Primeiras plantas cultivadas da América do Sul: o que se sabe
Aprofundamento · Brasil e América do Sul · 2.225 palavras
Rascunho: este texto ainda não passou pela revisão do editor e não está publicado.
Texto preparado a partir das fontes citadas; edição e revisão de Gabriel Fontes. Como escrevemos.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Imagine uma savana que alaga todo ano, no norte da Bolívia, onde quase não crescem árvores. No meio do alagado, aqui e ali, aparecem manchas de mata: ilhas de floresta, de um verde escuro contra o capim. Em 2020, uma equipe internacional publicou que muitas dessas ilhas foram feitas por gente, e que na mais antiga delas, a Isla Manechi, havia vestígios microscópicos de mandioca e de abóbora com cerca de 10.350 e 10.250 anos 1. É o ponto de partida deste artigo, e dá uma ideia do que vem pela frente: a agricultura sul-americana começou muito antes de qualquer europeu chegar.
Os "vestígios microscópicos" são fitólitos, pequenos corpos de sílica que certas plantas formam dentro das células. A sílica resiste ao tempo, e o formato do fitólito muitas vezes diz de qual planta ele veio. Ao lado dos fitólitos, os arqueólogos leem grãos de amido presos nos dentes das pessoas, restos carbonizados de sementes e resíduos em vasos de cerâmica. Cada método responde a uma parte da pergunta e tem limites, que este texto vai apontar.
A pergunta central é esta: o que os povos da América do Sul já plantavam milhares de anos antes de 1500, e como se sabe disso? A resposta curta é "bastante coisa, em lugares muito diferentes". A resposta longa tem datas, ressalvas e algumas discussões em aberto. Para o quadro geral do povoamento do continente, veja o artigo Os primeiros povos da América do Sul e o pilar Brasil e América do Sul.
Em resumo
- Na Bolívia, fitólitos de mandioca e de abóbora aparecem em ilhas de floresta datadas de c. 10.350 e c. 10.250 anos cal AP, segundo os autores a evidência mais antiga desses cultivos na Amazônia.
- No norte do Peru, sementes de abóbora com datação direta de 9240 ± 50 anos 14C AP e restos de amendoim e algodão mostram horticultura nas encostas andinas.
- Grãos de amido em dentes humanos de Ñanchoc, de c. 8600 cal AP, mostram feijão, amendoim, abóbora e pacay na dieta de forma rotineira.
- Em Rondônia, o sambaqui Monte Castelo trouxe, para Hilbert et al. (2017), a primeira evidência de domesticação de arroz nas Américas; no Equador, resíduos de cacau têm c. 5.300 anos.
- Os métodos têm limites: datas sem calibração, poucas amostras e identificações incertas deixam várias perguntas abertas.
Quatro pistas para descobrir o que se plantava
Plantas são frágeis. Um grão de milho ou uma raiz de mandioca apodrece em poucos anos, e quase nada sobrevive por dez mil. Por isso a arqueobotânica, o estudo dos restos de plantas em sítios arqueológicos, depende de vestígios indiretos.
Fitólitos. Lombardo e colegas analisaram os de perfis datados de 30 ilhas de floresta. A mandioca (Manihot) deixa um fitólito em forma de coração, vindo de células secretoras. A abóbora (Cucurbita) deixa esferas com escamas, da casca. O milho deixa rondéis, formas com topo ondulado, da espiga 1.
Amido em cálculo dentário. O cálculo é a placa endurecida que se forma nos dentes. Piperno e Dillehay (2008) examinaram o de 39 dentes de quatro sítios do vale de Ñanchoc, no Peru, e encontraram amidos de feijão, amendoim, polpa de abóbora e pacay, uma árvore frutífera. Os autores dizem que o método registra partes de plantas que normalmente não se preservam 2.
Macrorrestos. São sementes, cascas e outros pedaços visíveis a olho nu, às vezes carbonizados. Eles permitem a datação direta por radiocarbono, o que os fitólitos e o amido nem sempre permitem. Em Ñanchoc, as sementes de abóbora foram datadas em 9240 ± 50 anos 14C AP 3,2.
Resíduos e DNA em cerâmica. Lanaud et al. (2024) analisaram resíduos em 352 peças de cerâmica de 19 culturas, de c. 3900 a.C. a 1600 d.C., e acharam DNA de cacau em parte delas 4.
Uma nota sobre datas. "14C AP" é a idade de radiocarbono bruta, sem calibração, e não vale como ano de calendário. "Cal AP" é a idade já calibrada, em anos antes de 1950. Quando uma fonte do dossiê não calibrou, este texto diz isso.
