Wu Zetian
624 – 705 (Lee 2015; Jiu Tangshu) · Leste Asiático
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Concubina de Taizong e depois esposa de Gaozong, Wu Zetian governou a China Tang por décadas e, em 690, proclamou a dinastia Zhou com capital em Luoyang. Foi, segundo Lee (2015), a única mulher a ocupar o trono imperial chinês. Reformou o recrutamento de funcionários e apoiou o budismo; as fontes confucianas posteriores a julgaram com severidade.
Origem e entrada na corte
O Jiu Tangshu, compilado no século X, dá Wenshui, em Bingzhou, como terra da família: o pai, Wu Shihuo, apoiou o futuro fundador dos Tang durante a campanha e fez carreira como alto funcionário. Lee (2015) acrescenta que Wu Zhao nasceu em 624 da segunda esposa do pai, uma mulher ligada à família imperial Sui, e que o debate historiográfico, desde a década de 1950, discute se a família era mercantil ou aristocrática. Aos 14 anos ela foi chamada ao palácio por Taizong e recebeu o título de cairen, o quinto grau de concubina. (Lee 2015; Liu Xu et al. (945). Jiu Tangshu [Antigo livro dos Tang])
Do templo ao título de imperatriz
Com a morte de Taizong, em 649, as concubinas sem filhos foram enviadas a templos como freiras. Wu entrou no Templo Ganye, onde Gaozong, o novo imperador, a viu e a chamou de volta ao palácio, segundo os dois textos. O Jiu Tangshu registra que ela recebeu o título de zhaoyi e depois chegou a imperatriz, quando Gaozong depôs a imperatriz Wang. Lee conta que as disputas entre as consortes e a eliminação de rivais marcaram esses anos. O Jiu Tangshu acrescenta que, a partir de uma doença de Gaozong, ela passou a decidir os documentos da corte e que os dois eram chamados de 'dois santos'. (Lee 2015; Liu Xu et al. (945). Jiu Tangshu [Antigo livro dos Tang])
A dinastia Zhou e o governo
Depois da morte de Gaozong, em 683, Wu manteve os filhos como imperadores de fachada: o Jiu Tangshu registra a deposição de Zhongzong em 684 e a nomeação de Ruizong. Em 684 a capital oriental foi rebatizada Shendu. Em 690 ela adotou o título de imperador, fundou a dinastia Zhou e fez de Luoyang a capital, segundo Lee. Lee atribui a ela a ampliação do acesso aos cargos por exames, obras de irrigação, o estímulo à agricultura e o patrocínio de obras budistas, como a gruta de Longmen, concluída entre 672 e 676. (Lee 2015; Liu Xu et al. (945). Jiu Tangshu [Antigo livro dos Tang])
Queda e memória
O Jiu Tangshu registra que em 705, doente, ela foi deposta num golpe de seu círculo e transferida para o palácio Shangyang, onde morreu aos 83 anos, segundo o Jiu Tangshu. Lee mostra como a memória dela foi moldada pelos letrados: Zhu Xi condenou seu governo como ilegítimo e o culto à castidade feminina se apoiou em escândalos atribuídos a ela. No século XX, observa Lee, Jiang Qing, mulher de Mao, usou sua imagem em propaganda, enquanto o romance Flores no espelho, de Li Ruzhen, imaginou decretos em favor das mulheres no seu reinado. (Lee 2015; Liu Xu et al. (945). Jiu Tangshu [Antigo livro dos Tang])
Fontes
- Lee, Y. T. (2015). "Wu Zhao: Ruler of Tang Dynasty China". Education About Asia 20(2). DOI 10.65959/eaa.1334. Acessar
- Liu Xu et al. (945). Jiu Tangshu [Antigo livro dos Tang], juan 6, "Zetian huanghou benji" [Anais da imperatriz Zetian]. Texto chinês em zh.wikisource.org, página "舊唐書/卷6" (consultado em 07/10/2026).
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