Igreja principal do mosteiro de Oshki, em Tao (963–973): obra dos Bagrationi com cúpula cônica sobre quatro pilares isolados e inscrições sobre doadores e custos
construída entre 963 e 973 (Natsvlishvili); coberta de novo nos anos 1020; pinturas murais por ordem de Jojik Patrikios em 1036 · Anatólia e Cáucaso
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Segundo Natsvlishvili, a igreja principal do mosteiro de Oshki, na província histórica georgiana de Tao, hoje no nordeste da Turquia, foi construída entre 963 e 973 por encomenda dos príncipes bagrationi Davi Kuropalates e Bagrat, Duque dos Duques, e é uma das maiores igrejas medievais da Geórgia que restam. Tem planta triconque inscrita em cruz latina e cúpula cônica sobre quatro pilares isolados. Inscrições georgianas nas paredes informam sobre doadores, construtores, técnicas e custos.
Encomenda e plano da igreja
Natsvlishvili escreve que os restos do mosteiro de Oshki ficam na província histórica georgiana de Tao, hoje no nordeste da Turquia. A igreja principal, construída entre 963 e 973, foi encomendada pelos príncipes bagrationi Davi Kuropalates e Bagrat, Duque dos Duques, irmãos, e dedicada originalmente a São João Batista. Segue uma planta triconque inscrita em cruz latina, coroada por uma alta cúpula cônica sobre quatro pilares isolados. Cada abside é ladeada por câmaras de dois andares. Do quadrado ao tambor circular a passagem se faz por pendentes, quase todos cobertos por grandes trompas ornadas de caneluras radiais, que aqui não têm função estrutural e servem de ornamento. (Natsvlishvili)
Materiais e técnica de construção
Segundo Natsvlishvili, Oshki é feita de blocos de pedra com revestimento sobre um núcleo de entulho; as fachadas têm cantaria de calcário liso. Exceto o braço oeste, são decoradas com arcos cegos sobre colunas engajadas, e as fachadas empenadas dos braços do cruzeiro têm uma composição de cinco arcos cegos, com nichos triangulares em concha de vinte caneluras pintadas alternadamente de vermelho e azul. A cúpula tem vinte e quatro lados, com arcos cegos sobre colunas geminadas e doze janelas semicirculares, uma em cada dois arcos. Telhas vidradas cobriam a cúpula; as coberturas de duas águas que restam parecem ter tido cobertura de pedra. (Natsvlishvili)
Escultura, inscrições e pinturas
Natsvlishvili diz que o interior é muito rico em ornamentos e esculturas: um grupo de Deësis ladeado pelos doadores da igreja, outras imagens reais, anjos, santos e animais reais e imaginários. A galeria do braço oeste tem uma coluna octogonal com esculturas, entre elas a mais antiga imagem de Santa Nino, em grande parte destruída por saqueadores ou vândalos por volta de 2005. Numerosas inscrições georgianas nas paredes dão informações sobre doadores, construtores, o processo e as técnicas de construção e até os custos. Uma inscrição na abside registra que Jojik Patrikios mandou decorar o interior com pinturas murais em 1036. (Natsvlishvili)
Vida monástica e nova cobertura
A autora afirma que o mosteiro teve uma vida monástica particularmente rica e produziu grande quantidade de manuscritos. Outros restos medievais, entre eles um refeitório grande em ruínas, uma cozinha e duas capelas, estão espalhados pela aldeia. Quanto à igreja, ela registra a nova cobertura nos anos 1020, sob Basílio II (r. 976–1025) e Constantino VIII (r. 1025–1028), que haviam assumido o controle da região depois da morte de Davi Kuropalates, em 1001. O texto lido não diz quem executou a obra nem o que foi mudado em relação à cobertura anterior. (Natsvlishvili)
Fontes
- Natsvlishvili, Natia (s.d.). “Oshki”. Em: Crossing Frontiers: Christians and Muslims and their art in Eastern Anatolia and the Caucasus, seção Georgian Valleys. Londres: The Courtauld Institute of Art. Página consultada em 30/10/2026 (a página não traz a data de publicação; rodapé de 2024). https://sites.courtauld.ac.uk/crossingfrontiers/crossing-frontiers/turkey/georgian-valleys/oshki/ Acessar
Na mesma região
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