Bolívia: mandioca e abóbora em ilhas de floresta
Os Llanos de Moxos (ver no mapa) formam uma savana inundada por parte do ano. Lombardo et al. (2020) mapearam 6.643 ilhas de floresta e estimam que ao menos 4.700 sejam obra humana. Segundo eles, as ilhas somam cerca de 24 km² de mata. Com 66 datações AMS de 31 sítios, cobrem a ocupação das ilhas de c. 10.850 a 2300 cal AP 1.
O fitólito de mandioca aparece na Isla Manechi, c. 10.350 cal AP, e na Isla del Tesoro, c. 8250 cal AP. A abóbora aparece na Isla Manechi, c. 10.250 cal AP, e no Sítio 575, c. 9850 cal AP. O milho surge depois, em c. 6850 cal AP, no Sítio 570 1. Os autores consideram os fitólitos de Cucurbita a evidência mais antiga desse cultivo na Amazônia. Eles escrevem ainda que as ilhas férteis provavelmente funcionaram como hortas domésticas e que raízes ricas em carboidratos devem ter fornecido boa parte das calorias dos primeiros moradores 1.
Há uma ressalva importante. Os fitólitos de abóbora estão no tamanho das espécies domesticadas, mas não aumentam ao longo do tempo, como se esperaria sob pressão de domesticação. Os autores dizem que são necessárias amostras maiores para saber se a abóbora foi trazida de outras regiões ou domesticada ali mesmo 1.
Teotônio, no rio Madeira
Mais ao norte, no Brasil, Watling et al. (2018) apresentam dados do sítio Teotônio, numa barranca de 40 m na margem sul do rio Madeira. Há mandioca, abóbora e feijão em depósitos de c. 9000 a 5000 cal AP, junto de frutos como pequiá e goiaba. Para os autores, o início da domesticação da paisagem ali ocorreu na fase Girau, de pelo menos 9500 cal AP, antes da formação das terras pretas, solos escuros e férteis de origem humana 5.
Peru: abóbora, amendoim e algodão em Ñanchoc
No vale de Ñanchoc (ver no mapa), na encosta ocidental dos Andes do norte do Peru, macrorrestos de amendoim (Arachis), abóbora (Cucurbita moschata) e algodão (Gossypium barbadense) foram datados diretamente entre 9240 e 5500 anos 14C AP, segundo o resumo de Dillehay et al. (2007) 3. Piperno e Dillehay (2008) detalham: as sementes de abóbora foram datadas em 9240 ± 50 e 7660 ± 40 anos 14C AP, e as cascas de amendoim, em 7840 ± 40 anos 14C AP 2. Não há data calibrada para a semente mais antiga nos textos lidos, então "cerca de 10.000 anos atrás" é a aproximação do resumo de 2007.
Os autores conhecem 46 sítios pré-cerâmicos no vale. Treze casas escavadas, de cerca de 10.100 a 5500 anos 14C AP, deram plantas cultivadas, plantas silvestres coletadas e ossos de animais. Eles leem isso como uma economia mista, que somava plantio, caça, pesca e coleta. Na fase Tierra Blanca (7000 a 5000 anos 14C AP) aparecem enxadas de pedra, mós maiores, canteiros e pequenos canais de irrigação 2.
O que os dentes contam
O estudo do amido em dentes (ver no mapa) vem do mesmo vale. Os dentes são de ocupações da fase Las Pircas, de pelo menos seis a oito indivíduos, de ambos os sexos, e de mais três esqueletos completos. Amidos de feijão, de pacay, da polpa de abóbora e de amendoim apareceram de forma rotineira em muitos deles 2. A data de referência, c. 8600 cal AP, é a conversão dada pelos autores para "cerca de 8000 anos 14C AP". Os dentes foram associados a datas de 8210 ± 180 a 6970 ± 60 anos 14C AP, que não foram calibradas individualmente 2.
Para Piperno e Dillehay, isso mostra uma dieta diversa e estável, com alimentos cultivados típicos da agricultura andina posterior. Os habitantes de Ñanchoc seriam cultivadores que ainda combinavam o plantio com caça, pesca e coleta 2. Eles também afirmam que, entre 10.000 e 8000 anos 14C AP, a maior parte dos Andes centrais era ocupada por caçadores-coletores e pescadores em pequenos grupos móveis, e que Ñanchoc foi uma exceção sedentária 2.
