Tomada da fortaleza de Biwrakan, na Armênia (923): o relato do católico Yovhannes Drasxanakertc'i
10 de Ahekan do ano 372 da era armênia, que o tradutor Maksoudian converte em 923 d.C. (a execução de dois carregadores cristãos, dias depois, cai em 17 de Ahekan) · Anatólia e Cáucaso
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Segundo o católico armênio Yovhannes Drasxanakertc'i, em 923 as forças do governador Nasr, de apelido Subuki, tomaram a pequena fortaleza de Biwrakan, mosteiro de sacerdotes celibatários que era propriedade do próprio autor, depois que um soldado do forte a entregou. Ele conta que o bispo Sahak e outros clérigos foram decapitados e que mais de duzentos soldados e leigos morreram no mesmo dia, enquanto camponeses que se declararam muçulmanos foram poupados; o autor já havia fugido e recebeu o relato de um diácono sobrevivente.
Um governador, um juramento e uma fuga
Segundo Yovhannes, Nasr, apelidado Subuki, foi enviado à Armênia como governador (ostikan) pelo ostikan Yusuf, que governava a Pérsia, a Armênia, a Geórgia e a Albânia. Nasr prendeu em Dvin os príncipes de Sisakan, Sahak e Babgen, e mais de quarenta nobres. O católico, avisado de que o cerco o ameaçava, fugiu com seus clérigos da sede, passou pelo mosteiro das Cavernas, pelo Mosteiro Superior e pela ilha de Sewan e chegou à "pequena fortaleza de Biwrakan", sua propriedade, onde fundara um mosteiro de sacerdotes celibatários e construíra uma igreja de pedra polida e pintada. De lá escreveu a Nasr oferecendo presentes em troca de segurança, e recebeu um juramento solene conforme o Alcorão, que o tranquilizou. (Yovhannes Drasxanakertc'i (Yovhannes Katholikos) e tradução e comentário de Krikor H. Maksoudian 1987)
O mosteiro das Cavernas e a ordem de atacar
Um juiz muçulmano, diz o autor, pressionou Nasr a romper a paz e a enviar tropas ao mosteiro de celibatários numa gruta a nordeste de Garni. Os soldados entraram sem aviso, espancaram e torturaram os monges para que entregassem o que tivessem escondido, e alguns morreram depois por causa dos ferimentos. Levaram os santos testamentos e os bens, as provisões e os enxames de abelhas, e queimaram as construções. Com a notícia, Nasr mandou outra tropa a Biwrakan para prender o católico e os clérigos e saquear o lugar. O católico soube antes e fugiu para o palácio real de Bagaran, junto ao rei Ashot, deixando o bispo Sahak, cego desde a infância, com dois sacerdotes, diáconos e monges. (Yovhannes Drasxanakertc'i (Yovhannes Katholikos) e tradução e comentário de Krikor H. Maksoudian 1987)
O cerco, a traição e a lista dos mortos
Segundo Yovhannes, mulheres, crianças e velhos que não podiam fugir fecharam-se na fortaleza, com soldados a serviço de príncipes que haviam chegado para ajudar. O bispo deu a comunhão a todos na madrugada, e do alto das muralhas os defensores feriram muitos atacantes. Depois de sete dias de assaltos sem efeito, um dos soldados do forte entregou a fortaleza, e os atacantes subiram por escadas. O autor diz que foram mortos o bispo Sahak, os sacerdotes Movses (dois com esse nome), Dawit' e Sargis, o asceta Soghomon, vindo de Sagastan, e o diácono T'eodoros; o texto soma oito e conta mais de duzentos soldados e leigos. Os camponeses que se disseram muçulmanos não foram atingidos. O diácono Georg escapou e contou tudo ao autor. (Yovhannes Drasxanakertc'i (Yovhannes Katholikos) e tradução e comentário de Krikor H. Maksoudian 1987)
Depois do massacre
O autor conta que os atacantes juntaram os despojos, levaram cativos mulheres e crianças e puseram as cabeças dos mortos em animais de carga. Dois carregadores cristãos de nome Kiwrakos, um militar e outro leigo, foram levados diante do governador; no dia seguinte, perante os juízes, recusaram-se a abandonar Cristo e foram executados em 17 de Ahekan. Os cativos foram soltos por ordem do governador, exceto cerca de dez jovens, que o autor resgatou por prata pouco depois. Os soldados que haviam entregue a fortaleza esperavam recompensa e isenção de impostos, e foram mandados ao fio da espada. (Yovhannes Drasxanakertc'i (Yovhannes Katholikos) e tradução e comentário de Krikor H. Maksoudian 1987)
Fontes
- Yovhannes Drasxanakertc'i (Yovhannes Katholikos), História da Armênia; tradução e comentário de Krikor H. Maksoudian (1987), espelho de páginas de Robert Bedrosian em https://www.attalus.org/armenian/ydh6b.htm (cap. LXI a LXIV), https://www.attalus.org/armenian/ydh6c.htm (cap. LXV a LXVI) e https://www.attalus.org/armenian/ydh7.htm (fim do cap. LXVI), texto bruto lido em 30/10/2026. O autor se apresenta no texto como o católico de Armênia. Acessar
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