Atlas da História

Terremoto da Síria de 1170

29 de junho de 1170 (12 de chawwal de 565 da Hégira), segundo Ibn al-Athir citado por Sbeinati e colegas; um catálogo moderno dá 30 de junho · Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Em 29 de junho de 1170, uma série de terremotos destruiu, segundo Ibn al-Athir, a maior parte de Damasco, Baalbek, Homs, Hama, Shaizar, Barin e Aleppo, com casas caídas sobre os moradores, e foi sentida na Jazira, em Mossul e no Iraque. Nur al-Din visitou as cidades atingidas e mandou reconstruir muralhas e fortalezas. Sbeinati e colegas, geólogos sírios, estimam intensidade de VII-VIII a IX; as cifras de mortos dos catálogos citados vão de 2.000 a 80.000 e não se confirmam em nenhum texto lido.

O que dizem as fontes sobre o dano

Sbeinati e colegas atribuem a Abu al-Fida a frase de que, no ano 565 da Hégira, houve "um grande terremoto, destruindo o Levante", e a Ibn al-Athir o relato de abalos sucessivos em 12 de chawwal (29 de junho de 1170), com casas caídas sobre seus moradores. Na lista dos autores, as intensidades vão de VII-VIII em Damasco, Homs, Hama, Baalbek, Lataquia, Shaizar e Aleppo a V no Iraque, na Jazira e em Mossul; o catálogo aponta ainda réplicas e um tsunami. Na Tabela I do mesmo artigo, a linha de 29.06.1170 traz intensidade IX, 35 e 7,7 e a lista de localidades Damasco, Homs, Hama e Lataquia. (Sbeinati)

Catálogos modernos e suas divergências

O artigo reúne catálogos anteriores que divergem sobre o evento: Ambraseys e Barazangi (1989) dão magnitude de superfície acima de 7,0 e tsunami; Poirier e Taher (1980) falam em intensidade IX-X, com Aleppo "totalmente destruída" e 80.000 vítimas, e na queda da catedral de São Pedro sobre o patriarca em Antioquia; Sieberg (1932) fala em 2.000 mortos, Lataquia e metade de Hosn al-Akrad em ruínas e réplicas por três meses; Ben-Menahem (1979) dá intensidade XI-XII e magnitude 7,9. A cifra de 80.000 em Aleppo é incompatível com o texto de Ibn al-Athir, que diz que Aleppo estava menos destruída do que as outras cidades. (Sbeinati)

Fontes

  1. Sbeinati, M. R.; Darawcheh, R.; Mouty, M. "The historical earthquakes of Syria: an analysis of large and moderate earthquakes from 1365 B.C. to 1900 A.D.". Annals of Geophysics, vol. 48, n. 3, junho de 2005, pp. 347-435. DOI 10.4401/ag-3206 (acesso em 30/10/2026). Acessar

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