Kolyma1 (Duvanny Yar, rio Kolyma, nordeste da Sibéria): indivíduo de c. 7850 a.C., com genoma de cobertura de 14×, referência dos Paleossiberianos Antigos
c. 9,8 mil anos atrás ("~9.8 kya", Sikora et al. 2019), isto é, c. 7850 a.C. (ano astronômico −7850). O texto lido não traz a faixa calibrada nem o código do laboratório, só o valor aproximado; o registro começa nele · Sibéria e Norte da Ásia
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Kolyma1 é um indivíduo do sítio de Duvanny Yar, às margens do rio Kolyma, no nordeste da Sibéria, datado em cerca de 9,8 mil anos atrás. Sikora e colegas (2019) sequenciaram seu genoma com cobertura de 14× e o tomam como representante dos "Paleossiberianos Antigos", uma linhagem de ancestralidade mista, do Leste Asiático e dos antigos siberianos do norte, próxima à de coriaques, itelmenos e chukchis atuais e à dos povos indígenas das Américas. O texto lido só dá a idade como valor aproximado.
O indivíduo e a amostra
Sikora e colegas (2019) sequenciaram 34 genomas antigos do nordeste da Sibéria. Entre eles estão dois indivíduos do Pleistoceno em Yana RHS e Kolyma1, do sítio de Duvanny Yar, no rio Kolyma, que tem cerca de 9,8 mil anos e foi lido com cobertura de 14×. O DNA mitocondrial é do haplogrupo G1b e o cromossomo Y, do Q1a1a. Os autores agradecem a Fedor Shidlovskiy, do Museu da Era do Gelo, em Moscou, pelo acesso à amostra. (Sikora et al. 2019)
Ancestralidade e parentes atuais
Pelas estatísticas f3 e pelo mapa de haplótipos, os autores veem em Kolyma1 e nos Paleossiberianos Antigos uma afinidade estreita com coriaques, itelmenos e chukchis de hoje e com povos indígenas das Américas. Na modelagem em grafo de misturas, Kolyma1 deriva de uma mistura de ancestralidade do Leste Asiático com a dos antigos siberianos do norte ("Ancient North Siberians"), com 75% de componente do Leste Asiático, contra 63% nos ancestrais dos povos indígenas americanos. O indivíduo paleoesquimó de Saqqaq (c. 4 mil anos, Groenlândia) agrupa-se com ele, e Kolyma1 serve melhor que outros como aproximação da ancestralidade siberiana dos atabascanos. (Sikora et al. 2019)
Um dos grandes deslocamentos do nordeste siberiano
No relato de Sikora e colegas, a presença de Kolyma1 marca a primeira grande mudança genética observada depois da ocupação de Yana RHS, quando esta linhagem, formada depois de c. 30 mil anos atrás, se mistura aos antigos siberianos do norte. Mais tarde, os "Neosiberianos", vindos de mais ao sul, ocupam grande parte do que fora de uns e de outros. Para os autores, cada uma dessas expansões substituiu quase por completo os habitantes anteriores, o que explica o mosaico genético dos povos do norte da Eurásia e das Américas. (Sikora et al. 2019)
Fontes
- Sikora, Martin; Pitulko, Vladimir V.; Sousa, Vitor C.; Allentoft, Morten E.; et al. (2019). "The population history of northeastern Siberia since the Pleistocene". Nature 570 (7760): 182–188. DOI 10.1038/s41586-019-1279-z. Versão do autor (PMC7617447) lida em texto bruto em 30/10/2026; última autoria: Eske Willerslev. Acessar
- Yang, Tingyu; Jia, Xiaowen; Wang, Jincheng; Wang, Tao; Cui, Tianxing; et al. (2026). "Early Neolithic genomes suggest a local origin for millet farmers in East Asia". Science Advances 12 (42): eaef9182, publicado em 16 out. 2026. DOI 10.1126/sciadv.aef9182. Texto integral via Europe PMC (PMC13674475), lido em texto bruto em 30/10/2026. Primeiras filiações: Universidade de Pequim. Acessar
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