Lurs de bronze nórdicos: as trompas curvas fundidas em cera perdida e depositadas aos pares em pântanos dinamarqueses, como as de Radbjerg Mose (c. 900 a.C.) e Brudevælte (c. 800–700 a.C.)
c. 900 – c. 700 a.C.: as lurs de Radbjerg Mose (Falster) são datadas de c. 900 a.C. na legenda de uma foto do Lex, e as de Brudevælte (Zelândia) de c. 800–700 a.C.; o verbete dá ao instrumento no todo c. 1300–600 a.C. · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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A lur é um instrumento de sopro de bronze, de forma curva como um chifre de animal, que o Lex, enciclopédia dinamarquesa, data de c. 1300–600 a.C.; achada sempre em pares espelhados, de mesmo comprimento e afinação, em pântanos da Dinamarca e de áreas vizinhas, junto com joias e armas. As lurs eram fundidas pela técnica da cera perdida, com as partes unidas por mangas ou braçadeiras também fundidas; as de Radbjerg Mose, em Falster, são datadas de c. 900 a.C., e as seis de Brudevælte, achadas em 1797 e o maior conjunto conhecido, de c. 800–700 a.C. Não se sabe ao certo para que serviram, e os autores presumem uso religioso ou cerimonial.
Como eram feitas
Segundo o Lex, as lurs são de bronze e têm forma curva, como cópia de um chifre de animal, com um bocal em funil numa ponta e uma peça de som na outra. Foram fundidas pela técnica da cera perdida: as partes são modeladas em cera, cobertas por um molde de argila interno e externo mantidos no lugar por pequenos pregos (suportes de macho) durante a fundição, quando a cera é substituída por bronze. Os trechos são fundidos em unidades e unidos por mangas ou braçadeiras, também fundidas no lugar, por fora dos tubos principais. O verbete acrescenta que a técnica de fundir tubos era conhecida na Antiguidade, perdeu-se e só foi redescoberta por volta do ano 1400. (Andresen)
Pares, afinações e achados
As lurs são sempre achadas em pares espelhados, do mesmo comprimento e afinação, mas a afinação muda de par para par, entre (perto de) dó, ré, mi bemol, mi e sol. Tocam, soprando com os lábios, a série harmônica natural, de 8 a 10 notas. O Lex conta cerca de 60 lurs inteiras ou em partes, todas em solo dinamarquês ou em áreas da Alemanha e da Suécia que já foram dinamarquesas. Foram achadas em pântanos com joias e armas, provavelmente como oferendas, e aparecem também em gravuras rupestres da Idade do Bronze. (Andresen)
Brudevælte e Radbjerg Mose
Segundo o verbete do Lex sobre a lur, as seis primeiras (três pares) foram achadas pelo camponês Ole Pedersen em 1797, ao cortar turfa no pântano de Brudevælte, ao norte de Lynge, na Zelândia, a cerca de 1,5 m de fundo, entre a turfa e uma argila azulada, o que sugere que foram afundadas quando o pântano ainda era um lago. Flemming Kaul, do Museu Nacional, diz que foram depositadas como oferenda na Idade do Bronze Recente e que formam o maior conjunto de lurs; cinco estão no Museu Nacional e a sexta, doada em 1845 pelo futuro rei Frederico VII ao czar Nicolau I, no Hermitage. As de Radbjerg Mose, em Falster, achadas em 1894, são datadas de c. 900 a.C. numa legenda de foto. (Andresen; Kaul)
Fontes
- Andresen, Mogens (Det Kongelige Danske Musikkonservatorium); Stefánsson, Finn. "lur". Lex (Lex.dk, Danmarks Nationalleksikon), última alteração em 3 out. 2026. https://lex.dk/lur, consultado em 29/10/2026. Conteúdo com texto de Symbolleksikon. Acessar
- Kaul, Flemming (Nationalmuseet). "Brudevæltelurerne". Lex (Lex.dk, Danmarks Nationalleksikon), em "Danmarks bronzealder - materiel kultur". https://lex.dk/Brudev%C3%A6ltelurerne, consultado em 29/10/2026. Acessar
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