Rede de pesca de Antrea (istmo da Carélia, Rússia): cordão de entrecasca de salgueiro com boias de casca de pinheiro, c. 8560–8240 a.C. cal.
Cordão da rede datado por AMS em 9140 ± 135 BP (Hela-404), calibrado em 8560–8240 a.C. (10.510–10.190 cal. AP), segundo Miettinen et al. (2008, Tabela 4.1); isto é, ano astronômico −8559 a −8239. Os autores situam o afundamento dos objetos em 8400–8300 a.C. cal. O registro vai do início ao fim da faixa do cordão · Europa Oriental
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
A rede de Antrea foi achada em 1913–1914, ao se drenar um terreno úmido em Korpilahti, na Carélia, então território finlandês e hoje russo. O conjunto traz restos de uma rede de pesca da Idade da Pedra, com boias de casca de pinheiro, pedras de peso e 57 artefatos de pedra, osso e chifre. Segundo Miettinen e colegas (2008), o cordão, de entrecasca de salgueiro, foi datado por AMS em 9140 ± 135 BP, ou 8560–8240 a.C. cal.
A descoberta
Segundo Carpelan (2008), em 1913, na drenagem de um terreno úmido no antigo município finlandês de Antrea, apareceram objetos da Idade da Pedra; a investigação de 1914 achou outros, entre eles os restos únicos de uma rede de pesca. O arqueólogo Sakari Pälsi (cujo nome o texto extraído grafa 'Palsi') passou cinco dias no local; 24 dias depois de voltar, saiu um artigo popular sobre o achado, que ele repetiu na Sociedade Finlandesa de Antiquários em outubro de 1914 e retomou no artigo definitivo, seis anos depois. O sítio, no istmo da Carélia, entre o lago Ladoga e o golfo da Finlândia, é chamado 'Antrea' embora fique em Korpilahti, no antigo município de Vuoksenranta (em russo, Ozerskoe). (Carpelan 2008; Miettinen et al. 2008)
A rede e suas peças
Pälsi interpretou como boias da rede 17 pedaços de casca de pinheiro furados (a legenda do mapa fala em 18), e como pesos 31 pedras do tamanho de um punho, de cerca de 15 kg no total. Pelos cálculos dele, a rede tinha cerca de 27 m de comprimento e mais de 1,3 m de altura, feita de cordão de dois fios, com malhas de cerca de 6 cm e nós de um tipo ainda usado na Finlândia, e se destinava a pescar brema ou salmão. O cordão fora tomado por tília ou urtiga; Kujala (1948) o identificou como entrecasca de salgueiro (Salix), provavelmente S. cinerea, e Miettinen e colegas (2008) confirmaram o salgueiro, sem poder dizer a espécie. (Carpelan 2008; Miettinen et al. 2008)
A datação e o ambiente
O cordão (Hela-404) deu 9140 ± 135 BP; as boias, 9230 ± 210 e 9310 ± 140 BP. Segundo Miettinen e colegas (2008), a diferença vem de a casca ter sido tirada de pinheiros com mais de 100 anos, enquanto a entrecasca de salgueiro, de vida curta, dá idade mais próxima à da rede. Os sedimentos acima do achado deram 9095 ± 90 e 8965 ± 85 BP. Com a estratigrafia de diatomáceas, os autores concluem que os objetos afundaram no máximo da transgressão do lago Ancylus, entre 9200 e 9100 BP (8400 a 8300 a.C. cal.), num ambiente de florestas dominadas por pinheiros. (Miettinen et al. 2008)
Fontes
- Miettinen, Arto; Sarmaja-Korjonen, Kaarina; Sonninen, Eloni; Jungner, Hogne; Lempiäinen, Terttu; Ylikoski, Kirsi; Mäkiaho, Jari-Pekka; Carpelan, Christian (2008). "The palaeoenvironment of the 'Antrea Net Find'". In: Karelian Isthmus – Stone Age Studies in 1998–2003, ISKOS 16, The Finnish Antiquarian Society, cap. 4. https://journal.fi/iskos/article/view/110409, PDF lido em texto bruto em 30/10/2026 (os diacríticos dos nomes foram restituídos; o texto extraído os perdeu). Autoria ligada às Universidades de Helsinque e de Turku. Acessar
- Carpelan, Christian (2008). "On the history and recent studies of the 'Antrea Net Find'". In: Karelian Isthmus – Stone Age Studies in 1998–2003, ISKOS 16, The Finnish Antiquarian Society, cap. 5. https://journal.fi/iskos/article/view/110411, PDF lido em texto bruto em 30/10/2026. Autor ligado ao Departamento de Arqueologia da Universidade de Helsinque. Acessar
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