Chavín de Huántar (Peru): rapé de vilca e tabaco inalado por tubos de osso na Galeria 3, em depósitos de c. 800–350 a.C.
c. 800–350 a.C. (faixa dos depósitos de uso da Galeria 3, segundo modelo bayesiano de Rick et al. 2025); a galeria foi selada por volta de 500 a.C. e escavada em 2017–2018 · Andes
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Na Galeria 3 de Chavín de Huántar, nas terras altas do Peru, depósitos selados de c. 800–350 a.C. continham 23 artefatos de osso e concha. Em seis deles, análises químicas acharam DMT, bufotenina e nicotina, e em quatro, microrrestos de vilca e de raízes de Nicotiana. Os autores do estudo de 2025 veem nisso a evidência direta mais antiga, na América, de inalação mista de vilca e tabaco em ritual institucionalizado.
Os depósitos e a datação
A escavação definiu nove estratos e 14 grupos de objetos interpretados como depósitos intencionais, no piso da galeria e no enchimento posterior. Quatro episódios de deposição cobrem a primeira metade do primeiro milênio a.C. Os autores dataram o conjunto com sete datações por radiocarbono (quatro de carvão de madeira não identificada, três de restos humanos de contextos funerários) e três de áreas próximas, refinadas por modelagem bayesiana. As camadas ligadas ao uso da galeria caem em c. 800–350 a.C., a parte final do apogeu de Chavín (fase Preto e Branco) e o período imediatamente posterior. (Rick)
O que foi achado e como foi testado
Foram analisados 23 artefatos, todos de origem animal: 22 de osso e um de concha de molusco marinho (Choromytilus chorus), dos quais 19 são tubos simples de ossos longos de aves. Em seis houve marcadores químicos de DMT, de bufotenina (5-OH-DMT) e de nicotina; dos 11 amostrados também para microbotânica, quatro trouxeram amidos, cristais e tricomas de sementes e folhas de vilca (Anadenanthera colubrina var. cebil) e de raízes de Nicotiana silvestre. Os testes foram feitos em paralelo e às cegas. Os grãos de amido mostram exposição a calor seco, compatível com secar e torrar sementes e raízes antes de moer, e não houve produtos de combustão dos alcaloides, o que os autores tomam como indício de inalação, não de fumo. (Rick)
Fontes
- Rick, John W.; Lema, Verónica S.; Echeverría, Javier; Valverde, Giuseppe Alva; Contreras, Daniel A.; Arias Espinoza, Oscar; Rosenfeld, Silvana A.; Sayre, Matthew P. Pre-Hispanic ritual use of psychoactive plants at Chavín de Huántar, Peru. Proceedings of the National Academy of Sciences, 122(19), e2425125122, 13/05/2025, doi:10.1073/pnas.2425125122, texto completo em pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12088378. Lido em 02/11/2026 o texto bruto (XML do Europe PMC); o Apêndice SI não foi lido. Acessar
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