Atlas da História

Tamar da Geórgia, nascida por volta de 1160, corregente do pai em 1179 e rainha reinante de 1184 a 1213, canonizada pela Igreja ortodoxa georgiana

nasceu por volta de 1160 (o verbete não dá dia nem lugar) e morreu em 1213 (outras fontes citadas pelo verbete: 1207 ou 1210) · Anatólia e Cáucaso

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo Metreveli (Georgian Encyclopedia), Tamar nasceu por volta de 1160, filha do rei Giorgi III, foi feita corregente por ele depois da rebelião dos Orbeli, em 1179, e reinou como rainha da Geórgia a partir de 1184, quando o pai morreu. O verbete diz que sua subida ao trono rompeu uma tradição de séculos, pois o trono de toda a Geórgia passou a ser ocupado por uma mulher. Morreu em 1213 e foi sepultada em Gelati; a Igreja ortodoxa georgiana a canonizou.

Corregente e rainha

Segundo Metreveli, Tamar era filha de Giorgi III e da rainha Burdukhan, e os contemporâneos louvavam nela, ainda jovem, uma mente inquisitiva e sábia. Depois de sufocar a rebelião dos Orbeli, em 1179, o pai a fez corregente, colocando-lhe a coroa de ouro. Giorgi III morreu em 27 de março de 1184 e foi sepultado em Gelati. A aristocracia feudal exigiu que Tamar fosse coroada de novo, num rito que enfatizou os direitos dos nobres: o arcebispo de Kutaisi, Anton Saghirisdze, colocou-lhe a coroa, e a espada do pai lhe foi entregue como comandante do exército. (Metreveli 2026)

A revolta de Qutlu-Arslan e as mulheres emissárias

Logo no início do reinado, os nobres forçaram Tamar a demitir funcionários promovidos por Giorgi III. Qutlu-Arslan, tesoureiro-chefe, liderou uma revolta que exigia que a rainha tivesse só poder executivo e ficasse fora da assembleia (chamada "Tet" ou "Tent" no texto) que decidiria os assuntos do Estado. Tamar mandou prender Qutlu-Arslan e, diante da reação de seus partidários, enviou duas damas, Khvashak Tsokali e Kravai Jaqeli, para negociar. Segundo Metreveli, a missão teve êxito: o líder foi solto, os rebeldes juraram lealdade e a rainha manteve o poder legislativo. (Metreveli 2026)

Casamentos e o concílio da Igreja

Tamar convocou, segundo o verbete, uma assembleia de monges e bispos que afastou clérigos desacreditados e consertou leis da Igreja. Depois, a assembleia e a nobreza decidiram casá-la com o príncipe russo Yuri (Giorgi), filho de André Bogolyubski, apesar da relutância dela. Os historiadores de Tamar concordam, diz Metreveli, que ele tinha qualidades abomináveis; o Darbazi decidiu exilá-lo, entre 1187 e 1188, com tesouros. Em 1189, ela se casou com David Soslan, de ramo osseta dos Bagrationi, em Didube, e deste casamento nasceu o filho Giorgi, chamado Lasha. Tamar teria dito que, quando um cônjuge desonra o leito, o outro pode livrar-se dele sem pecado. (Metreveli 2026)

Reino, economia e culto

Metreveli diz que, no tempo de Tamar, quase todo o Cáucaso estava dentro da órbita do reino, e que vitórias em Shamkor (2 de junho de 1195) e em Basiani (1204), assim como a fundação do Império de Trebizonda sob Alexios Komnenos, ampliaram seu poder. Descreve ainda irrigação, vinho, seda, cidades artesãs e guildas, e cita o historiador da rainha, para quem ela destinou um décimo da renda do reino aos pobres. Ela morreu em 1213 em Tabakhmela e foi enterrada em Gelati. Sobreviveram quatro retratos seus (Vardzia, Betânia, Kintsvisi, Bertubani). A Igreja georgiana a canonizou, com festa em maio no calendário da Igreja. (Metreveli 2026)

Fontes

  1. Metreveli, R. (2026). "Queen Tamar". Georgian Encyclopedia (Georgian National Academy of Sciences, I. Abashidze Main Scientific Editorial Office of the Georgian Encyclopedia). https://georgianencyclopedia.ge/en/form_eng/309 (baixado em 30/10/2026; o ano 2026 é o da página). Acessar

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