Os primeiros povoadores de Gotland (Suécia): chegada por mar a uma ilha do Báltico, c. 7250 a.C., e a caverna de Stora Förvar
c. 9200–7600 cal AP para a fase dos povoadores pioneiros, segundo Apel e Storå (2020); anos astronômicos por 1950 − cal AP, isto é, c. 7250–5650 a.C. · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Segundo Apel e Storå (2020), arqueólogos da Universidade de Estocolmo, caçadores-coletores mesolíticos chegaram a Gotland por volta de 9200 anos cal AP, isto é, c. 7250 a.C., e passaram a caçar focas. Gotland saiu do Lago de Gelo do Báltico e nunca esteve ligada ao continente, a 80 km da costa sueca. A fase dos povoadores pioneiros vai de 9200 a 7600 cal AP, e a caverna de Stora Förvar guarda as evidências humanas mais antigas da ilha.
Uma ilha que nunca foi ligada ao continente
Apel e Storå escrevem que Gotland emergiu do Lago de Gelo do Báltico no período pré-Boreal e nunca se uniu ao continente; fica a 80 km da costa leste sueca. Grandes mamíferos terrestres não existiam na ilha, e só no Mesolítico médio e tardio aparecem lebre e raposa, talvez introduzidas por pessoas. No Boreal tardio (9200–8200 BP) a ilha tinha floresta leve, de pinheiros no litoral e de bétula, olmo, carvalho e aveleira nos solos férteis. O Báltico era então um lago de água doce, o Lago de Ancylus; depois de c. 8500 BP a água salgada entrou pelo Öresund. (Apel e Storå 2020)
A caverna de Stora Förvar
A caverna, em Stora Karlsö, c. 5 km a oeste de Gotland, tem c. 25 m de profundidade e uma camada cultural de mais de 4 m, escavada entre 1888 e 1893 por Lars Kolmodin e Hjalmar Stolpe. Em 2013 uma nova escavação, com peneiração de sedimento e um modelo 3D da caverna, confirmou camadas mesolíticas intactas. Um osso de foca, um dente humano e um osso de salmão datam de 9200–9000 cal AP. O dente humano, de criança, ficou em 9300–9200 cal AP com a correção do efeito de reservatório, uma das datas humanas mais antigas de Stora Förvar e de Gotland. As séries de datas vão de 9200 a 7800 cal AP, com um hiato de c. 2000 anos até o Neolítico inicial (c. 6000 cal AP). (Apel e Storå 2020)
Focas, lebres e aves: o que se comia
Da escavação de 2013 saíram cerca de 8,5 kg de ossos, dominados por foca-cinzenta e foca-anelada, com lebre, peixes e aves. Os autores afirmam que a economia foi flexível: a presa mais característica era a foca, mas os lagos rasos e o peixe de água doce pesaram na escolha dos assentamentos. Para a produção de objetos, a escavação antiga registrou 548 artefatos de osso e chifre na caverna, muitos deles feitos de ossos de foca, o que os autores relacionam a uma gama de recursos mais estreita que no continente. Sílex local, de seixos de praia, foi o material dominante, com sílex da Escandinávia meridional em poucos fragmentos. (Apel e Storå 2020)
Fontes
- Apel, Jan; Storå, Jan (2020). "Dynamic adaptations of the Mesolithic pioneers of Gotland in the Baltic Sea". Documenta Praehistorica 47: 6–26. DOI 10.4312/dp.47.1. Texto bruto lido no PDF de revije.ff.uni-lj.si, baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Os autores são do Departamento de Arqueologia e Estudos Clássicos da Universidade de Estocolmo (cabeçalho do artigo). Acessar
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