Murasaki Shikibu
c. 978 – c. 1014 (Lowell 1920; Arntzen 2015) · Leste Asiático
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Dama da corte do período Heian e autora do Conto de Genji, Murasaki Shikibu serviu a consorte imperial Akiko (Shōshi), filha de Fujiwara no Michinaga. Acompanhou o pai ao governo de Echizen, ficou viúva cedo e deixou um diário sobre a vida na corte. Nem o nome verdadeiro nem as datas de nascimento e morte são certos: Murasaki foi um apelido cortesão.
Família e nome
Segundo Lowell (1920), Murasaki Shikibu era filha de Fujiwara Tametoki, de um ramo menor da família Fujiwara. O nome 'Shikibu' deriva de um título do pai, e 'Murasaki' seria apelido cortesão: uma lenda diz que veio da heroína do Genji, outra, que o imperador Ichijō o deu à filha de uma de suas amas. Arntzen (2015) observa que 'Murasaki' é o único nome que dela temos e que foi dado por um leitor do sexo masculino, segundo o próprio diário. (Lowell 1920; Arntzen 2015)
Echizen, casamento e viuvez
Lowell (1920) conta que, por volta de 996, Murasaki acompanhou o pai a Echizen, onde ele era governador, e que um ano depois voltou à capital. Casou-se com Fujiwara no Nobutaka, teve uma filha em 1000 e perdeu o marido em 1001, durante uma epidemia. A mesma introdução observa que as datas iniciais são incertas e que ela teria vivido no campo até 1005, sem dizer onde. Lowell sugere que o Genji teria sido começado por volta de 1002 e concluído em 1004. (Lowell 1920)
A corte de Akiko e o diário
Arntzen (2015) escreve que Murasaki foi convidada em 1007 a servir na corte da consorte Shōshi (Akiko), filha de Michinaga, provavelmente porque o Genji começava a ganhar fama. O diário, o mais fragmentário dos diários Heian segundo a autora, apresenta Michinaga como personagem central e alude a uma possível relação entre os dois. Lowell (1920) destaca a lucidez de observadora da diarista, atenta ao vestuário, aos gestos da corte e à solidão de quem vive entre cortesãos. (Arntzen 2015; Lowell 1920)
Memória e lenda
Lowell (1920) lembra que a tradição mostra aos visitantes do templo de Ishiyama a sala e a pedra de tinta que Murasaki teria usado para escrever o Genji, mas considera isso lenda. Para ela, o que se sabe depois do diário é pouco, exceto que nenhuma sombra de escândalo manchou seu nome. Arntzen (2015) situa-a como figura central de uma literatura em kana associada às mulheres, a ponto de o estilo ser chamado de 'mão de mulher', e propõe comparar seu diário com outros diários femininos da era Heian. (Lowell 1920; Arntzen 2015)
Fontes
- Lowell, A. (1920). "Introduction". In: Omori, A. S.; Doi, K. (trads.). Diaries of Court Ladies of Old Japan [Murasaki Shikibu, Izumi Shikibu, Sugawara no Takasue no Musume]. Boston e Nova York: Houghton Mifflin. Texto integral no Project Gutenberg, nº 47151.
- Arntzen, S. (2015). "Histories of the Self: Women's Diaries from Japan's Heian Period (794–1185)". Education About Asia 20(2). DOI 10.65959/eaa.1336. Acessar
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