Atlas da História

Conquista de Bīt-Adini e de Tīl-Barsip por Salmanasar III, segundo as inscrições assírias (c. 858–856 a.C.)

c. 858–856 a.C. (1º ao 3º ano de reinado de Salmanasar III, com reinado iniciado em 858 a.C. segundo a RIAo; Kurkh e o obelisco divergem na ordem dos anos) · Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo o Monólito de Kurkh e o obelisco de Nimrud, Salmanasar III cercou Tīl-Barsip, cidade de Aḫūnu, governante de Bīt-Adini, que a abandonou e atravessou o Eufrates. O rei diz tê-lo perseguido até o monte Šītamrat, de onde levou Aḫūnu, com seus deuses, filhos, filhas, carros e tropas, para a cidade de Aššur. Tudo vem de textos assírios; nenhum texto de Bīt-Adini foi lido.

O cerco de Tīl-Barsip

O Monólito de Kurkh diz que, no início do reinado, no ano epônimo do próprio rei, ele saiu de Nínive e sitiou Tīl-Barsip, cidade fortificada de Aḫūnu de Bīt-Adini. Diz ter cortado os jardins da cidade e lançado flechas incendiárias, e que Aḫūnu, assustado, abandonou a cidade e atravessou o Eufrates. O obelisco conta de modo mais curto: no 2º ano, o rei tomou cidades de Aḫūnu e o encerrou em sua cidade; no 3º ano, Aḫūnu abandonou Tīl-Barsip, sua cidade real. (Grayson 1996; Grayson 1996)

Šītamrat, a captura e a deportação

Segundo o Monólito, no ano seguinte o rei foi atrás de Aḫūnu, que fizera do monte Šītamrat, às margens do Eufrates, seu reduto. O rei diz que o monte nunca fora alcançado por nenhum dos reis anteriores e que o explorou por três dias. Diz que os homens de Aḫūnu foram derrotados e depois se renderam, e que levou Aḫūnu, suas tropas, carros, cavalaria e bens do palácio a Aššur, contando-os como gente de sua terra. O obelisco acrescenta que o rei levou Aḫūnu com seus deuses, filhos, filhas e tropas a Aššur. (Grayson 1996; Grayson 1996)

Pitru, na outra margem do Eufrates

Segundo o obelisco, depois da fuga de Aḫūnu, o rei tomou como sua a cidade que chamou Ana-Aššur-utēr-aṣbat, na outra margem do Eufrates, junto ao rio Sagurri, e que os povos de Hatti chamam Pitru. O Monólito de Kurkh volta ao lugar mais tarde: ali o rei diz ter recebido o pagamento de Sangara de Carquemis, Kundašpi de Kummuh, Lalla de Melid e outros, em prata, ouro, estanho e bronze. A cidade tem, portanto, dois nomes na própria inscrição, um assírio e outro de quem a conhecia antes. (Grayson 1996; Grayson 1996)

Fontes

  1. Grayson, A. K. (1996). Assyrian Rulers of the Early First Millennium BC II (858–745 BC) (RIMA 3). Toronto: University of Toronto Press. Texto lido na edição digital "Shalmaneser III 002" (estela de Kurkh, Monólito de Kurkh), adaptada por Jamie Novotny (2016) e lematizada por Nathan Morello (2016) para The Royal Inscriptions of Assyria online (RIAo, projeto MOCCI, Oracc; CC BY-SA 3.0): https://oracc.museum.upenn.edu/riao/ria5/Q004607/html, consultado em out. 2026. Acessar
  2. Grayson, A. K. (1996). Assyrian Rulers of the Early First Millennium BC II (858–745 BC) (RIMA 3). Toronto: University of Toronto Press. Texto lido na edição digital "Shalmaneser III 014" (obelisco de Nimrud, anais do 1º ao 31º ano de reinado), adaptada por Jamie Novotny (2016) e lematizada por Nathan Morello (2016) para The Royal Inscriptions of Assyria online (RIAo; CC BY-SA 3.0): https://oracc.museum.upenn.edu/riao/ria5/Q004619/html, consultado em out. 2026. Acessar

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