Star Carr (North Yorkshire, Inglaterra): as estruturas com esteios mais antigas conhecidas na Grã-Bretanha, c. 9300–8760 a.C. cal.
c. 9300–8760 a.C. (anos calendários calibrados): a estrutura central esteve em uso em 9300–9200 a.C. cal. e a estrutura oeste foi construída em 8945–8760 a.C. cal. (95% de probabilidade), segundo Bates e outros (2024); em ano astronômico, −9299 a −8759. Não são os limites da ocupação do sítio, só as datas citadas das estruturas · Europa Ocidental e do Norte
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Star Carr, às margens de um antigo lago em North Yorkshire, é um sítio do Mesolítico antigo com as construções de esteios mais antigas conhecidas na Grã-Bretanha. Segundo Bates e outros (2024), pelo menos três estruturas foram identificadas em terra firme, a mais antiga delas em uso em 9300–9200 a.C. cal., com um buraco raso cercado por no mínimo seis buracos de estaca. A análise do desgaste de 341 instrumentos de sílex mostrou que cada estrutura teve usos diferentes, e que o espaço dentro delas seguia uma organização que as autoras ligam a normas sociais.
O sítio e as estruturas
Segundo Bates e outros, Star Carr fica em North Yorkshire e tem uma parte de brejo, com restos orgânicos bem conservados, e outra de terra seca, onde a conservação é pior e os ossos de animais estão fragmentados. Foram achadas 41.820 peças de sílex lascado. Buracos de estaca e depressões definem as estruturas, que o artigo descreve como as mais antigas construções com esteios achadas na Grã-Bretanha. Nenhuma tem a planta inteira: a central foi cortada por escavação anterior, a oeste é só um conjunto de nove feições sem depressão e a leste é um buraco com arcos de estacas. (Bates)
A estrutura central
É a estrutura mais antiga datada em terra firme, em uso entre 9300 e 9200 a.C. cal. Tem uma depressão de 3,32 m de norte a sul, cerca de 2,65 m de largura e 18 cm de fundura, cercada por pelo menos seis buracos de estaca. A análise química do solo apontou a presença de uma parede, e dentro dela havia pouco material: 12 ossos de animais e 407 peças de sílex, 4,2% queimadas. Duas datas, c. 9200 e c. 8800 a.C. cal., indicam ao menos dois episódios de uso. Para os autores, isso torna a interpretação ambígua: o interior pode ter sido limpo com regularidade ou ter servido de outra maneira. (Bates)
As estruturas oeste e leste
A estrutura oeste, a mais incerta, tem nove feições, sete delas provavelmente buracos de estaca, e foi construída entre 8945 e 8760 a.C. cal. (95%), depois da central. A leste tem uma depressão de uns 20 cm de fundura e pelo menos 2,8 m de largura, cercada por 15 buracos de estaca em arco interno e externo, e foi erguida em época parecida com a oeste. Nela havia 1.921 peças de sílex, 23,3% queimadas, a maioria no enchimento superior, sobre uma camada de plantas que pode ser uma esteira de junco ou casca. Refitagens mostram sílex levado do interior para montes de refugo vizinhos. (Bates)
O que o microdesgaste mostrou
A análise de 341 artefatos de sílex, a primeira de microdesgaste voltada às estruturas de Star Carr, identificou o trabalho de madeira, osso, chifre, plantas, pele, carne e peixe. Os padrões de uso não se repetem entre as estruturas: a oeste apareceram instrumentos de acender fogo que não surgiram nas outras, e na leste, uma gama de plantas trabalhadas. Dentro da leste, os autores conseguiram até estimar a extensão provável da estrutura pelos locais de atividade, mesmo com sílex em alta densidade. Concluem que a variação de uso dentro de um só sítio deve ser esperada. (Bates)
Fontes
- Bates, Jessica; Milner, Nicky; Conneller, Chantal; Little, Aimée. "Spatial organisation within the earliest evidence of post-built structures in Britain". PLOS ONE 19(7): e0306908, 15 jul. 2024. DOI 10.1371/journal.pone.0306908. Texto lido em XML aberto do Europe PMC (PMC11249238; acesso em 30/10/2026). Acessar
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