Jimmu e a fundação do Japão no Nihon shoki
Nihon shoki concluído em 720; Kojiki, em 712 (Aston, introdução) · Leste Asiático
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
O Nihon shoki, de 720, conta que Jimmu partiu de Hyuga, no sul, rumo ao leste e assumiu o trono em Kashihara, no ano 660 a.C. pelo cálculo do texto. Aston nota que a cronologia foi montada à maneira chinesa, e que a primeira data confirmada fora do texto é 461 d.C.
Kojiki e Nihon shoki: duas versões da corte
Segundo Aston, em 682 o imperador Temmu mandou preparar uma história dos imperadores e dos fatos antigos, e o Kojiki só foi concluído em 712. O Nihon shoki, que não tem prefácio, foi apresentado à imperatriz Gemmyō em 720 pelo príncipe Toneri e Yasumaro, conforme o Kōnin Shiki. O Kojiki não traz cronologia, ao contrário do Nihon shoki, que fixou datas desde meados do século VII a.C. (Aston 1896)
A expedição e o palácio em Kashihara
No livro III, a partida acontece no ano 667 a.C. pelo cálculo do texto, no décimo mês. A expedição cruza o estreito de Haya-suhi, passa por Usa e Oka, na terra de Tsukushi, e atravessa Kumano, onde recebe guia. O corvo, yata-garasu, guia a tropa. Em 660 a.C. ele ocupa o trono em Kashihara, o ano 1 do reinado pelo texto, e o Nihon shoki diz que morreu aos 127 anos, em 585 a.C., e foi sepultado ao nordeste do monte Unebi. (Aston 1896)
O que a arqueologia permite dizer
Aston lembra que os registros do Nihon shoki só se tornam confiáveis por volta de 500 d.C., embora a primeira data confirmada por fontes coreanas e chinesas seja 461 d.C., e compara 660 a.C. à fundação de Roma. Mizoguchi acompanha a formação do Estado japonês a partir do arroz irrigado nos períodos Yayoi e Kofun, o que dá o pano de fundo material dos séculos em que a corte de Yamato se firmou, sem tratar de Jimmu pelo nome. (Aston 1896; Mizoguchi 2013)
O relato como obra de ideologia e de comparação
Tu e Xie leem os relatos do Kojiki e do Nihon shoki ao lado de narrativas chinesas, na linha de crítica textual de Gu Jiegang e Tsuda Sokichi, procurando temas e estruturas comuns. Aston já apontava influência chinesa na fala atribuída a Jimmu e no uso de ciclos de anos. Hoje o relato continua parte do patrimônio cultural japonês, mas os textos lidos o apresentam como obra de uma corte do século VIII. (Tu e Xie 2021; Aston 1896)
Fontes
- Aston, W. G. (trad.) (1896). Nihongi: Chronicles of Japan from the Earliest Times to A.D. 697, vol. 1, Book III (Jimmu). London: Kegan Paul. Transcrição em en.wikisource.org/wiki/Nihongi/Book_III (consultado em 07/10/2026).
- Aston, W. G. (trad.) (1896). Nihongi, vol. 1, "Introduction" (Kojiki, Nihongi e cronologia). Transcrição em en.wikisource.org/wiki/Nihongi/Introduction (consultado em 07/10/2026).
- Tu, X.; Xie, W. (2021). "The Kojiki/Nihon Shoki Mythology and Chinese Mythology: Theme, Structure, and Meaning". Religions 12(10): 896. DOI 10.3390/rel12100896. Acessar
- Mizoguchi, K. (2013). The Archaeology of Japan: From the Earliest Rice Farming Villages to the Rise of the State. Cambridge: Cambridge University Press. DOI 10.1017/CBO9781139034265. Acessar
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- Heian-kyō (Quioto) 794 a 1868 (Fauré 2019) ou 1869 (Wikidata) como capital
- Wu Zetian 624 – 705 (Lee 2015; Jiu Tangshu)
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- Zheng He c. 1371 – c. 1433/35 (Yang 2014; Wikidata)