Queda de Tenochtitlan
26 maio a 13 ago. 1521 (calendário juliano) · Mesoamérica
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Cerco e tomada de Tenochtitlan pelas forças de Hernán Cortés e de seus aliados indígenas (tlaxcaltecas, entre outros), contra os mexicas de Tenochtitlan e Tlatelolco, em 1521. A guerra destruiu a capital mexica e abriu caminho para o domínio espanhol.
A guerra também foi na água
Favila Vázquez (2020) analisa as batalhas lacustres de 1521 entre o exército espanhol, com seus aliados indígenas, e o exército mexica. Parte da história naval e da arqueologia da paisagem e propõe que as estratégias mexicas se explicam como guerra anfíbia, combinando lago, calçadas e canoas, e que é possível localizar campos de batalha no lago cruzando as fontes documentais com a geografia. (Favila Vázquez 2020)
O peso dos aliados e das canoas
A autora critica trabalhos que destacam as operações anfíbias dos espanhóis e dos bergantins para explicar a vitória e que pouco discutem que os indígenas também faziam esse tipo de guerra. Para ela, o triunfo de Cortés na água se explica em boa parte pela participação de guerreiros indígenas aliados, sobretudo aqueles que lhe ofereceram canoas e homens para combater nelas quando a derrota mexica se tornava mais evidente a cada dia. (Favila Vázquez 2020)
Canoas de guerra nas fontes
Favila Vázquez descreve dois tipos de canoa de combate, segundo Bravo: de proa e popa planas, como na lâmina 45 do Lienzo de Tlaxcala, e outras blindadas, protegidas por anteparos, como relata Bernal Díaz del Castillo. Guerreiros se protegiam com escudos ou com couraças de madeira integradas às canoas, como mostram imagens do Códice Florentino. O Lienzo de Tlaxcala é fonte indígena tlaxcalteca, o que mostra que parte dos documentos usados para reconstituir o cerco não é espanhola. (Favila Vázquez 2020)
O lago como paisagem cultural
Favila Vázquez (2020) parte do conceito de paisagem cultural lacustre: o uso humano de um espaço de lago delimitado por embarcações, diques, calçadas, portos, canais, rotas e atividades econômicas, políticas, religiosas e militares. Nesse quadro, a navegação foi um dos meios com que os habitantes de Tenochtitlan e Tlatelolco conquistaram e defenderam o território. Ler o cerco de 1521 por essa chave desloca o foco dos bergantins espanhóis e mostra a cidade como um lugar em que a água, as calçadas e as canoas faziam parte da defesa desde antes da chegada dos europeus. (Favila Vázquez 2020)
Fontes
- León-Portilla, M. (1959). Visión de los vencidos. Universidad Nacional Autónoma de México. sem ISBN (anterior ao sistema ISBN).
- Favila Vázquez, M. (2020). "Las batallas lacustres durante el proceso de conquista de Tenochtitlan: miradas desde la historia y la arqueología del paisaje". Guerra Colonial 7: 49–72. DOI 10.33732/rdgc.7.42. Acessar
- Cortés, H. (1985). Cartas de relación. Ed. M. Hernández Sánchez-Barba. Madri: Historia 16 (Crónicas de América 10). ISBN 848522969X.
Na mesma região
- Malintzin (La Malinche) c. 1500 – década de 1520 (sem datas exatas nas fontes lidas)
- A fundação de México-Tenochtitlan e a águia sobre o nopal registrado em fontes do século XVI, como o Códice Mendoza e crônicas (Johansson 2015)
- Os Gêmeos Hunahpu e Xbalanque no Popol Vuh composto entre 1554 e 1558; cópia de Ximénez entre 1701 e 1704 (Christenson 2007)
- Tenochtitlan 1325 a 1521 (Wikidata, juliano)
- Guerra das Castas (Iucatã) 1847–1901 (até 1933 segundo Sergi 2009)
- Revolução Mexicana e reforma agrária: leituras 20 nov. 1910 (convocação do Plano de San Luis) a 1928 (limite dos dados de distribuição de terras nas fontes); a Revolução Mexicana, no Wikidata (Q214426), vai até 21 mai. 1920