Atlas da História

Sammu-ramat, rainha da Assíria

c. 811 a.C. (morte do marido, Shamshi-Adad V, e subida do filho ao trono, segundo a National Geographic); nascimento e morte não constam nas fontes lidas · Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Sammu-ramat foi esposa do rei assírio Shamshi-Adad V e mãe de Adad-nerari III. Seu nome aparece em quatro inscrições da época: uma estela própria em Assur, uma estela de fronteira do filho e duas estátuas dedicadas ao deus Nabu em Kalhu, segundo Novotny e a National Geographic. Autores gregos converteram o nome em Semíramis, personagem lendária; a origem da rainha e o alcance do seu poder continuam em debate.

O que as inscrições da época dizem

Segundo Novotny, a estela de Assur, sem data, traz o nome dela e a apresenta como rainha de Shamshi-Adad, mãe de Adad-nerari e nora de Salmanasar. A estela de fronteira de Adad-nerari III, das proximidades de Maraş, a nomeia de novo como mãe do rei e conta que, quando Uspilulume, rei de Kummuhu, fez Adad-nerari e Sammu-ramat atravessarem o Eufrates, o rei travou batalha em Paqar(a)hubuni contra Attar-sumki de Arpad e oito reis aliados; no mesmo ano foi fixado o marco entre Uspilulume e Qalparu(n)da, rei de Gurgum. Duas estátuas idênticas do deus Nabu, dedicadas por Bel-tarsi-ilumma, governador de Kalhu, pedem vida para Adad-nerari e para ela. (Novotny; Such Gutiérrez)

O nome e a origem

Segundo Novotny, o nome se escreve sa-am-mu-ra-mat e pode ser lido como oeste-semita ou acádio, com o sentido "Sammu é exaltada" ou "Sammu é amada"; ele considera provável que Sammu seja um elemento teofórico. Diodoro (II 4.6) dizia que o nome significava "pomba" na língua da Síria, Weinfeld propõe "altos céus", título de Anat, e os sábios rabínicos liam "trovão do céu" (Levítico Rabá 19:6). A National Geographic traduz o nome como "alto céu". Quanto à origem dela, as fontes da época não dizem nada de certo. (Novotny; Such Gutiérrez)

De Sammu-ramat a Semíramis

Segundo Such Gutiérrez, séculos depois os escritores gregos helenizaram o nome para Semíramis e a rainha passou do mundo dos fatos ao da lenda. Heródoto guardou a memória dela no séc. V a.C., e Diodoro Sículo, no séc. I a.C., consolidou a história, com base em Ctésias: nascida em Ascalão de uma deusa e de um jovem sírio, criada por pombas, esposa de Onnes e depois do rei Nino, que governou como regente do filho e mandou erguer Babilônia. A lenda inspirou Dante, que a pôs no Inferno, a tragédia de Voltaire e a ópera Semiramide, de Rossini (1823). (Such Gutiérrez)

Fontes

  1. Novotny, J. "Sammuramat". In: Baker, H. (org.). The Prosopography of the Neo-Assyrian Empire, vol. 3/1. Helsinki: Vammalan Kirjapaino Oy, 2002, p. 1083-1084. DOI 10.5282/ubm/epub.31890 (cópia aberta da Universidade de Munique: https://epub.ub.uni-muenchen.de/31890/) Acessar
  2. Such Gutiérrez, M. "The True Story of Semiramis, Legendary Queen of Babylon". National Geographic (History Magazine), 12 set. 2017. https://www.nationalgeographic.com/history/history-magazine/article/searching-for-semiramis-assyrian-legend Acessar

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