Mentesh Tepe (oeste do Azerbaijão) e a cultura Shomu-Shulaveri (c. 5880–5540 a.C.): casas redondas e um sepultamento múltiplo
5882 a 5536 a.C. calibrados (15 datas de radiocarbono dos níveis neolíticos, segundo Lyonnet e outros 2016); a base do sítio ainda não foi datada · Anatólia e Cáucaso
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Mentesh Tepe é um pequeno monte no oeste do Azerbaijão, na margem leste da área da cultura Shomu-Shulaveri, com níveis neolíticos de casas redondas datados de 5882 a 5536 a.C. calibrados. Segundo Lyonnet e colegas (2016), já há ali plantas e animais plenamente domesticados e um sepultamento múltiplo de 31 pessoas, e o sítio está entre os assentamentos mais antigos conhecidos dessa cultura. A origem e o fim da cultura Shomu-Shulaveri continuam em aberto.
A cultura Shomu-Shulaveri e o sítio
Segundo os autores, os sítios da cultura Shomu-Shulaveri formam vários conjuntos de assentamentos nos contrafortes do norte do Pequeno Cáucaso, ao longo de afluentes do curso médio do rio Kura, entre a Geórgia e o Azerbaijão, com construções circulares e material variado em cerâmica, osso, obsidiana e pedra. Plantas (trigo, cevada, sementes de uva) e animais (ovinos e caprinos à frente, bovinos, porcos e cães) indicam domesticação avançada. Mentesh Tepe, a cerca de 360 m de altitude, no limite leste da cultura, era um monte de 45 m de diâmetro (cerca de 0,16 ha) e 1,5 m de altura, nivelado por trator para uma vinha. Tem ocupação invulgarmente longa, do Neolítico ao Bronze Antigo, com lacunas. (Lyonnet et al. 2016)
As casas redondas e as datas
As construções neolíticas de Mentesh são mais ou menos circulares e de dois tamanhos (cerca de 2,20 m e 4,60 m), em ao menos duas fases, reconhecidas por reconstruções que se sobrepõem em parte às anteriores. Das 15 datas de radiocarbono sobre carvão, sementes e ossos humanos desses níveis, o extremo mais antigo é 5882 a.C. e o mais recente 5536 a.C. calibrados; cinco datas da fase 1 caem na primeira metade do século 58 a.C. e sete da fase 2 na primeira metade do 57. Os autores colocam Mentesh entre os assentamentos mais antigos da cultura, ao lado de Hacı Elamxanlı Tepe, Gadachrili Gora e Aratashen II, mas a fase 1 seria posterior às camadas mais antigas de Aratashen e Hacı Elamxanlı. (Lyonnet et al. 2016)
O sepultamento múltiplo 342
O sepultamento múltiplo 342 reuniu, segundo o estudo preliminar, 11 adultos e 20 jovens, nenhum bebê com menos de um ano, num poço cujos primeiros corpos formavam um círculo sobre uma camada levemente cônica; foi um único episódio, em curto período. Os corpos estavam de lado, de bruços ou de costas, uns estendidos, outros muito encolhidos, e em alguns casos a disposição parece intencional. Não se notaram traumas nem doenças marcantes, e os autores dizem que, por ora, podem descartar tanto um episódio violento quanto uma longa fome seguida de inanição; uma epidemia é possível, mas outras causas precisam ser investigadas. Análises de DNA antigo, dieta e parentesco estão em andamento, e o artigo não traz resultado delas. (Lyonnet et al. 2016)
Fontes
- Lyonnet, Bertille; Guliyev, Farhad; Bouquet, Laurence; Bruley-Chabot, Gaëlle; Samzun, Anaïck; Pecqueur, Laure; Jovenet, Elsa; Baudouin, Emmanuel; Fontugne, Michel; Raymond, Pascal; Degorre, Emeline; Astruc, Laurence; Guilbeau, Denis; Le Dosseur, Gaëlle; Benecke, Norbert; Hamon, Caroline; Poulmarc'h, Modwene; Courcier, Antoine (2016). "Mentesh Tepe, an early settlement of the Shomu-Shulaveri Culture in Azerbaijan". Quaternary International 395: 170–183. DOI 10.1016/j.quaint.2015.02.038. Versão em HAL lida em https://hal.science/hal-01814082/document (texto bruto, versão do autor), em 29/10/2026. Acessar
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