Mausoléu de Gala Placídia em Ravena (c. 425–430): o oratório cruciforme e seus mosaicos
c. 425–430 (Art and Architecture of the Middle Ages); o site da diocese de Ravena diz apenas "primeira metade do séc. V" · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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O mausoléu de Gala Placídia é uma pequena construção em cruz, erguida em Ravena na primeira metade do séc. V (c. 425–430, segundo uma das fontes lidas), junto ao nártex da igreja de Santa Cruz. Gala Placídia, filha de Teodósio I e regente do filho, era patrona de obras em Ravena, mas provavelmente não foi sepultada ali, pois morreu em Roma em 450. As lunetas e a cúpula têm mosaicos, entre eles um Bom Pastor e uma cruz sobre um céu estrelado.
O edifício e a patrona
A ficha de Art and Architecture of the Middle Ages situa Gala Placídia entre c. 390 e 450, filha de Teodósio I e imperatriz romana de 421 a 450, regente quando o filho subiu ao trono, e patrona das artes em Roma e em Ravena. A pequena construção cruciforme, de c. 425–430, estava ligada ao nártex da igreja de Santa Cruz, uma das primeiras obras que ela encomendou. O site da diocese de Ravena confirma a primeira metade do séc. V e acrescenta que Igreja e mausoléu foram separados em 1602. Ambas as fontes lembram que Gala Placídia morreu em Roma, em 450, e por isso provavelmente não foi sepultada ali. (Caskey; Ravenna Mosaici (Opera di Religione della Diocesi di Ravenna). "Mausoleum of Galla Placidia". Texto de Christian D'Angiò)
A decoração em mosaico
Segundo a ficha acadêmica, as lunetas dos quatro braços da cruz têm mosaico: Cristo como Bom Pastor entre as ovelhas sobre a entrada norte, e, na luneta oposta, uma grelha envolta em chamas. No centro da cúpula há uma grande cruz sobre um céu azul estrelado, com os símbolos dos evangelistas entre as estrelas e, nas paredes superiores, pares de homens, provavelmente apóstolos, que parecem louvar a cruz. A página da diocese descreve os quatro símbolos nos pendentes, um leão alado para Marcos, um boi alado para Lucas, um homem para Mateus e uma águia para João, e atribui a decoração interna a um pictor imaginarius, um pintor de imagens. (Caskey; Ravenna Mosaici (Opera di Religione della Diocesi di Ravenna). "Mausoleum of Galla Placidia". Texto de Christian D'Angiò)
Fontes
- Caskey, Jill; Cohen, Adam S.; Safran, Linda (orgs.). Art and Architecture of the Middle Ages: Exploring a Connected World. Ficha "Mausoleum of Galla Placidia". https://artofthemiddleages.com/s/main/item/90 . Lida em texto bruto em 30/10/2026; a ficha não traz autoria própria, e a imagem é creditada a Genevra Kornbluth. Acessar
- Ravenna Mosaici (Opera di Religione della Diocesi di Ravenna). "Mausoleum of Galla Placidia". Texto de Christian D'Angiò, página atualizada em 3/12/2025. https://www.ravennamosaici.it/en/mausoleum-of-galla-placidia/ . Lida em texto bruto em 30/10/2026; o inglês da página tem erros de digitação. Acessar
Na mesma região
- Saque de Roma por Alarico (410): a cidade vista de fora por Orósio e Idácio e de dentro por Jerônimo e Pelágio 410 (o Wikidata dá 24 a 27 de agosto; as fontes lidas dão só o ano, e Orósio fala em três dias)
- Alanos, vândalos e suevos na Hispânia (409): a passagem dos Pireneus e o reparto das províncias, segundo Orósio e Idácio 409 (Idácio: 28 de setembro ou 13 de outubro; a Crônica Gálica de 511 e Isidoro dão 408); reparto das províncias em 411
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- Cúpula de tubos de cerâmica do Batistério Neoniano de Ravena (c. 451–468) c. 451–468, o episcopado de Neone segundo o site da diocese de Ravena; o portal BeWeB dá c. 450–475
- Controvérsia do Altar da Vitória (384): o memorial de Símaco e a resposta de Ambrósio 384 (a data vem da ficha do site Fourth Century Christianity para o memorial e a Carta 18; os textos lidos não trazem o ano; o item do Wikidata não tem data)
- Egéria e o relato da peregrinação ao Oriente c. 381–384 (viagem, segundo a descrição do Wikidata); vida sem datas