Rondônia: arroz e uma colina de conchas
O sambaqui Monte Castelo (ver no mapa) fica no Pantanal do Guaporé, em São Francisco do Guaporé (RO). Sambaqui é um morro artificial formado por camadas de conchas e de ocupação humana. Este tem cerca de 160 m de comprimento e se eleva 6,30 m acima do nível das cheias. A ocupação vai de c. 6.000 anos atrás em diante, e a sequência se divide nas fases Cupim, Sinimbu e Bacabal 6.
Hilbert et al. (2017) apresentaram ali o que chamam de primeira evidência de domesticação de arroz nas Américas, a partir de um arroz silvestre do gênero Oryza, por moradores do Holoceno médio. O indicador é o tamanho dos fitólitos de casca, que crescem com o tempo, a partir de c. 4 mil anos 7. O dossiê só traz o resumo desse artigo, por isso este texto não detalha o método. Os autores sugerem que o sudoeste amazônico, provável berço da mandioca, do amendoim e da pimenta, mostra que as áreas alagáveis foram ambientes privilegiados de domesticação 7.
Villagran et al. (2022), citando Hilbert et al., registram milho e abóbora na fase Sinimbu (5.416–5.060 anos cal AP) e o predomínio de espécies manejadas, como mandioca, pupunha e amendoim 6. Furquim et al. (2021) analisaram restos carbonizados, fitólitos e amido de toda a ocupação, de c. 6.000 a 650 anos AP. Segundo o resumo, os moradores não intensificaram a produção de poucos alimentos: diversificaram cada vez mais as plantas manejadas 8.
Equador: o cacau da Amazônia ocidental
Em Santa Ana–La Florida (ver no mapa), na vertente oriental dos Andes, no sudeste do Equador, grãos de amido, teobromina (uma substância do cacau) e DNA antigo mostram uso de cacau há cerca de 5.300 anos, c. 3350 a.C. Os autores o apresentam como o primeiro exemplo arqueológico inequívoco desse uso na América do Sul 9. O dossiê tem só o resumo desse artigo.
Por muito tempo se pensou que o cacau fora domesticado na Mesoamérica. Dados genômicos mostram, porém, que a maior diversidade da planta está no alto Amazonas 9. O sítio é um centro cerimonial da cultura Mayo-Chinchipe, com uma praça circular de 40 m de diâmetro e uma tumba de muros concêntricos em espiral 10.
Lanaud et al. (2024) ampliaram a busca. Na cultura Valdivia, do litoral equatoriano (3900 a 1400 a.C.), 19 de 96 peças deram DNA de cacau, de grupos genéticos hoje associados ao Marañón, ao Nanay e ao Nacional. Os autores concluem que, desde o Holoceno médio, pessoas misturaram variedades e levaram bens e plantas por até mil quilômetros 4. Santa Ana–La Florida não está entre as amostras desse estudo 4.
No extremo sul: aldeias em cerritos
Os cerritos de India Muerta (ver no mapa), no leste do Uruguai, são montículos de terra erguidos em terras alagáveis desde c. 5 mil anos atrás 11. A alimentação combinava palmeiras como butiá e jerivá, caça de cervo-do-pantanal e veado-campeiro e, em alguns sítios, lobos-marinhos. Fitólitos registram milho, feijão, abóbora e Canna ao longo de 2.500 anos, segundo Cabrera Pérez (2005) 12. Isótopos em esqueletos indicam consumo baixo de milho 12.
Em Los Ajos, Iriarte et al. (2004) descrevem a transformação do sítio em aldeia permanente por volta de 4.190 anos radiocarbônicos AP (sem calibração) e propõem que essa arquitetura seja uma tradição independente, surgida na própria região. O título do artigo fala em adoção de cultivares na bacia do Prata 13. O registro do Atlas os apresenta como os cultivos mais antigos conhecidos no sul do continente.
E o litoral peruano de Huaca Prieta?
Huaca Prieta (ver no mapa), na costa norte do Peru, é sobretudo um sítio de povoamento antigo. Dillehay et al. (2017) mostram que os grupos de lá comiam muita carne de tubarão e de leão-marinho. Entre as plantas, só a semente de feijão tem data direta de mais de 14 mil anos, e as demais ficaram entre 10,6 mil e 10,2 mil anos atrás 14. O registro cita abacate e feijão 14. O dossiê não diz se eram cultivados, então este texto não afirma isso: é um sinal de que se usavam plantas, e só.
O que os pesquisadores discutem
Cultivar não é domesticar. Domesticar é mudar uma planta, por seleção, a ponto de ela depender dos humanos. Piperno e Dillehay dizem que as cascas de amendoim carbonizadas de Ñanchoc não são idênticas ao amendoim moderno nem a uma espécie silvestre conhecida, o que sugeriria cultivo antes da domesticação plena 2. Já as sementes de abóbora de Moxos não crescem com o tempo, como se esperaria em domesticação 1.
