Batalha de Didgori (1121): a Geórgia de Davi IV contra a coalizão de Il-Ghazi, e a tomada de Tbilisi
12 de agosto de 1121 segundo a Enciclopédia Georgiana e o Wikidata; 13 de agosto, uma quinta-feira, segundo Mateus de Edessa (calendário juliano) · Anatólia e Cáucaso
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em agosto de 1121, o exército do reino da Geórgia, comandado por Davi IV, o Construtor, venceu no vale de Didgori, perto de Manglisi e de Tbilisi, uma coalizão muçulmana liderada por Najm al-Din Il-Ghazi ibn Artuq. Para a Enciclopédia Georgiana, a vitória encerrou o domínio seljúcida na Geórgia e nas terras vizinhas; Mateus de Edessa, escrevendo em armênio, afirma que 400.000 inimigos morreram e 30.000 foram presos, cifras que a fonte georgiana lida não repete. Segundo Mateus, Davi tomou Tbilisi no mesmo ano e mandou empalar 500 homens.
Antes da batalha: uma guerra de fronteira
Segundo a Enciclopédia Georgiana, a partir de 1120 Davi IV levou a guerra para fora das fronteiras (Qabala, Arsharunik, Barda, Hnarakert) e os turcos expulsos, com os governadores locais de Tbilisi, Dmanisi e Ganja, pediram ajuda a outros governantes muçulmanos. Uma coalizão, chefiada em nome do sultão por Najm al-Din Il-Ghazi ibn Artuq, comandante da guerra contra os cruzados e governante de Bagdá, acampou em Trialeti, Manglisi e Didgori na primeira metade de agosto de 1121. Mateus de Edessa fala de uma sequência diferente: um emir de Ganja, chamado Ghazi, invadiu com 30.000 homens, levou cativos e foi atacado de surpresa pelos georgianos, que mataram 30.000 e levaram mulheres, crianças e rebanhos; os sobreviventes foram queixar-se ao sultão Melik, filho de Tapar. (Metreveli; Mateus de Edessa)
O dia da batalha
A Enciclopédia diz que a batalha começou em 12 de agosto, que o exército de Davi acampou numa floresta entre duas montanhas, bloqueando a saída estreita do desfiladeiro, de modo que só restava vencer ou morrer, e que ele separou 200 cavaleiros que se aproximaram do inimigo como se fossem traidores do rei e, de repente, atacaram. Em seguida, Davi atacou pelo vale de Nichbisi e seu filho Demétrio desceu de uma montanha, interceptando as tropas já em formação; o ferido Il-Ghazi quase foi capturado, e a perseguição durou oito dias. Para Mateus, a luta ocorreu numa quinta-feira, 13 de agosto, durante o jejum da Mãe de Deus, entre duas montanhas; Davi teria 40.000 georgianos, 15.000 cipchaques, 500 alanos e 100 francos. (Metreveli; Mateus de Edessa)
Números do exército e das perdas
A Enciclopédia cita I. Javakhishvili para dizer que o exército turco tinha 300.000 combatentes, e o historiador francês Gautier, 600.000, bem maior que o georgiano, e fala em "pesadas perdas" na perseguição, sem número. Mateus de Edessa dá 400.000 cavaleiros do sultão Melik, um total de mortos de 400.000 e 30.000 presos, com rios cheios de corpos e vales cobertos de mortos, e diz que as tropas georgianas e cipchaques perseguiram os fugitivos até os arredores de Ani. As duas fontes tratam de efetivos que a historiografia moderna lida aqui não verifica; os números aparecem aqui como o que cada texto afirma. (Metreveli; Mateus de Edessa)
A tomada de Tbilisi segundo Mateus
Logo depois do relato da batalha, Mateus escreve que "neste ano" Davi, rei dos georgianos, tomou a cidade de Tiflis (Tbilisi) dos "persas", fez uma "matança feroz" e empalou e torturou até a morte 500 homens. O verbete da Enciclopédia Georgiana lido não trata da tomada da cidade. Mateus coloca o fato no mesmo ano armênio 570 (1121-1122), e o Wikidata liga a queda de Tbilisi a 1122; a fonte lida não permite resolver a data. (Mateus de Edessa; Metreveli)
Fontes
- Metreveli, R. "Battle of Didgori". Georgian Encyclopedia, Georgian National Academy of Sciences, I. Abashidze Main Scientific Editorial Office, versão em inglês. https://georgianencyclopedia.ge/en/form_eng/692 (acesso em 30/10/2026). Acessar
- Mateus de Edessa, Crônica (parte 3, anos 570 e 571 da Era Armênia = 1121-1122); traduzida do armênio clássico por Robert Bedrosian, Matthew of Edessa's Chronicle (Sources of the Armenian Tradition, Long Branch, N.J., 2017; tradução em domínio público). https://archive.org/download/ChronicleMatthewEdessa/Chronicle_Matthew_Edessa.pdf (acesso em 30/10/2026). Acessar
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