Mobilidade em Seddin na Idade do Bronze Final: o estrôncio dos ossos petrosos cremados de Wickbold I e dos sítios vizinhos, ao lado do túmulo do rei (séc. IX a.C.)
séc. IX a.C.: Frank e colegas datam do séc. IX a.C. tanto o Königsgrab de Seddin quanto o montículo Wickbold I; radiocarbono de ossos longos de Wickbold I, por exemplo 967–827 a.C. calibrado (95,4%), com ressalvas dos autores · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Entre 2016 e 2018, escavações em Wickbold I, um montículo funerário do séc. IX a.C. a cerca de 1 km do Königsgrab ("túmulo do rei") de Seddin, em Brandemburgo, recuperaram ossos petrosos de pessoas cremadas. Frank e colegas mediram a razão de estrôncio (87Sr/86Sr) em 29 desses ossos, de cinco cemitérios vizinhos, que eles reduzem a 22 indivíduos: só dois têm valores da região, e os outros 20 vieram de lugares com valores mais altos. Os autores leem isso como alta mobilidade da elite ligada às redes de troca da Idade do Bronze Final, com a ressalva de que a linha de base local ainda é pouco conhecida e de que a cremação impede o DNA antigo.
Os sítios: Königsgrab e Wickbold I
Segundo Frank e colegas, o Königsgrab de Seddin é um túmulo monumental do séc. IX a.C. com câmara poligonal de pedra e muitos bronzes, um dos maiores e mais ricos montículos do Período V no norte da Europa central. Wickbold I, cerca de 1 km ao norte, foi erguido na mesma época e também tinha bronzes ricos (espada, machado, faca e pinças). Foi descoberto em 1888, dez anos antes do Königsgrab; sua câmara foi retirada na descoberta e o montículo foi removido sem documentação. Os restos humanos do Königsgrab desapareceram, e é por isso que o estudo se apoia em Wickbold I. (Frank)
O que se mediu e como
Entre 2016 e 2018 reabriu-se parte de Wickbold I e saíram restos de cremações. Os autores analisaram 9 ossos petrosos (a parte do osso temporal que contém a cápsula ótica) de Wickbold I e 20 de quatro cemitérios próximos, Groß Linde, Reckenthin, Ellershagen e Nettelbeck. O osso petroso termina de se formar por volta dos dois anos de idade e depois não se remodela, de modo que a razão de estrôncio guarda a dieta dessa fase da vida e mostra se a pessoa passou ali os primeiros anos. Para comparar, mediram água, solo e plantas atuais de 22 pontos e solo da camada arqueológica sob o Königsgrab. (Frank)
Resultados: 22 indivíduos, 2 locais
Combinando a antropologia com o estrôncio, os autores estimam 22 indivíduos (sete de Wickbold I, cinco de Reckenthin, um de Groß Linde, cinco de Nettelbeck e quatro de Ellershagen). Tomando a água de superfície como linha de base local, só dois caem nela: um subadulto de Wickbold I e uma mulher de jovem a adulta de Ellershagen. Os outros 20 têm valores mais altos. O solo e as plantas atuais mostraram-se maus indicadores da linha de base, por lixiviação de carbonatos e adubação, e uma linha de base feita com os próprios ossos ficaria enviesada pela grande presença de gente de fora. (Frank)
Datação e limites
Não foi possível datar os ossos petrosos, mineralizados demais; os autores dataram por radiocarbono nove ossos longos e cinco carvões de Wickbold I. As datas confirmam o uso do cemitério do Período IV-V, mas incluem uma cova do Bronze Antigo (Períodos II-III nórdicos) anterior ao montículo, uma amostra do 1º milênio d.C. e um carvão do início do 6º milênio a.C.; por isso o montículo teve uso longo e a cronologia fina segue em aberto. Os autores dizem que os resultados podem mudar quando houver mais dados de linha de base na região. (Frank)
Fontes
- Frank, Anja B.; May, Jens; Sabatini, Serena; Schopper, Franz; Frei, Robert; Kaul, Flemming; Storch, Susanne; Hansen, Svend; Kristiansen, Kristian; Frei, Karin M. "A Late Bronze Age foreign elite? Investigating mobility patterns at Seddin, Germany". PLOS ONE 20(9): e0330390, 10 set. 2025. DOI 10.1371/journal.pone.0330390. Texto integral via Europe PMC (PMC12422465), consultado em 29/10/2026. Acessar
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