Atlas da História

Café do Iêmen no séc. XVII: plantio ampliado, mercado de Bayt al-Faqih e exportação por Mocha

de meados do séc. XVII (mercado central de café criado em Bayt al-Faqih; comércio regular com portos europeus) até o fim do séc. XVII, quando, segundo Al-Shahrani, o comércio do café atingiu o auge no Iêmen · Península Arábica, Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo Al-Shahrani, a partir de meados do séc. XVII o comércio regular com portos europeus aumentou o número de cafeeiros plantados no Iêmen, e o café virou a principal fonte de moeda estrangeira do país. O mercado central de Bayt al-Faqih, na planície costeira de Tihama, recebia o grão das montanhas e o enviava ao porto de Mocha, de onde ia para a Índia, o Egito, a Península Arábica e a Europa. No fim do séc. XVII o comércio chegou ao auge, e as rotas do café ligavam Iêmen, Meca, Cairo, Damasco, Alepo e Istambul.

Bayt al-Faqih, o mercado central

Segundo Al-Shahrani, em meados do séc. XVII os Qasimidas criaram um mercado central de café em Bayt al-Faqih, na planície costeira de Tihama. Depois da colheita nas montanhas, o grão era levado para lá. O autor cita Niebuhr para dizer que era o maior e mais importante mercado de café do mundo na época, com mercadores de Jidá, Baçorá, Mascate, Irã, Egito, Síria, Abissínia, Índia e Europa. A razão era a posição: perto de Mocha e Hodeidah e perto das montanhas cafeeiras de Rima e Bura, a meio dia das áreas de cultivo. Vendido o grão, os mercadores o levavam a Mocha para exportar. (Al-Shahrani 2024)

Plantio, mercado europeu e Mocha

O artigo diz que os europeus conheceram o café por mercadores que passaram por Mocha e que ele era vendido na Europa desde o fim do séc. XVI. Em meados do séc. XVII começou comércio regular com vários portos europeus, e isso fez crescer o número de cafeeiros plantados no Iêmen. O café virou a primeira fonte de moeda estrangeira do país e o ponto da maior parte dos contatos com o mundo fora da Península. No fim do séc. XVII era o principal motor dos interesses ingleses e holandeses no comércio com o Iêmen, seguidos por franceses e austríacos. Navios indianos levavam a Mocha tecidos, cravo, pimenta e cardamomo e voltavam com metais em barras e moedas, remédios e corantes, e o café era um dos principais produtos que iam de Mocha à Índia. (Al-Shahrani 2024)

As rotas: terra, mar e o Egito otomano

Antes do séc. XVIII, diz o artigo, o café mundial seguia dois caminhos: o interior, do Iêmen a Meca, Medina, Damasco, Alepo e Istambul, o mesmo da antiga rota do incenso e das especiarias, com poucos riscos para as caravanas; e o marítimo, pelos portos da costa ocidental da Arábia, sobretudo Mocha, Luhayya, Hodeidah e Jidá. Oficiais janízaros e famílias da guarnição otomana no Egito entraram no comércio, tinham navios e usavam o papel na segurança da peregrinação anual a Meca. O artigo acrescenta que o café chegou ao Egito via Hejaz, depois à Síria e a Istambul, e que no fim do séc. XVII havia cafés por todo o campo egípcio. (Al-Shahrani 2024)

Fontes

  1. Al-Shahrani, Saeed Ali Abdullah (2024). "تجارة البن العربي من القرن السادس عشر إلى القرن التاسع عشر الميلادي" [Arab Coffee Trade from the 16th to the 19th Century AD]. Journal of Arts (Majallat al-Adab, Universidade de Dhamar, Iêmen) 12(1): 109–126. DOI 10.35696/arts.v12i1.1836 (o endereço doi.org redireciona à página do artigo). https://journal.tu.edu.ye/index.php/artsmain/article/view/1836 (PDF obtido em 30/10/2026). Acessar

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