Atlas da História

Fim do primeiro domínio otomano no Iêmen e ascensão do imamado zaidita Qasimi (1629-1635)

1629 (Sanaa entregue ao imame Mu'ayyad) a 22 de outubro de 1635 (os otomanos partem de Mocha) · Península Arábica

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Entre 1629 e 1635 as forças do imame zaidita Mu'ayyad-Billah Muhammad e de seu irmão Hasan, da família Qasimi, tomaram Sanaa, Taiz, Zabid e por fim Mocha, o último reduto otomano no Iêmen. Em 22 de outubro de 1635 o comandante Mustafa Bey deixou o porto com seus soldados e armas num galeão indiano rumo a Suez, segundo a TDV. Isso encerrou a administração otomana então vigente e abriu o período dos imames Qasimi, que durou até a república de 1962.

A revolta de Qasim, 1597-1620

Segundo a TDV (Öz), Qasim b. Muhammad declarou o imamado em 9 de setembro de 1597 numa aldeia ao norte de Hajjur e mobilizou os grupos do norte do país com cartas e tratados políticos; a revolta, iniciada em Hajjur, Ahnum e Hajja, chegou ao sul. A nomeação de Kethüda Sinan como comandante deu vantagem aos otomanos: Qasim foi cercado na fortaleza de Shahara, resistiu cerca de quinze meses e, em julho de 1602, retirou-se para as montanhas de Bara, deixando o filho Muhammad no comando. Em 1608 firmou-se uma trégua de dez anos com o governador Câfer Paşa, que reconheceu seu poder sobre Ahnum, Azr, Wadi'a e Hayma. A luta recomeçou em 1613, com tréguas em 1616 e 1619, e Qasim morreu em 16 de fevereiro de 1620, controlando todo o território menos Sanaa, depois de mais de vinte anos contra cinco governadores otomanos. (Öz 2003)

De Sanaa a Mocha, 1626-1635

Pela TDV (Bostan), em 1626 o imame Mu'ayyad, filho de Qasim, rompeu a paz, tomou o norte de Sanaa e cercou a cidade com os irmãos; sem abastecimento, o governador Haydar Paşa entregou Sanaa em 1629. Kansu Paşa chegou com mais de 20.000 soldados, mas sua coluna foi cercada em Taiz em abril de 1630 e sofreu 'pesadas perdas'; ele se recolheu a Mocha e fez acordo com Mu'ayyad em agosto de 1630. O acordo foi quebrado em 1633; Zabid, sitiada e sem socorro, rendeu-se, e Hasan b. Qasim sitiou Mocha. Kansu Paşa deixou o Iêmen por acordo com Hasan. O último comandante, Mustafa Bey, defendeu Mocha por cerca de seis meses, pediu salvo-conduto por falta de ajuda do Egito e partiu em 22 de outubro de 1635 com artilharia e munição para Suez, num galeão indiano. Hasan nomeou seus homens para Zabid e Mocha. (Bostan 2013)

Os Qasimi, o café e o 'Iêmen otomano' sem otomanos

A TDV (Bostan) conta que, após Mu'ayyad (1620-1644), houve disputa entre os Qasimi até Mutawakkil Isma'il b. Qasim (1644-1676) assumir o governo; sob ele, Aden, Bilad Hanfar, Zafar e Hadramaute passaram aos zaiditas e os Qasimi chegaram à máxima extensão. A estrutura administrativa e fiscal otomana prosseguiu sob eles, e funcionários e soldados otomanos que ficaram continuaram em serviço. Comerciantes otomanos iam sempre ao litoral por causa do café; a TDV nota que Mocha, graças ao comércio do café, se desenvolveu entre os portos do mar Vermelho e atraiu os Países Baixos, a Inglaterra e a França. Os sultões chegaram a pensar em retomar o Iêmen (1672) e nas cartas de chancelaria o Iêmen ainda era listado entre os domínios otomanos, mas em 1694 canhões levados a Alexandria para uma expedição foram devolvidos, sinal de que o plano foi abandonado. (Bostan 2013)

Fontes

  1. Bostan, İdris (2013). "Yemen" (seção III, 'Osmanlı Dönemi'). TDV İslâm Ansiklopedisi, vol. 43, p. 406-412. TDV İslâm Araştırmaları Merkezi. https://islamansiklopedisi.org.tr/yemen. Texto bruto lido em 30/10/2026. Acessar
  2. Öz, Mustafa (2003). "Mansûr-Billâh, Kāsım b. Muhammed". TDV İslâm Ansiklopedisi, vol. 28, p. 14-15. TDV İslâm Araştırmaları Merkezi. https://islamansiklopedisi.org.tr/mansur-billah-kasim-b-muhammed. Texto bruto lido em 30/10/2026. Acessar

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