Terremoto de Hama e do norte da Síria (1157)
12 de agosto de 1157 (4 de rajab de 552 da Hégira), segundo Sbeinati e colegas; Ibn al-Athir fala apenas em rajab, o mês entre 9 de agosto e 7 de setembro, e a série de abalos se estendeu de 1156 a 1159 · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Em 12 de agosto de 1157, um grande terremoto destruiu Hama, Shaizar e outras cidades do vale do Orontes e da costa do Levante, muçulmanas e cristãs, no meio de uma série de abalos que começou em 1156 e durou até 1159. Os cronistas citados no catálogo de Sbeinati e colegas descrevem fortalezas e muralhas caídas; as cifras de mortos variam de 500 em Aleppo a 40.000 em Shaizar, e Bar Hebraeus fala em dezenas de milhares em Hama. Os autores sírios atribuem ao evento intensidade IX-X e magnitude 7,4.
Uma série de abalos, de 1156 a 1159
Sbeinati e colegas listam, a partir de Ibn al-Qalanisi, abalos sentidos em Damasco de 28 de setembro de 1156 a maio de 1159, entre eles: em 13 de julho de 1157 houve um grande terremoto, com destruição em Hama, Kafar Tab e Afamia; em 12 de agosto, o evento principal, e em 16, 17 e 18 de agosto, quatro abalos fortes em Damasco; em 30 de outubro, destruição em Hama. Mateus de Edessa, na versão de Bedrosian, diz que os abalos começaram em 26 de outubro de 1156 e se repetiram "incontáveis" vezes durante catorze meses. O relato de Mateus e o catálogo coincidem na ideia de uma sequência longa, não de um único dia. (Sbeinati; Mateus de Edessa)
O que os cronistas dizem das cidades
Segundo Ibn al-Athir, citado por Sbeinati e colegas, Hama, Shaizar, Kafar Tab, Maarret, Afamia, Homs, Crac dos Cavaleiros, Arqa, Lataquia, Trípoli e Antioquia foram "totalmente destruídas", e as outras cidades do Levante parcialmente, com muralhas e fortalezas caídas. Abu al-Fida fala em Hama, Shaizar, Homs, Hosn al-Akrad, Trípoli e Antioquia e acrescenta que muita gente morreu sob os escombros. Bar Hebraeus e Miguel, o Sírio, detalham: em Hama caíram a fortaleza e as casas grandes; em Shaizar, só mulheres e um eunuco escaparam; em Lataquia, só a grande igreja ficou de pé, e a terra se abriu dentro dela. (Sbeinati)
Números de mortos nas fontes citadas
As cifras do catálogo de Sbeinati vêm de cronistas e não são cálculos modernos. Bar Hebraeus escreve que em Aleppo morreram 500 pessoas (Miguel, o Sírio, igualmente) e que em Hama "dezenas de milhares" de habitantes pereceram; a Crônica de 1234 afirma que 40.000 pessoas morreram em Shaizar, incluindo o governador e seus filhos, e que muitos morreram em Hama, Salamiya e vilas próximas; Ibn al-Athir fala em "número incontável". O catálogo não oferece estimativa própria e, para esse terremoto, não resolve a divergência. (Sbeinati)
Fontes
- Sbeinati, M. R.; Darawcheh, R.; Mouty, M. "The historical earthquakes of Syria: an analysis of large and moderate earthquakes from 1365 B.C. to 1900 A.D.". Annals of Geophysics, vol. 48, n. 3, junho de 2005, pp. 347-435. DOI 10.4401/ag-3206 (acesso em 30/10/2026). Acessar
- Mateus de Edessa, Crônica, com a continuação de Gregório, o Padre (1137-1162); traduzida do armênio clássico por Robert Bedrosian, Matthew of Edessa's Chronicle (Sources of the Armenian Tradition, Long Branch, N.J., 2017; tradução em domínio público). https://archive.org/download/ChronicleMatthewEdessa/Chronicle_Matthew_Edessa.pdf (acesso em 30/10/2026). Acessar
Na mesma região
- Bimaristan de Nur al-Din em Damasco: o hospital de planta com quatro iwans, fundado em 1154 e modelo de outros hospitais da região 549 da hégira = 1154, segundo a inscrição em mármore do iwan leste, citada por Beksaç (TDV, 2007)
- Terremoto da Síria de 1170 29 de junho de 1170 (12 de chawwal de 565 da Hégira), segundo Ibn al-Athir citado por Sbeinati e colegas; um catálogo moderno dá 30 de junho
- Saladino (Salah al-Din Yusuf ibn Ayyub), nascido em Tikrit em 1138, vizir do Egito, fundador do sultanato aiúbida e de uma rede de madrasas e hospitais nasceu em 532 da hégira = 1138, em Tikrit; morreu em 27 de safar de 589 = 4 de março de 1193, em Damasco, segundo Şeşen (TDV, 2009)
- Batalha de Hattin (1187): o exército do reino de Jerusalém cercado nos Cornos de Hattin 3 a 4 de julho de 1187 (calendário juliano; o Wikidata dá de 3 a 4 de julho, a Carta a Archumbald põe o primeiro combate na sexta, 3 de julho, e Dajani-Shakeel data a batalha decisiva no sábado, 24 Rabi' II de 583 = 4 de julho)
- Cerco e rendição de Jerusalém a Saladino (setembro-outubro de 1187): o resgate por pessoa e os relatos muçulmano e latino 20 de setembro a 2 de outubro de 1187 (calendário juliano; o Wikidata dá 20 de setembro a 2 de outubro; segundo Dajani-Shakeel, a rendição foi na sexta-feira, 27 Rajab de 583 = 2 de outubro, e a Crônica latina lida a põe em 3 de outubro)
- Massacre dos prisioneiros muçulmanos de Acre (1191) terça-feira, 27 de rajab de 587 (20 de agosto de 1191, data convertida por colchete do editor da tradução do Itinerarium e conferida por cálculo próprio com o dia da semana de Baha al-Din)