Atlas da História

Alanos, vândalos e suevos na Hispânia (409): a passagem dos Pireneus e o reparto das províncias, segundo Orósio e Idácio

409 (Idácio: 28 de setembro ou 13 de outubro; a Crônica Gálica de 511 e Isidoro dão 408); reparto das províncias em 411 · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Em 409, segundo Idácio, alanos, vândalos e suevos entraram na Hispânia, e ele registra duas datas, 28 de setembro e 13 de outubro. Orósio conta que os Pireneus ficaram abertos quando soldados enviados por Constantino III tomaram o lugar dos camponeses que os guardavam, e que depois os recém-chegados repartiram as terras por sorteio. Para Idácio, os hispanos que sobraram nas cidades e fortificações ficaram sujeitos a esses povos; Orósio diz que alguns romanos preferiam a 'pobre liberdade' entre eles a pagar tributos entre os romanos.

Os Pireneus em Orósio

Orósio (VII 40) diz que alanos, suevos e vândalos, com outros povos, atravessaram o Reno, invadiram a Gália e chegaram aos Pireneus, onde foram barrados por algum tempo. Na Britânia, conta, Graciano foi feito usurpador e morto, e Constantino foi eleito e passou à Gália; este mandou juízes à Hispânia, aceitos pelas províncias, mas os irmãos Dídimo e Veriniano resistiram em nome do imperador legítimo. Constante, filho de Constantino, foi enviado com os Honoriaci, que depois de saquear os campos de Palência receberam a guarda dos Pireneus e abriram as passagens. Orósio chama isso de 'primeira mácula do mal' na Hispânia. Ubric Rabaneda anota que ele é o único a mencionar os Honoriaci e, seguindo M. V. Escribano, que Dídimo e Veriniano defendiam interesses próprios, e não os do imperador legítimo, como Orósio quer fazer crer. (Paulo Orósio)

Fome, peste e partilha em Idácio

Idácio anota que, enquanto os povos devastavam a Hispânia e a peste avançava, o cobrador de tributos e o soldado levavam os bens guardados nas cidades; a fome chegou a tal ponto que, diz ele, pessoas comeram carne humana e mães se alimentaram dos filhos. Em seguida, no texto lido, os povos fazem as pazes e repartem as regiões 'por sorte': suevos e vândalos ficam com a Galécia, alanos com a Lusitânia e a Cartaginense, e os vândalos silingos com a Bética. Orósio registra o mesmo sorteio (VII 40,10), sem listar as províncias. (Idácio de Chaves; Paulo Orósio)

O debate sobre datas e sorteio

Ubric Rabaneda lembra que Idácio, Próspero e Cassiodoro põem a entrada em 409, enquanto a Crônica Gálica de 511 e Isidoro a põem em 408; Idácio traz duas datas, e há quem as leia como começo e fim da passagem. Para o reparto, Orósio, Idácio e Isidoro dão 411 e a Crônica Gálica dá 412. Sobre a natureza do reparto, a autora cita historiadores que o veem como acordo com Roma, por meio de um foedus, e a maioria, que o considera sorteio fortuito; ela mesma situa a supremacia dos alanos sobre vândalos e suevos já em 409. (Purificación Ubric Rabaneda 2007)

Fontes

  1. Purificación Ubric Rabaneda, 'Las nuevas opciones de poder: el protagonismo de los bárbaros en la Hispania del siglo V', Polis. Revista de ideas y formas políticas de la Antigüedad Clásica 19 (2007): 179-225. https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/3325729.pdf (PDF lido em texto bruto; o OCR do título mostra 'siglo VI', mas o resumo e o corpo tratam do século V) Acessar
  2. Paulo Orósio, Historiarum adversus paganos libri VII, livro VII, caps. 38 a 43, texto latino em thelatinlibrary.com: https://www.thelatinlibrary.com/orosius/orosius7.shtml (texto bruto lido; sem conferência com edição crítica) Acessar
  3. Idácio de Chaves, Chronicon, texto latino (edição reproduzida em thelatinlibrary.com): https://www.thelatinlibrary.com/hydatiuschronicon.html (texto bruto lido; sem conferência com edição crítica) Acessar

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