Holedeč, noroeste da Boêmia (c. 475–450 a.C.): cerâmica ática importada, imitações pintadas locais e fíbulas de máscara
c. 475–450 a.C. (segundo quarto do séc. V, pela datação das cerâmicas áticas); o sítio tem ocupação do Hallstatt D2 ao La Tène A/B1, cerca de 170 anos · Europa Ocidental e do Norte, Europa Oriental
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em Holedeč, perto de Žatec, uma escavação de salvamento (2020–2022) revelou duas casas semienterradas do Hallstatt final e La Tène inicial, uma delas muito grande. Os achados incluem dois cacos de cerâmica ática de figuras vermelhas, três fragmentos de louça local pintada que imita o estilo ático, cerâmica local estampada e três fíbulas de bronze. Segundo os autores, a cerâmica ática chegou à Boêmia sobretudo no segundo quarto do século V a.C., e a louça pintada local mostra artesãos que conheciam os modelos do sul.
Como se pintava a imitação
Trefný et al. descrevem a técnica a partir do caco de Chržín, estudado ao microscópio: o meandro vermelho não foi pintado direto sobre fundo escuro, mas por camadas. Primeiro, a superfície interna ganhava engobe alaranjado; depois, uma camada escura cobria quase tudo, exceto o centro; em seguida, vermelho no centro; dois círculos concêntricos escuros serviam de guia; por fim, pequenas pernas em ângulo reto completavam o meandro na faixa circular. Os autores notam que essa construção em camadas é semelhante à usada em cerâmica grega de figuras e em alguns objetos de metal do Hallstatt e do La Tène. Em Holedeč só puderam observar a olho nu, e a tinta escura parece cobrir o vermelho carmim. (Trefný)
Fíbulas e coral
Das três fíbulas de bronze de Holedeč, os autores classificam uma como Fusszierfibel (Hallstatt D2–D3) e outra como fíbula de máscara, tipo característico do La Tène A na Europa central, cujas hastes foram em grande parte fundidas pelo método da cera perdida, segundo Filip (1956, citado por eles). A fíbula de máscara leva quatro botões decorativos de coral vermelho, o quarto caso do coral na Idade do Ferro inicial da Boêmia; a terceira, com arco parabólico, cai entre o La Tène A/B e o fim do B1a, por volta de 390/380–350 a.C. (Trefný)
Fontes
- Trefný, Martin; Franková, Daniela; Peksa, Vojtěch. "New evidence of Late Hallstatt/Early La Tène social elite from Northwestern Bohemia". Študijné zvesti Archeologického ústavu Slovenskej akadémie vied 71 (2), 2024, p. 599-621. DOI 10.31577/szausav.2024.71.29. PDF em https://www.sav.sk/journals/uploads/01152204Trefny%20et%20al.pdf . Lido em texto bruto em 30/10/2026; Franková e Peksa constam como escavadores do Instituto para a Preservação do Patrimônio Arqueológico do Noroeste da Boêmia, em Most. Acessar
Na mesma região
- Início da cultura de La Tène (c. 450 a.C.): os túmulos principescos e o fim da hierarquia hereditária do sudoeste da Alemanha c. 450 a.C. (limite convencional entre Hallstatt e La Tène, que Gretzinger et al. 2024 dão como 'depois de 450 a.C.'; Wikidata P580: 450 a.C.)
- Travessia dos Alpes por Aníbal (218 a.C.): os guias gauleses, o ataque dos alóbroges e a rota em debate, segundo Políbio 218 a.C.: a margem de Shuckburgh anota 'B.C. 218' na partida de Aníbal dos quartéis de inverno e '9th November' no topo da passagem; Políbio diz que a marcha toda levou cinco meses e a passagem dos Alpes quinze dias
- Bronze nórdico: o início do período V por volta de 820 a.C. e os depósitos de metal quebrado em água e em terra seca c. 820 a.C. (cal.) para o início do período V, segundo Kneisel (2013); no esquema de Baudou o período V costuma ser posto no séc. VIII a.C.
- Mobilidade em Seddin na Idade do Bronze Final: o estrôncio dos ossos petrosos cremados de Wickbold I e dos sítios vizinhos, ao lado do túmulo do rei (séc. IX a.C.) séc. IX a.C.: Frank e colegas datam do séc. IX a.C. tanto o Königsgrab de Seddin quanto o montículo Wickbold I; radiocarbono de ossos longos de Wickbold I, por exemplo 967–827 a.C. calibrado (95,4%), com ressalvas dos autores
- Guerra das Gálias (58–51 a.C.): os números de mortos e escravizados em César, Plutarco e Plínio 58 a 51 a.C. (datas do Wikidata; o fim é dado por vezes como 50 a.C.)
- Cerco de Alésia (52 a.C.): Vercingetórix cercado, o exército de socorro e as linhas de César 52 a.C., verão ou outono (os meses vêm do Wikidata: julho a setembro; o texto de César lido não data o cerco)