Abóbora, amendoim e algodão no vale de Ñanchoc (Peru): horticultura nas encostas andinas há cerca de 10.000 anos
cerca de 10.000 anos atrás, segundo o resumo de Dillehay et al. 2007; sementes de abóbora com datação direta de 9240 ± 50 anos 14C AP (sem calibração publicada nos textos lidos) · Andes
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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No vale de Ñanchoc, na encosta ocidental do Peru, sementes de abóbora (Cucurbita moschata) foram datadas diretamente em 9240 ± 50 anos 14C AP, as mais antigas de uma sequência que inclui amendoim e algodão. Segundo Dillehay e colegas (2007), a horticultura se firmou em partes dos Andes por volta de 10.000 anos atrás. Piperno e Dillehay (2008) leem esse cultivo como parte de uma economia mista, que continuava a incluir caça, pesca e coleta.
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O que foi datado diretamente
O resumo de Dillehay e colegas (2007) diz que macrorrestos de amendoim (Arachis sp.), abóbora (Cucurbita moschata) e algodão (Gossypium barbadense), escavados na encosta ocidental dos Andes do norte do Peru, foram datados diretamente entre 9240 e 5500 anos 14C AP. Piperno e Dillehay (2008) detalham: sementes elípticas, marrom-escuras, de C. moschata, vieram de dois sítios e foram datadas em 9240 ± 50 e 7660 ± 40 anos 14C AP; cascas de amendoim de um dos sítios, em 7840 ± 40 anos 14C AP. Os textos lidos não publicam datas calibradas para a semente mais antiga: a expressão "cerca de 10.000 anos atrás" é a do resumo de 2007. (Dillehay et al. 2007; Piperno e Dillehay 2008)
O vale, as casas e as fases
Segundo Piperno e Dillehay (2008), a cultura pré-cerâmica de Ñanchoc é conhecida por 46 sítios no vale de Ñanchoc, afluente do vale do Zaña, a 500 m de altitude. Treze estruturas de casas escavadas, de cerca de 10.100 a 5500 anos 14C AP (aproximadamente 11.200 a 6000 anos cal. AP), deram restos de plantas cultivadas, plantas silvestres coletadas e ossos de animais, o que os autores leem como economia mista de espectro amplo numa floresta tropical seca. Nas fases Paiján tardio e Las Pircas (10.000 a 7000 anos 14C AP), o plantio se fazia perto de pequenas casas circulares permanentes. Na fase Tierra Blanca (7000 a 5000 anos 14C AP) aparecem enxadas de pedra, mós maiores, canteiros e pequenos canais de irrigação. (Piperno e Dillehay 2008)
Fontes
- Dillehay, T. D.; Rossen, J.; Andres, T. C.; Williams, D. E. (2007). "Preceramic adoption of peanut, squash, and cotton in northern Peru". Science 316(5833): 1890–1893. DOI 10.1126/science.1141395. Só o resumo foi lido (em texto bruto, pelo Europe PMC, PMID 17600214, em 31/10/2026). Acessar
- Piperno, D. R.; Dillehay, T. D. (2008). "Starch grains on human teeth reveal early broad crop diet in northern Peru". Proceedings of the National Academy of Sciences 105(50): 19622–19627. DOI 10.1073/pnas.0808752105. Texto completo lido em 31/10/2026 (https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2604935/). Os afiliados do texto incluem o Departamento de Antropología da Universidad Austral de Chile (Dillehay). Acessar
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- Amido em cálculo dentário de Ñanchoc (Peru): abóbora, amendoim, feijão e pacay na dieta de c. 8600 anos atrás c. 8600 cal AP (c. 6650 a.C.), conversão dada pelos autores para "cerca de 8000 anos 14C AP"; os dentes foram associados a datas entre 8210 ± 180 e 6970 ± 60 anos 14C AP, que são idades de radiocarbono não calibradas e não valem como ano de calendário
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