos desde c. o séc. III a.C. O complexo original era bem maior; o que sobrevive inclui 11 viharas (edifícios de moradia e ensino), 14 templos, muitas estruturas votivas menores e obras de arte em estuque, pedra e metal. A disposição dos edifícios mostra uma mudança: dos grupos reunidos em volta de uma stupa ou chaitya passou-se a um alinhamento formal ao longo de um eixo sul-norte. As camadas de construção de viharas e chaityas, preservadas no lugar, mostram como essas formas evoluíram, e a iconografia acompanha as mudanças nas crenças budistas. (UNESCO, lista nº 1502)
Um modelo para outros mosteiros
Para a UNESCO, Nalanda criou princípios de planejamento, arquitetura e arte depois adotados por instituições do subcontinente indiano e do sul e sudeste da Ásia. O vihara quadrangular isolado, herdado da época de Gandhara, tornou-se ali um conjunto completo de moradia e ensino, retomado por cidades monásticas como Paharpur, Vikramashila, Odantapuri e Jagaddala. Também se firmou em Nalanda um chaitya de planta quincuncial, em cinco partes, que substituiu a stupa tradicional como foco do culto e influenciou templos budistas da região. Segundo a mesma fonte, seus sistemas de ensino, administração e planejamento serviram de base a mahaviharas posteriores e ainda inspiram instituições modernas, como a Nava Nalanda Mahavihara e a Universidade de Nalanda. (UNESCO, lista nº 1502)
Sete séculos sob a terra
Depois do saque e do abandono no séc. XIII, os restos ficaram soterrados por mais de sete séculos. O Serviço Arqueológico da Índia (ASI) os escavou de forma sistemática no início do séc. XX e os conservou no local, com camadas de proteção reversíveis e de sacrifício e com reforços onde necessário, documentados em fotos, desenhos e relatórios anuais. Alguns tijolos de reparo levam a data gravada em pontos discretos. A UNESCO recomenda identificar as escavações feitas antes do ASI ou por outros grupos e distinguir, na alvenaria, o material original dos reparos. A área protegida é mantida pelo ASI sob a lei nacional de monumentos de 1958, e a zona de amortecimento, pouco povoada, tem terras agrícolas e lagoas sazonais. (UNESCO, lista nº 1502)
Fontes
- UNESCO World Heritage Centre, "Archaeological Site of Nalanda Mahavihara at Nalanda, Bihar", lista nº 1502. https://whc.unesco.org/en/list/1502/ (dados abertos data.unesco.org, consultados em 07/10/2026). Acessar
- Kumar, P. (2018). Buddhist Learning in South Asia: Education, Religion, and Culture at the Ancient Sri Nalanda Mahavihara. Rowman & Littlefield. ISBN 9781498554947. DOI 10.5040/9781666986396. Acessar
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