Marcas alfabéticas de montagem em Kalhu: os exemplos mais antigos de escrita alfabética na Assíria (reinado de Salmanasar III)
reinado de Salmanasar III (858-824 a.C., segundo Herrmann e Hussein); a fonte lida não data cada marca · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Os exemplos mais antigos de escrita alfabética na Assíria vêm do reinado de Salmanasar III: letras marcadas em tijolos vidrados do Forte Salmanasar, em Kalhu, que também levam o nome do rei em acádio. Segundo Zamazalová, as letras parecem marcas de construtores, usadas para indicar a posição de cada tijolo no conjunto, e marcas semelhantes aparecem em marfins de Nimrud, em áreas pouco visíveis, provavelmente como guia para montar as peças. O alfabeto de 22 caracteres, baseado no sistema fenício, escrevia o aramaico e o hebraico, geralmente em materiais perecíveis.
Marcas em tijolos e marfins
Segundo Zamazalová, as primeiras evidências de escrita alfabética na Assíria vêm do reinado de Salmanasar III: marcas alfabéticas em tijolos vidrados do Forte Salmanasar, em Kalhu, que também traziam o nome e os títulos do rei em acádio. As letras parecem marcas de construtores e pedreiros para indicar a posição de cada tijolo no desenho geral. Marcas parecidas estão em inlays de marfim de Nimrud, em áreas discretas, e presumivelmente guiavam os artesãos; uma delas, num fragmento de decoração de móvel, é a letra aramaica resh. (Zamazalová; Horry)
O alfabeto e seus suportes
Segundo Zamazalová, o aramaico e o hebraico usavam um alfabeto simples, baseado no sistema dos fenícios, de 22 caracteres, cada um para uma consoante, em vez do cuneiforme sobre argila do acádio. Os documentos eram em tinta sobre couro, papiro ou tabuletas de madeira ou marfim com cera. Listas de rações de vinho de Nimrud mostram escribas arameus na corte assíria já no início do séc. VIII a.C., e o termo acádio sepēru os distinguia. Por volta do séc. VIII a.C. o aramaico era usado amplamente ao lado do acádio no império. (Zamazalová)
Fontes
- Zamazalová, S. "Aramaic and Hebrew in alphabetic scripts". Nimrud: Materialities of Assyrian Knowledge Production, The Nimrud Project at Oracc.org, 2019. http://oracc.museum.upenn.edu/nimrud/ancientkalhu/thewritings/aramaichebrew/ Acessar
- Horry, R. A. e Robson, E. "The Nimrud ivories: forgotten treasures". Nimrud: Materialities of Assyrian Knowledge Production, The Nimrud Project at Oracc.org, 2019. http://oracc.museum.upenn.edu/nimrud/livesofobjects/ivories/ Acessar
Na mesma região
- Conquista de Bīt-Adini e de Tīl-Barsip por Salmanasar III, segundo as inscrições assírias (c. 858–856 a.C.) c. 858–856 a.C. (1º ao 3º ano de reinado de Salmanasar III, com reinado iniciado em 858 a.C. segundo a RIAo; Kurkh e o obelisco divergem na ordem dos anos)
- Obelisco Negro de Salmanasar III e o pagamento de Jeú, "filho de Omri" c. 858–824 a.C. (período de composição, segundo a RIAo; a legenda de Jeú não traz ano no trecho lido)
- Batalha de Qarqar (853 a.C.), segundo o Monólito de Kurkh e o Obelisco Negro 853 a.C. (6º ano de reinado de Salmanasar III, segundo o Obelisco Negro; reinado iniciado em 858 a.C. segundo a RIAo; Wikidata: 853 a.C.)
- Estela de Mesha (Pedra Moabita): o rei de Moab conta a retomada de terras de Israel c. 840 a.C. (Wikidata); a Universidade Yarmouk a data de meados do séc. IX a.C. e Brown (2019) do fim do séc. IX a.C.
- Estela do Banquete de Assurnasirpal II: a refundação de Kalhu e o banquete de dez dias reinado de Assurnasirpal II, 883–859 a.C. (RIAo e Lendering); o texto lido não data a consagração do palácio
- Marfins de Nimrud: móveis e placas entalhados por oficinas do Mediterrâneo e da Síria chegada a Kalhu de Assurnasirpal II (883 a.C.) a Sargão II (705 a.C.), segundo Herrmann; a data de fabricação de cada peça não se deduz do local do achado