Onde nasceu a mandioca. Watling et al. (2018) afirmam, citando estudos genéticos, que a mandioca teria sido domesticada entre 8000 e 10.000 anos AP no alto Madeira. Dizem também que a ausência de mandioca nos contextos Girau pode vir de amostragem insuficiente 5. Mas os dados de Moxos, c. 10.350 cal AP, são mais antigos que os de Teotônio, c. 9000 a 9500 cal AP 1,5.
Quanto a dieta dependia das plantas. Em Ñanchoc, os autores falam de economia mista 2. No Monte Castelo, de diversificação 8. Povoados grandes e concentrados só aparecem nas Américas depois de 5000 anos 14C AP, segundo Piperno e Dillehay 2.
Como comparar as datas. Parte das datas do dossiê está calibrada (cal AP) e parte não (14C AP). Misturá-las dá a impressão de diferenças que podem não existir. Por isso, as comparações neste texto são aproximadas.
O que ainda não sabemos
- Se a abóbora de Moxos foi domesticada ali ou trazida de outras regiões 1.
- A idade calibrada da semente de abóbora de Ñanchoc de 9240 ± 50 anos 14C AP, que não consta dos textos lidos 2.
- Quanto da vida de cada pessoa o cálculo de cada dente representa, e se os grãos em forma de sino eram de mandioca, que os autores não puderam identificar com segurança 2.
- Se o cacau de Santa Ana–La Florida e o das culturas do litoral vêm da mesma linhagem. O sítio não entrou no estudo genético de 2024 4.
- O ponto de vista de pesquisadores e de povos indígenas dos lugares estudados. Os textos lidos nas pesquisas do Atlas não citam consulta ou parceria com comunidades de Moxos nem do vale do Zaña.
- O que as plantas de Huaca Prieta significavam: coleta, troca ou cultivo.
Linha do tempo
- presença humana intermitente de c. 15 mil a 8 mil anos atrás, antes do monte; as camadas sob o monte vão de 15.217 a 10.158 cal AP (Dillehay et al. 2017) Huaca Prieta: ocupação antiga do litoral peruano mapa
- c. 10.350 anos cal. AP (mandioca) e c. 10.250 anos cal. AP (abóbora), na Isla Manechi (Lombardo et al. 2020); as ilhas de floresta antrópicas começam c. 10.850 cal. AP Mandioca e abóbora nas ilhas de floresta dos Llanos de Moxos (Bolívia): cultivo na Amazônia há mais de 10.000 anos mapa
- cerca de 10.000 anos atrás, segundo o resumo de Dillehay et al. 2007; sementes de abóbora com datação direta de 9240 ± 50 anos 14C AP (sem calibração publicada nos textos lidos) Abóbora, amendoim e algodão no vale de Ñanchoc (Peru): horticultura nas encostas andinas há cerca de 10.000 anos mapa
- c. 8600 cal AP (c. 6650 a.C.), conversão dada pelos autores para "cerca de 8000 anos 14C AP"; os dentes foram associados a datas entre 8210 ± 180 e 6970 ± 60 anos 14C AP, que são idades de radiocarbono não calibradas e não valem como ano de calendário Amido em cálculo dentário de Ñanchoc (Peru): abóbora, amendoim, feijão e pacay na dieta de c. 8600 anos atrás mapa
- ocupação desde c. 6 mil anos AP e ao menos até a fase Bacabal, que começa c. 4.300 AP (Villagran et al. 2022); o fim real não tem data confiável Sambaqui Monte Castelo: evidência de domesticação do arroz mapa
- c. 3350 a.C., c. 5.300 anos atrás (Zarrillo et al. 2018) Santa Ana–La Florida: o uso mais antigo conhecido do cacau mapa
- c. 5 mil anos atrás (Gazzán et al. 2022) até o séc. XVII (Cabrera Pérez 2005) Cerritos de índios de India Muerta (Rocha, Uruguai) mapa
Fontes
- Lombardo, U.; Iriarte, J.; Hilbert, L.; Ruiz-Pérez, J.; Capriles, J. M.; Veit, H. (2020). "Early Holocene crop cultivation and landscape modification in Amazonia". Nature 581: 190–193. DOI 10.1038/s41586-020-2162-7. Manuscrito de autor lido em texto bruto no Europe PMC (PMC7250647) em 31/10/2026. Afiliações listadas: Universidade de Berna, Universidade de Exeter, Universidade de São Paulo (Museu de Arqueologia e Etnologia), Universitat Pompeu Fabra, Penn State e Universidad Mayor de San Andrés (La Paz). Acessar
