Atlas da História

Arwa al-Sulayhi, rainha do Iêmen nascida em Haraz por volta de 1048, que governou o país e foi hujja da dawa ismaelita sob o califado fatímida

nascimento em 1048 (Dashti, 2025; a TDV dá a morte em 532 da hégira = 1138, aos cerca de noventa anos) · Península Arábica

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo Tomar (TDV İslâm Ansiklopedisi, 2009), Seyyide Hürre Arwa bint Ahmad assumiu os negócios do Estado sulayhida do Iêmen quando o marido, o rei al-Mukarram Ahmad, ficou paralisado, mudou a capital de Sanaa para Dhu Jibla e morreu em 1138, com cerca de noventa anos. Dashti (2025) escreve que ela nasceu em 1048 em Haraz e que o califa fatímida a nomeou dai do Iêmen e depois hujja, a mais alta posição da hierarquia dos dais.

O Estado sulayhida do Iêmen

Segundo a TDV, a dinastia foi fundada por Ali b. Muhammad al-Sulayhi, de origem himyarita e da gente de Hamdan, que se formou na escola xafiita no Haraz, aderiu ao ismailismo por um dai e, depois de quinze anos guiando peregrinos do Iêmen a Meca, tomou a montanha de Masar (1047 ou 1038, segundo a TDV) e a cidade de Sanaa (1048). Depois de tomar Zabid (1060), obteve do califa fatímida al-Mustansir licença para convocar abertamente; em 1067 foi morto a caminho de Meca. A TDV atribui ao período a unificação do Iêmen, a tolerância com os sunitas e a segurança nas rotas de peregrinação. (Tomar 2009)

Arwa à frente do Estado

Dashti (2025) diz que Arwa se casou aos dezoito anos com o príncipe Ahmad al-Mukarram, filho do fundador, e que, segundo fontes ismaelitas fatímidas contemporâneas, o poder real passou a ela durante o reinado do marido. A TDV afirma que, quando o rei foi paralisado, ele entregou a ela os negócios do Estado e ela transferiu a capital para Dhu Jibla. Na sucessão, Dashti escreve que ela foi regente dos filhos e depois, por ordem do califa, firmou um casamento político com um pretendente, Saba' b. Ahmad; a TDV diz que o casamento foi só no papel. A TDV afirma que o filho pequeno Ali foi posto no trono por ela com o aval do califa. (Dashti 2025; Tomar 2009)

Hujja e obras

Segundo Dashti, o califa fatímida a nomeou dai do Iêmen e, depois, lhe concedeu o título de hujja, que a elevou ao topo da hierarquia dos dais, com os dais do Iêmen, de Omã e da Índia sob sua direção; entre as tarefas, o artigo cita enfraquecer a base do califado abássida, tirando o nome do califa abássida dos sermões e das moedas nas áreas sulayhidas e pondo o dos fatímidas. O artigo afirma que ela doou terras para agricultura e pastagem na região de Dhu Jibla, doação ainda conhecida no Iêmen como 'Salba al-Sayyida', que construiu e restaurou mesquitas e que se interessava por poesia, literatura e história. A TDV dá a morte em 532 (1138), quando muitas cidades e fortalezas já estavam nas mãos dos Zuray'idas. (Dashti 2025; Tomar 2009)

Fontes

  1. Tomar, Cengiz (2009). "Suleyhîler". TDV İslâm Ansiklopedisi, vol. 37. İstanbul: TDV İslâm Araştırmaları Merkezi. https://islamansiklopedisi.org.tr/suleyhiler (baixado em 30/10/2026). Acessar
  2. Dashti, Reza (2025). "A study of the political performance and cultural-civilizational role of Queen Arwa Al-Sulayhi, the ruling lady of Yemen". Miskawayh Scientific Quarterly 17 (1), n. de série 57, primavera de 2025. https://www.ensani.ir/fa/article/download/632793 (baixado em 30/10/2026). Afiliação do autor no PDF: Departamento de História da Civilização Islâmica, Islamic Azad University, unidade de Bushehr. Acessar

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