Erasístrato: o médico da corte de Seleuco I que leu o amor de Antíoco no corpo do rapaz
c. 305 – c. 250 a.C. (Wikidata, que dá dois valores para cada data); uma nota de Bostock e Riley a Plínio diz que ele floresceu por volta do ano 450 de Roma (c. 304 a.C.) · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Erasístrato foi um médico grego que, segundo Plutarco e Apiano, servia ao rei selêucida Seleuco I e percebeu que a doença do príncipe Antíoco era amor por Estratonice, observando como o corpo do rapaz reagia a cada visitante. Plínio o chama de médico de grande fama, registra quanto ele teria recebido pela cura e cita receitas de plantas atribuídas a ele e à sua escola, e uma advertência contra o ópio. Segundo notas dos tradutores de Plínio, ele nasceu em Iulis e era neto de Aristóteles; nenhum texto do próprio Erasístrato foi lido.
O diagnóstico do príncipe
Em Plutarco (Demétrio, 38), Erasístrato percebe sem dificuldade que Antíoco está apaixonado e, para descobrir por quem, passa os dias no quarto do rapaz. Quando entram as beldades da corte, ele observa o rosto e os movimentos de Antíoco, que não muda; só quando Estratonice entra o rapaz gagueja, cora, sua e tem palpitações. Apiano diz que Erasístrato, que servia a Seleuco com salário muito alto, não achava causa física, concluiu que o mal estava na mente e, sentado ao lado do paciente, viu seu corpo se agitar sempre que Estratonice chegava. Nas duas versões, o médico leva o caso a Seleuco com o argumento de que o rapaz ama "minha mulher". (Plutarco. Vidas paralelas: Demétrio; Apiano de Alexandria. The Roman History: The Syrian Wars)
O que Plínio guarda de sua medicina
Plínio cita Erasístrato em receitas: a escola dele proclamava que nada era mais benéfico ao estômago e aos nervos que o repolho, a ser dado a paralíticos e a quem cuspia sangue (XX.34); ele recomendava vinte bagas de hera dourada em vinho contra a hidropisia (XXIV.47). Em XX.76, Plínio diz que Diágoras e Erasístrato condenaram o ópio como veneno mortal e proibiram até seu uso em infusões, por prejudicar a vista. Em XIV.9, uma nota dos tradutores diz que ele floresceu por volta de 304 a.C. Essas passagens são a medicina de Erasístrato como Plínio a conta: não há, na tradução lida, descrição de sua anatomia. (Plínio)
Origem e fama segundo as notas dos tradutores
Uma nota de Bostock e Riley a Plínio o diz natural de Iulis, "em Cós ou então em Ceos", neto de Aristóteles e discípulo de Teofrasto, de grande reputação na corte de Seleuco Nicátor, na Síria, onde teria descoberto a doença do príncipe. Em XXIX.3, Plínio fala de Crisipo e de Erasístrato, "filho da filha de Aristóteles", e as notas dizem que Pítias, filha de Aristóteles, era sua madrasta e o adotou, e que sua mãe se chamava Cretoxena. Plínio atribui a cura de Antíoco a cem talentos pagos a Erasístrato; a tradução diz que quem pagou foi "seu filho, o rei Ptolomeu", o que não bate com Plutarco e Apiano. (Plínio)
Fontes
- Plutarco. Vidas paralelas: Demétrio, cap. 38 (§ 2). Trad. Bernadotte Perrin. Cambridge (MA): Harvard University Press; Londres: William Heinemann, 1920. Perseus Digital Library (Tufts University), arquivo tlg0007.tlg057.perseus-eng2, consultado em 29/10/2026. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0007/tlg057/tlg0007.tlg057.perseus-eng2.xml Acessar
- Apiano de Alexandria. The Roman History: The Syrian Wars, cap. 10 (§ 59-61). Trad. Horace White. Nova York: The Macmillan Company, 1899. Perseus Digital Library (Tufts University), arquivo tlg0551.tlg013.perseus-eng2, consultado em 29/10/2026. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0551/tlg013/tlg0551.tlg013.perseus-eng2.xml Acessar
- Plínio, o Velho. The Natural History, livros VII (cap. 37), XI (nota ao fim do livro), XIV (cap. 9, nota), XX (cap. 34 e 76), XXIV (cap. 47) e XXIX (cap. 3). Trad. John Bostock e H. T. Riley. Londres: Taylor and Francis, 1855. Perseus Digital Library (Tufts University), arquivo phi0978.phi001.perseus-eng1, consultado em 29/10/2026. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-latinLit/master/data/phi0978/phi001/phi0978.phi001.perseus-eng1.xml Acessar
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