- Piperno, D. R.; Dillehay, T. D. (2008). "Starch grains on human teeth reveal early broad crop diet in northern Peru". Proceedings of the National Academy of Sciences 105(50): 19622–19627. DOI 10.1073/pnas.0808752105. Texto completo lido em 31/10/2026 (https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2604935/). Os afiliados do texto incluem o Departamento de Antropología da Universidad Austral de Chile (Dillehay). Acessar
- Dillehay, T. D.; Rossen, J.; Andres, T. C.; Williams, D. E. (2007). "Preceramic adoption of peanut, squash, and cotton in northern Peru". Science 316(5833): 1890–1893. DOI 10.1126/science.1141395. Só o resumo foi lido (em texto bruto, pelo Europe PMC, PMID 17600214, em 31/10/2026). Acessar
- Lanaud, C.; Vignes, H.; Utge, J.; Valette, G. et al. (2024). "A revisited history of cacao domestication in pre-Columbian times revealed by archaeogenomic approaches". Scientific Reports 14: 2972. DOI 10.1038/s41598-024-53010-6. Acessar
- Watling, J.; Shock, M. P.; Mongeló, G. Z.; Almeida, F. O.; Kater, T.; De Oliveira, P. E.; Neves, E. G. (2018). "Direct archaeological evidence for Southwestern Amazonia as an early plant domestication and food production centre". PLOS ONE 13(7): e0199868. DOI 10.1371/journal.pone.0199868. Texto completo lido em 31/10/2026 (Europe PMC, PMC6059402). Afiliações listadas: Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Oeste do Pará e Universidade Federal de Sergipe. Acessar
- Villagran, X. S.; Alves, M. L.; Kater, T.; Silva, K. B. V. da et al. (2022). "Petrografia de cerâmicas da fase Bacabal (sambaqui Monte Castelo): um dos mais antigos usos de cauixi na Amazônia". Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas 17(1): e20200120. DOI 10.1590/2178-2547-bgoeldi-2020-0120. Acessar
- Hilbert, L.; Neves, E. G.; Pugliese, F.; Whitney, B. S. et al. (2017). "Evidence for mid-Holocene rice domestication in the Americas". Nature Ecology & Evolution 1(11): 1693–1698. DOI 10.1038/s41559-017-0322-4. Acessar
- Furquim, L. P.; Watling, J.; Hilbert, L. M.; Shock, M. P. et al. (2021). "Facing Change through Diversity: Resilience and Diversification of Plant Management Strategies during the Mid to Late Holocene Transition at the Monte Castelo Shellmound, SW Amazonia". Quaternary 4(1): 8. DOI 10.3390/quat4010008. Acessar
- Zarrillo, S.; Gaikwad, N.; Lanaud, C.; Powis, T. et al. (2018). "The use and domestication of Theobroma cacao during the mid-Holocene in the upper Amazon". Nature Ecology & Evolution 2(12): 1879–1888. DOI 10.1038/s41559-018-0697-x. Acessar
- Valdez, F. (2008). "Mayo Chinchipe". Les Nouvelles de l'archéologie 111/112: 53–58. DOI 10.4000/nda.288. Acessar
- Gazzán, N.; Cancela-Cereijo, C.; Gianotti, C.; Fábrega-Álvarez, P. et al. (2022). "From Mounds to Villages: The Social Construction of the Landscape during the Middle and Late Holocene in the India Muerta Lowlands, Uruguay". Land 11(3): 441. DOI 10.3390/land11030441. Acessar
- Cabrera Pérez, L. (2005). "Patrimonio y arqueología en el sur de Brasil y región Este de Uruguay: los cerritos de Indios". Salduie 5: 221–254. DOI 10.26754/ojs_salduie/sald.200556513. Acessar
- Iriarte, J.; Holst, I.; Marozzi, O.; Listopad, C. et al. (2004). "Evidence for cultivar adoption and emerging complexity during the mid-Holocene in the La Plata basin". Nature 432(7017): 614–617. DOI 10.1038/nature02983. Acessar
- Dillehay, T. D.; Goodbred, S.; Pino, M.; Vásquez Sánchez, V. F. et al. (2017). "Simple technologies and diverse food strategies of the Late Pleistocene and Early Holocene at Huaca Prieta, Coastal Peru". Science Advances 3(5): e1602778. DOI 10.1126/sciadv.1602778. Acessar
Leia também
Este artigo faz parte do tema Brasil e América do Sul.