Atlas da História

Getúlio Vargas

1882 – 24 ago. 1954 (CPDOC; Wikidata lista 19 abr. 1882 e 1883) · Terras baixas da América do Sul

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Político gaúcho, Vargas governou o Brasil de 1930 a 1945 (com o Estado Novo a partir de 1937) e foi eleito presidente em 1950. Suicidou-se no Palácio do Catete em 24 de agosto de 1954. É lembrado pelas leis trabalhistas e criticado pela censura e pela repressão do Estado Novo.

Getúlio Vargas, c. 1930
Retrato oficial de Vargas na época da chegada ao poder. É imagem produzida pelo próprio governo, parte da construção de sua figura pública. Getúlio Vargas, c. 1930, Governo do Brasil, c. 1930. Domínio público. Ver no acervo

Do Rio Grande do Sul à presidência

Segundo o verbete do CPDOC, Vargas nasceu em São Borja (RS) em 1882 e formou-se bacharel em Direito em Porto Alegre em 1907. Elegeu-se deputado estadual e federal pelo Partido Republicano Rio-Grandense, foi ministro da Fazenda de Washington Luís (1926–1927) e presidente do Rio Grande do Sul (1927–1930). Candidato derrotado à presidência em 1929, pela Aliança Liberal, chefiou o movimento revolucionário de 1930 e assumiu o Governo Provisório em novembro daquele ano. (FGV CPDOC)

Governo Provisório, Constituição e Estado Novo

O CPDOC lista a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e as primeiras leis trabalhistas no Governo Provisório, a Revolução Constitucionalista de São Paulo (9 de julho a 1º de outubro de 1932) e a eleição de Vargas pela Constituinte em 1934. Em 10 de novembro de 1937, após a denúncia do Plano Cohen, ele fechou o Congresso, outorgou nova constituição e, no mês seguinte, extinguiu os partidos, inclusive a Ação Integralista. Foram criados nesse período o CNP, o DASP, a CSN e a FNM. O registro Q4532311 trata dessas leituras com mais detalhe. (FGV CPDOC)

Guerra, deposição e retorno

De acordo com o CPDOC, o Brasil declarou guerra ao Eixo em 1942, após o torpedeamento de navios, e a Força Expedicionária Brasileira, criada em novembro de 1943, enviou seu primeiro escalão à Itália em julho de 1944. Com o fim da guerra, cresceram as pressões pela redemocratização e Vargas foi deposto em 29 de outubro de 1945 por generais do próprio ministério. Retirou-se para São Borja, foi eleito senador em 1946 e, em 1950, venceu a eleição presidencial com 3.849.000 votos, segundo o verbete. (FGV CPDOC)

O suicídio de 1954 e as reações

O CPDOC atribui a crise final do segundo governo ao atentado contra Carlos Lacerda, em agosto de 1954, e às pressões das Forças Armadas. Vargas se matou com um tiro no coração, deixando carta-testamento. Mello (2022) descreve a reação em todo o país: ataques a redações de jornais opositores, greves e mortes, e, em Aracaju, o linchamento de um militante da UDN. A autora cita Heymann (2017): a carta atribuiu a culpa a grupos internacionais e nacionais contrários à legislação trabalhista. (FGV CPDOC; Mello 2022)

Fontes

  1. FGV CPDOC, "Getúlio Vargas" (verbete biográfico). Fonte indicada na página: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro pós-1930, 2. ed., Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001. https://cpdoc.fgv.br/biografias/getulio-vargas (consultado em 07/10/2026). Acessar
  2. Mello, J. C. de (2022). "“Ninguém sabe, ninguém viu!”: o linchamento de Lídio Paixão em Aracaju/SE, 1954". Aedos 13(30): 148–164. https://seer.ufrgs.br/aedos/ (consultado em 08/10/2026). Acessar

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