Batalha de Leuctra (371 a.C.): Tebas derrota Esparta, segundo Xenofonte e Pausânias
6 jul. 371 a.C. (Wikidata P585, precisão de dia; as passagens lidas de Xenofonte e Pausânias não dão a data) · Europa Mediterrânea
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Em 371 a.C., o rei espartano Cleômbroto, que levara o exército à Beócia, enfrentou os tebanos em Leuctra e foi vencido. Segundo Xenofonte, caíram quase mil lacedemônios, entre eles cerca de quatrocentos dos setecentos espartíatas presentes; Pausânias fala em mais de mil lacedemônios mortos contra 47 beócios. Em seguida, segundo Xenofonte, os tebanos e seus aliados invadiram a Lacônia.
A marcha de Cleômbroto até Leuctra
Xenofonte (6.4.2–6.4.4) conta que, depois do juramento de paz em Esparta, a assembleia espartana mandou Cleômbroto, que estava na Fócida, não dissolver o exército e atacar os tebanos se eles não deixassem as cidades independentes. Ele entrou na Beócia por um caminho que os tebanos não esperavam e acampou em Leuctra, em território de Téspias; os tebanos acamparam na colina em frente, sem aliados além dos beócios. Segundo Xenofonte (6.4.5), amigos do rei diziam que, se deixasse os tebanos escapar sem batalha, ele correria perigo em casa. (Xenofonte. Helênicas (Hellenica). Tradução inglesa de Carleton L. Brownson)
As formações e a luta
Xenofonte (6.4.10–6.4.13) diz que a cavalaria tebana estava bem treinada e a lacedemônia era fraca, formada por homens de pouca força e ambição que recebiam cavalo e armas na hora da convocação. A falange lacedemônia tinha, segundo ele, não mais que doze homens de profundidade, enquanto os tebanos se enfileiraram com não menos de cinquenta escudos, para vencer a parte onde estava o rei. Os cavaleiros lacedemônios foram batidos primeiro e, na fuga, atropelaram os próprios hoplitas; Cleômbroto e os seus venceram de início, pois puderam ser carregados ainda vivos, mas depois que caíram o polemarco Dêinon e Esfódrias, a guarda do rei recuou sob a massa tebana. (Xenofonte. Helênicas (Hellenica). Tradução inglesa de Carleton L. Brownson)
Perdas, trégua e consequências
Xenofonte (6.4.15) fala em quase mil mortos entre os lacedemônios e cerca de quatrocentos espartíatas de uns setecentos; os tebanos ergueram um troféu e devolveram os corpos sob trégua. Pausânias (9.13.11–9.13.12) diz que Epaminondas mandou os aliados recolherem seus mortos primeiro, e como alguns não tinham nenhum, ficou claro que os caídos eram espartanos; seriam 47 tebanos e beócios fiéis contra mais de mil lacedemônios. Na sequência, Xenofonte (6.5.23–6.5.29) narra a invasão tebana da Lacônia com arcádios, argivos e eleus e o apelo de Esparta aos hilotas, com promessa de liberdade a quem pegasse em armas. (Xenofonte. Helênicas (Hellenica). Tradução inglesa de Carleton L. Brownson; Pausânias. Descrição da Grécia (Description of Greece). Tradução inglesa de W. H. S. Jones e H. A. Ormerod. Cambridge)
Fontes
- Xenofonte. Helênicas (Hellenica). Tradução inglesa de Carleton L. Brownson, em Xenophon in Seven Volumes. Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: William Heinemann, 1918–1921, pela edição digital do Perseus Project (Universidade Tufts), repositório PerseusDL no GitHub. Lidos em texto bruto 6.4.1–6.4.30 (a campanha, a batalha, a reação em Esparta e o papel de Jasão), 6.5.20–6.5.33 (a invasão da Lacônia) e 7.1.36. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0032/tlg001/tlg0032.tlg001.perseus-eng2.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
- Pausânias. Descrição da Grécia (Description of Greece). Tradução inglesa de W. H. S. Jones e H. A. Ormerod. Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: William Heinemann, 1918–1935 (Loeb Classical Library), pela edição digital do Perseus Project (Universidade Tufts), repositório PerseusDL no GitHub. Lidos em texto bruto 9.13.1–9.13.12 (Epaminondas, a decisão dos beócios, a batalha e o número de mortos). https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0525/tlg001/tlg0525.tlg001.perseus-eng2.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
Na mesma região
- Fundação de Messena (c. 370–369 a.C.): o regresso dos messênios ao Peloponeso, segundo Pausânias, e o silêncio de Xenofonte 3º ano da 102ª Olimpíada, arcontado de Disciceto em Atenas (Pausânias 4.27.9), que o atlas converte em 370/369 a.C.; o Wikidata (P571 de Q1022117) dá 371 a.C.
- Saque de Roma pelos gauleses (c. 390–387 a.C.): o que contam Lívio e Políbio, e a lembrança dos próprios gauleses c. 390 a.C. (Wikidata P585: 390 a.C., sem mês); o item da batalha do Ália (Q655777) lista também 387 a.C.; Políbio 1.6 situa a tomada de Roma 16 anos antes de Leuctra, ano da Paz de Antálcidas
- Axioteia de Flios: aluna de Platão e de Espeusipo, junto com Lastênia de Mantineia séc. IV a.C. (por ter sido aluna de Platão, segundo Diógenes Laércio); o Wikidata dá −400 com precisão de século
- Hipárquia de Maroneia: a filósofa cínica que escolheu a vida de Crates e venceu Teodoro num banquete c. 350 – c. 280 a.C. (Wikidata); o texto lido a situa por volta de 300 a.C. (cabeçalho da edição de Hicks)
- Píteas de Massália: a viagem ao norte da Europa, a Britânia e Thule, segundo seus críticos antigos séc. IV a.C. (Wikidata: nascimento c. 359 ou 349 a.C.; morte c. 289 ou 284 a.C.); Estrabão não dá datas
- Cinismo antigo (séc. IV a.C.): Antístenes, Diógenes de Sinope e Hiparquia, segundo Diógenes Laércio séc. IV a.C. (Wikidata P580: 400 a.C., precisão de século); Diógenes Laércio situa Diógenes de Sinope na época de Alexandre, e Demétrio de Magnésia, citado por ele, o faz morrer no mesmo dia que Alexandre (323 a.C.)