Basta (sul da Jordânia): megassítio do Neolítico Pré-Cerâmico B tardio (c. 7540–7040 a.C. cal.) e o sinal de casamento dentro do grupo
c. 7540–7040 a.C. calibrados (seis amostras de radiocarbono, segundo Alt et al. 2013) · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Basta é um dos maiores assentamentos do Neolítico Pré-Cerâmico B tardio no sul da Jordânia, com cerca de 10 hectares estimados, e foi datado por seis amostras de radiocarbono entre 7540 e 7040 a.C. calibrados. Suas casas coladas, de teto plano, foram construídas em terraços, e a aldeia recebia pedras e ornamentos de lugares distantes. Alt e colegas (2013) acharam ausência congênita do incisivo lateral superior em 10 de 28 adultos, frequência que interpretam como sinal de casamento dentro do grupo.
Casas coladas, terraços e trocas a distância
Segundo Alt et al., a arquitetura de Basta é complexa, com edifícios aglutinados de teto plano, usado para atividades diárias e circulação, erguidos em grandes terraços que nivelavam a encosta. Só três áreas (A a C, 860 m² no total) foram escavadas entre 1986 e 1992; na área A há pelo menos três fases de ocupação. Matérias-primas da região de Petra (15 km a noroeste) e do flanco leste do Wadi Araba (30 a 40 km) teriam chegado por troca, e a turquesa das contas veio de Wadi Maghara, no sudoeste do Sinai, a 250 km. Só 13% do sílex era raro ou exótico, mas a produção de lâminas era tão intensa que excedia as necessidades locais, o que sugere fabricação para troca. Ornamentos de madrepérola e anéis de pedra têm estilo parecido com os de outros sítios. (Kurt W. Alt)
Sepultamentos dentro das casas e o dente que falta
A maior parte dos enterros de Basta é das duas fases mais antigas (AIII e AII) e fica dentro de edifícios e em canais de subestrutura: sepulturas simples ou coletivas, primárias ou secundárias, e depósitos isolados de crânios. A equipe estimou no mínimo 56 indivíduos e estudou os 28 com maxilar bem preservado. Em 10 adultos (35,7%) faltavam os incisivos laterais superiores de nascença, sete na fase AIII e três na AII; eram seis mulheres, três homens e um indivíduo de sexo não determinado. Na análise de isótopos de estrôncio do esmalte, 19 dos 22 indivíduos ficam numa faixa estreita e local (0,70821 ± 0,00008), em homens e mulheres, o que não indica patri nem matrilocalidade; três têm assinatura diferente da local. (Kurt W. Alt)
O que a interpretação dos autores pode e não pode dizer
Para explicar o casamento restrito, Alt et al. sugerem a vulnerabilidade do ambiente, perto de uma nascente permanente mas de estepe seca onde a agricultura de chuva era arriscada, e a pressão sobre recursos com o aumento da densidade populacional; mencionam também que o início do cultivo e do pastoreio pedia algum controle de acesso aos recursos. Descrevem a população estudada como pequena e, como sexo, idade e distribuição dos afetados no tempo e no espaço não seguem padrão, a tratam como amostra aleatória. Dizem que análises em outros megassítios estão em andamento e que ainda não se sabe se maior mobilidade entre sítios levou à formação dessas aldeias grandes. (Kurt W. Alt)
Fontes
- Kurt W. Alt, Marion Benz, Wolfgang Müller, Margit E. Berner, Michael Schultz, Tyede H. Schmidt-Schultz et al., "Earliest Evidence for Social Endogamy in the 9,000-Year-Old-Population of Basta, Jordan", PLoS ONE 8(6): e65649, 11 jun. 2013. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0065649 (texto bruto lido em 30/10/2026, a partir de https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0065649) Acessar
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