Tenochtitlan
1325 a 1521 (Wikidata, juliano) · Mesoamérica
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Cidade-Estado mexica no Vale do México, fundada em 1325 e centro do chamado Império Asteca. Foi tomada e destruída em 1521.
Um ilhéu que ninguém disputava
Segundo Favila Vázquez (2020), os mexicas se fixaram no século XIV num ilhéu do Lago do México, lugar pobre em recursos agrícolas, mas onde se tocavam os limites de Azcapotzalco, Texcoco e Culhuacán. Para a autora, esse ponto não era terreno cobiçado por outros grupos, e a água, mais que um obstáculo, tornou-se o meio com que os moradores de Tenochtitlan e Tlatelolco conquistaram e defenderam o espaço em que viviam, por meio de barcos, diques, calçadas e canais. O registro data a fundação em 1325. (Favila Vázquez 2020)
Chinampas, calçadas e a cidade irmã
Jiménez Martínez (2020) descreve como, quase dois séculos depois da fundação, a ilha original havia sido ampliada, com terrenos agrícolas elevados no lago, as chinampas (chinamitl, em náuatle). Três calçadas ligavam a ilha à terra firme; a de Tlacopan ia para oeste. Tlatelolco, separada de Tenochtitlan apenas por um canal, tinha vida política independente até 1473, quando os tenochcas a derrotaram, submeteram a tributo e impuseram governo militar. O mercado de Tlatelolco aparece em um relato espanhol citado pelo autor, que fala em vinte a vinte e cinco mil pessoas por dia e quarenta a cinquenta mil em dia de feira. (Jiménez Martínez 2020)
Qual era o tamanho da cidade
A extensão de Tenochtitlan em 1519 é matéria de estimativa. Jiménez Martínez (2020) cruzou estudos historiográficos e achados arqueológicos sob a Cidade do México atual, sobrepôs os limites antigos à malha urbana e chegou, com o mapa digital do INEGI, a cerca de 9,44 km² incluindo Tlatelolco. O próprio autor trata o número como aproximado. (Jiménez Martínez 2020)
Uma cidade pensada para a guerra na água
Favila Vázquez (2020) mostra que os mexicas dominavam a navegação lacustre e a empregavam na guerra: a canoa era instrumento militar, e o Códice Xólotl já traz, na lâmina 8, um confronto no lago. A autora interpreta as estratégias mexicas de 1521 como guerra anfíbia, combinando calçadas, canais e canoas, e não só como defesa de uma cidade sitiada. A queda da cidade é tratada no registro Queda de Tenochtitlan. (Favila Vázquez 2020)
Fontes
- López Austin, A.; López Luján, L. (1996). El pasado indígena. Fondo de Cultura Económica / El Colegio de México. ISBN 9789681648909.
- Restall, M. (2018). When Montezuma Met Cortés: The True Story of the Meeting that Changed History. Ecco (HarperCollins). ISBN 9780062427267.
- Favila Vázquez, M. (2020). "Las batallas lacustres durante el proceso de conquista de Tenochtitlan: miradas desde la historia y la arqueología del paisaje". Guerra Colonial 7: 49–72. DOI 10.33732/rdgc.7.42. Acessar
- Jiménez Martínez, E. (2020). "En torno a la superficie de México-Tenochtitlan en 1.519". Anuario de Historia Regional y de las Fronteras 25(1): 15–45. DOI 10.18273/revanu.v25n1-2020001. Acessar
Na mesma região
- Malintzin (La Malinche) c. 1500 – década de 1520 (sem datas exatas nas fontes lidas)
- Queda de Tenochtitlan 26 maio a 13 ago. 1521 (calendário juliano)
- A fundação de México-Tenochtitlan e a águia sobre o nopal registrado em fontes do século XVI, como o Códice Mendoza e crônicas (Johansson 2015)
- Os Gêmeos Hunahpu e Xbalanque no Popol Vuh composto entre 1554 e 1558; cópia de Ximénez entre 1701 e 1704 (Christenson 2007)
- Guerra das Castas (Iucatã) 1847–1901 (até 1933 segundo Sergi 2009)
- Revolução Mexicana e reforma agrária: leituras 20 nov. 1910 (convocação do Plano de San Luis) a 1928 (limite dos dados de distribuição de terras nas fontes); a Revolução Mexicana, no Wikidata (Q214426), vai até 21 mai. 1920