Cultura Halaf (c. 6100–5300 a.C.): aldeias do norte da Mesopotâmia e suas cenas figuradas
c. 6100 a 5300/5100 a.C., segundo İpek, Şan e Eksik (2024) citando Akkermans e Schwartz (2003); o artigo não diz se as datas são calibradas · Mesopotâmia e Levante, Anatólia e Cáucaso
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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A cultura Halaf é uma cultura arqueológica do Neolítico Tardio do norte da Mesopotâmia, datada por Akkermans e Schwartz, citados por İpek e colegas (2024), em c. 6100–5300/5100 a.C. Reconhece-se por aldeias de 1 a 5 hectares, casas redondas (tholoi), selos de estampar, figurinhas e troca de obsidiana a longa distância. Nos vasos pintados aparecem cenas com edifícios, danças e figuras sem cabeça, que İpek e colegas leem como indícios de ritual, sem consenso sobre o que representam.
Onde e como viviam
Segundo İpek e colegas, o povo Halaf ocupava uma área que ia dos montes Zagros, a leste, ao Mediterrâneo e ao Tauro, a oeste, do lago Van e da região de Muş-Elazığ, ao norte, ao norte da Síria e ao centro do Iraque, ao sul. Os primeiros achados vieram de Sakçagözü/Coba Höyük (Garstang, 1908), Tell Yunus (Woolley, 1913) e Tell Halaf (Oppenheim, 1911–1913 e 1927–1929). Os assentamentos tinham de 1 a 5 hectares, a maioria pouco planejada, com espaços abertos em volta; havia aldeias duradouras, outras de vida curta e sítios sazonais ou semipermanentes. Viviam de cereais cultivados e plantas silvestres, mais animais domesticados ou silvestres. A arquitetura era de tijolo cru ou de base de pedra, em plantas retangulares ou redondas (tholoi). (İpek et al. 2024)
Sepultamentos e lugares rituais
Segundo o artigo, as práticas funerárias Halaf eram variadas: sepultamentos individuais e duplos em cova, coletivos, de crânios isolados ou múltiplos, e cremações individuais ou coletivas. Os autores observam que, com poucas exceções, não há túmulos de chefe ou elite com abundantes objetos, e que não há evidência forte de guerra, como muros, valas defensivas ou armas. Ao mesmo tempo, citam a Praça de Tell Sabi Abyad e, em Domuztepe, o Terraço Vermelho, o Poço da Morte e as valas como locais de atividades rituais e festivas. O texto não dá números de pessoas sepultadas em Domuztepe, e esses dados não foram lidos. (İpek et al. 2024)
O retorno das imagens depois de 800 anos
İpek e colegas partem da observação de que os edifícios monumentais, as colunas com figuras e os crânios modelados com argila do Neolítico Pré-Cerâmico quase desaparecem depois do PPNB, nos anos 7000 a.C. Em sua leitura, quase 800 a 1000 anos de silêncio terminam com os vasos e selos Halaf, a partir de c. 6200/6100 a.C., que trazem de novo cenas figuradas: touros (bucrânios), plantas e árvores, aves, serpentes, caçadores com arco, danças e cenas narrativas. Citam o vaso com edifícios e uma grande árvore e o "vaso da morte", ambos de Domuztepe, com figuras de cabeça separada do corpo, como exemplos. Segundo eles, a qualidade da cerâmica decai depois de c. 4700 a.C. e as cenas figuradas quase somem; a simbologia passa então à arquitetura e à arte de prestígio da cultura Ubaid. (İpek et al. 2024)
Fontes
- İpek, Bahattin; Şan, Mehmet; Eksik, Mekiye (2024). "Geç Neolitik Dönem Halaf Kültürü'nde Sanat ve Sembolizm" [Arte e simbolismo na cultura Halaf do Neolítico Tardio]. Bitlis Eren Üniversitesi Sosyal Bilimler Dergisi 13(1): 34–52. DOI 10.47130/bitlissos.1447395. Texto bruto lido em https://dergipark.org.tr/tr/download/article-file/3773761, em 29/10/2026. Acessar
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