Atlas da História

Irene de Atenas, imperatriz bizantina que reinou em nome próprio e restabeleceu a veneração das imagens, c. 752–803

nasceu em Atenas por volta de 752; morreu na ilha de Lesbos em 803 · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo a Treccani, Irene nasceu em Atenas por volta de 752, casou-se com o imperador Leão IV em 768 e, com a morte dele em 780, assumiu a regência do filho menor Constantino VI. Um concílio de 787 restabeleceu o culto das imagens; em 797 ela mandou depor e cegar o filho e governou sozinha por cinco anos, a única mulher a deter em nome próprio o poder soberano em Bizâncio. Foi derrubada por uma revolta palaciana em 802 e morreu em Lesbos em 803.

Regente e o concílio de 787

Segundo a Treccani, Irene casou-se com Leão IV em 768; com a morte do marido, em 780, assumiu a regência do filho menor Constantino VI e fez restabelecer por um concílio, em 787, o culto das imagens. Schieffer completa que ela pôs fim à querela das imagens no interior grego, retomou os laços com Roma, rompidos havia décadas, e reuniu em Niceia, em 787, o sínodo reconhecido como sétimo concílio ecumênico, sob a direção nominal de legados papais. O sínodo declarou que às imagens se deve veneração (proskýnesis), a ser distinguida da adoração (latreía). (Treccani. "Irène imperatrice d'Oriente". Enciclopedia on line; Schieffer 1977)

Do poder partilhado ao poder sozinha

Afastada do trono em 790, Irene voltou no ano seguinte e reinou com o filho até 797, quando, diz a Treccani, o mandou depor e cegar. Por cinco anos governou só, caso único de mulher que em Bizâncio deteve em nome próprio o poder soberano. Schieffer lembra que, desde essa queda do filho, ela passou a reinar no próprio nome e que procurou restabelecer a paz com o Ocidente. Schieffer registra ainda que Rotrud, filha de Carlos Magno, esteve noiva de Constantino VI de 781 a 787. (Treccani. "Irène imperatrice d'Oriente". Enciclopedia on line; Schieffer 1977)

Entre Bizâncio e o Ocidente

Os francos viram o concílio de 787 como um sínodo grego que ignorou a Igreja franca; a resposta foram os Libri Carolini, de 791, que tratam Irene e o império greco-romano com desprezo. Em 800, segundo Schieffer, a corte franca cogitou, apoiada nos Anais de Lorsch, que o império estava vago desde a usurpação de Irene e que o título cabia a Carlos Magno; a Treccani acrescenta que houve também conversas sobre casamento entre Carlos e Irene. Ela foi deposta por uma revolta de palácio em 802 e morreu em Lesbos, em 803. (Treccani. "Irène imperatrice d'Oriente". Enciclopedia on line; Schieffer 1977; Deutsche Biographie. "Irene)

Fontes

  1. Treccani. "Irène imperatrice d'Oriente". Enciclopedia on line, Istituto della Enciclopedia Italiana. https://www.treccani.it/enciclopedia/irene-imperatrice-d-oriente/ (baixado em 30/10/2026). Acessar
  2. Deutsche Biographie. "Irene, Byzantinisches Reich, Kaiserin" (GND 124017177), índice. https://www.deutsche-biographie.de/gnd124017177.html#indexcontent (baixado em 30/10/2026). Acessar
  3. Schieffer, Theodor (1977). "Karl I. der Große". Neue Deutsche Biographie 11, p. 157-174. https://www.deutsche-biographie.de/gnd118560034.html#ndbcontent (baixado em 30/10/2026; passagens sobre Irene). Acessar

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