Atlas da História

Proclamação da Independência da Indonésia

17 ago. 1945 · Sudeste Asiático insular

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Declaração de independência lida em 17 de agosto de 1945 diante da casa de Soekarno, na Jalan Pegangsaan Timur 56, em Jacarta, dois dias depois da rendição do Japão aos Aliados. Grupos de jovens recusavam uma independência que dependesse de promessas japonesas, e, segundo Rinardi (2017), a proclamação rompeu com a ordem jurídica holandesa e com a da ocupação japonesa.

Um comitê de fabricação japonesa e a data de 24 de agosto

Rinardi (2017) conta que, em 7 de agosto de 1945, com o aval do comandante japonês Terauchi, em Saigon, foi criado o Comitê Preparatório da Independência da Indonésia (PPKI), com Soekarno na presidência e Hatta na vice. O comitê começou a trabalhar em 9 de agosto, tinha de início 21 membros, ampliados para 27 por proposta de Soekarno, e devia receber e aprovar a constituição já redigida. Pelo plano, tomaria posse em 18 de agosto e a independência seria concedida pelo governo japonês em 24 de agosto. O autor mostra que o plano deixou de valer quando a guerra do Pacífico mudou o cenário, com as bombas de Hiroshima e Nagasaki. (Rinardi 2017)

Jovens e velhos: duas leituras de como declarar

Segundo Rinardi (2017), os jovens (entre eles Wikana, Sukarni e Chairul Saleh) exigiam uma proclamação desvinculada do Japão, enquanto Soekarno e Hatta queriam levar a decisão à reunião do PPKI de 16 de agosto, receando derramamento de sangue, já que o Japão devia manter o status quo. Hatta, citado pelo autor, argumentava que a origem da independência, japonesa ou própria, importava pouco, pois o Japão estava derrotado e era preciso enfrentar os Aliados, que tentariam devolver o poder aos holandeses. Os jovens, reunidos em 15 de agosto no Instituto de Bacteriologia, em Pegangsaan Timur, decidiram romper todo vínculo com a promessa japonesa. Wifaqi e Chamidah (2024) resumem o mesmo quadro como divergência entre os jovens e os veteranos. (Rinardi 2017; Wifaqi e Chamidah 2024)

Rengasdengklok e a redação na casa do almirante Maeda

Pelo relato de Rinardi (2017), os jovens levaram Soekarno e Hatta a Rengasdengklok na madrugada de 16 de agosto, com apoio de equipamento da milícia Peta, para afastá-los da influência japonesa, mas, segundo o autor, o prestígio dos dois fez os captores hesitarem em pressioná-los. Em Jacarta, Ahmad Subardjo, do grupo dos veteranos, e Wikana chegaram a um acordo para que a proclamação ocorresse na cidade, e Subardjo foi buscá-los. De volta, os dois sondaram o general Nishimura, que recusou, por dever de manter o status quo. A reunião seguinte foi na casa do almirante Maeda, considerado local seguro. Soekarno escreveu o rascunho, com Hatta e Subardjo contribuindo oralmente. Por sugestão de Sukarni, assinaram só Soekarno e Hatta, em nome do povo indonésio, e Sayuti Melik datilografou o texto. (Rinardi 2017)

Leitura às 10 horas, diante da casa de Soekarno

A leitura ocorreu na sexta-feira, 17 de agosto de 1945, por volta das 10h30 pelo horário de Java do tempo japonês (cerca de 10h), no mês de jejum, diante da casa de Soekarno, na Jalan Pegangsaan Timur 56. Rinardi (2017) explica a escolha: no campo de Ikada, haveria risco de choque entre a população e os militares japoneses. Wifaqi e Chamidah (2024) afirmam que a proclamação foi feita diante do público. No dia seguinte, 18 de agosto, o PPKI aprovou a constituição de 1945 e escolheu Soekarno e Hatta como presidente e vice. Rinardi lista as mudanças em relação ao rascunho, entre elas a troca da fórmula da Carta de Jacarta sobre a sharia por 'Ketuhanan Yang Maha Esa', e a criação de um comitê nacional como órgão auxiliar do presidente. (Rinardi 2017; Wifaqi e Chamidah 2024)

Ruptura jurídica e conquista própria: o argumento de Rinardi

A tese central de Rinardi (2017) é que a independência não foi presente de outra nação nem do Japão, mas resultado de uma luta longa contra o domínio estrangeiro. No plano jurídico, ele sustenta que a proclamação rompeu com a ordem legal das Índias Orientais Holandesas e com a da ocupação japonesa, e passou a ser a 'norma primeira' do direito indonésio, na linha de Joeniarto e de Yamin. Observa também que, depois de 17 de agosto, houve conflitos com o Japão, como a Batalha dos Cinco Dias em Semarang. É uma leitura nacionalista e jurídica; o artigo não discute historiografia concorrente, o que fica como pendência. (Rinardi 2017)

Fontes

  1. Rinardi, H. (2017). "Proklamasi 17 Agustus 1945: Revolusi Politik Bangsa Indonesia". Jurnal Sejarah Citra Lekha 2: 143. DOI 10.14710/jscl.v2i2.16170. Acessar
  2. Wifaqi, H.; Chamidah, N. (2024). "Proklamasi 1945: Tonggak Sejarah Menuju Kemerdekaan Indonesia". Dinamika Sosial: Jurnal Pendidikan Ilmu Pengetahuan Sosial 3: 297–305. DOI 10.18860/dsjpips.v3i3.10931. Acessar

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