Tiglat-Pileser I (c. 1100 a.C.): a perseguição aos arameus Ahlamu pelo Eufrates, a viagem ao Líbano e os incêndios nos palácios da Babilônia, nas inscrições reais assírias
Primeiros cinco anos de reinado de Tiglat-Pileser I, 'ca. 1100 a.C.' (Luckenbill, § 267); ano 4 contra os arameus e o Líbano em data não dada · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Nas inscrições do rei assírio Tiglat-Pileser I, traduzidas por Luckenbill (1926), ele diz ter perseguido os arameus Ahlamu e atravessado o Eufrates 28 vezes, de Tadmor a Rapiku, além de ter cortado cedros no Líbano e recebido o tributo de Gubal, Sidon e Arvad. Os mesmos textos contam que ele queimou palácios da Babilônia. Tudo vem do lado assírio, e as pessoas atingidas, arameus, cidades e Hatti, só aparecem como alvo.
Ano 4: os arameus de Suhi a Carquemis
No prisma, o rei diz que foi ao deserto 'com a ajuda de Assur', 'no meio dos Ahlamu, arameus', e que saqueou 'em um dia' o país de Suhi até Carquemis, na terra de Hatti. Os que fugiram atravessaram o Eufrates, e ele os perseguiu 'em embarcações de pele'. Seis cidades ao pé da montanha de Beshri foram capturadas, queimadas e arrasadas, e despojos e bens levados a Assur (§ 239). (Luckenbill)
Líbano, Arvad e Samuri
Em textos do templo de Anu e Adad, o rei diz que foi ao monte Líbano e cortou cedros para os deuses, e depois voltou contra Amurru, que conquistou 'por inteiro'. Recebeu o tributo de Gubal, de Sidon e de Arvad e atravessou em barcos de Arvad até Samuri, na terra de Amurru, viagem que o texto dá como de 'três duplas-horas', e diz ter matado um 'nahiru', a que chama de 'cavalo-do-mar' (§ 302). Luckenbill nota em rodapé que Samuri é o Sumur das cartas de Amarna. (Luckenbill)
28 travessias e a Babilônia
Duas versões dizem que o rei atravessou o Eufrates 'pela vigésima oitava vez', a segunda no mesmo ano, perseguindo os Ahlamu (§§ 287, 308). Logo depois, ele diz que marchou contra Karduniash (Babilônia), capturou Dur-Kurigalzu, Sippar e Opis e queimou os palácios de Babilônia, de Marduk-nadin-ahhe, rei de Karduniash, a quem diz ter batido uma segunda vez (§ 309). Também fala em Suhi (Sapirata e Hindani), em 22.000 guerreiros capturados e em tributo imposto a Ili-Teshub de Hatti (§§ 306, 310–311). São afirmações do rei. (Luckenbill)
Fontes
- Luckenbill, Daniel David. Ancient Records of Assyria and Babylonia, vol. I: Historical Records of Assyria from the Earliest Times to Sargon. Chicago: University of Chicago Press, 1926; texto digitalizado do Internet Archive (archive.org/details/ancient-records-of-assyria-and-babylonia-vol-1, arquivo ancient_records_assyria1_djvu.txt). Lidos em 02/11/2026, no texto bruto, os §§ 207–209 (introdução ao período), 239 (ano 4), 267–270 (data e inscrições rupestres), 286–287 e 299–311 (textos do templo de Anu-Adad). O OCR tem falhas; os trechos citados foram lidos como saíram.
Na mesma região
- Ahiram, rei de Biblos c. 1000 a.C. (Albright e Moscati; DEAPS: de 1000 a 975 a.C. pela paleografia da inscrição); nascimento e morte não constam nas fontes lidas
- Cobre do Wadi Arabah (Faynan e Timna): produção industrial e o salto técnico do fim do séc. X a.C. séc. X a.C., dentro de uma produção contínua de c. 1300 a c. 800 a.C.; salto técnico na segunda metade do séc. X, com a fase pós-salto em c. 925-830 a.C., segundo Ben-Yosef et al. 2019
- Debate sobre a cronologia do Ferro I-IIA no Levante: monarquia unida de Davi e Salomão, cronologia alta e baixa c. 1000-930 a.C. (intervalo em disputa; Gil Orduña 2024 situa a passagem do Ferro I para o Ferro II entre c. 1050 e 930 a.C., conforme o sítio)
- Apiário de Tel Rehov: as colmeias de barro mais antigas achadas no lugar, no vale do Jordão (séc. X a início do IX a.C.) séc. X a início do séc. IX a.C.; destruição do conjunto datada por radiocarbono em 970-840 a.C. (2σ, calibrada), segundo Bloch et al. 2010
- A visita da rainha de Sabá a Salomão: 1 Reis 10, Alcorão 27 e o que se sabe da Saba arábica séc. X a.C. como tempo narrado (reinado de Salomão), sem datação independente; a data de composição de 1 Reis e do Alcorão não foi lida
- Calendário de Gezer: o ano agrícola de doze meses numa tabuleta de calcário (séc. X a.C.) séc. X a.C. (escrita provavelmente entre a reconstrução de Gezer por Salomão e a destruição por Shishak, c. 925 a.C., segundo a página BiblicalHebrew.com, que cita Aḥituv 2008; achada em 1908 numa escavação antiga cujos métodos, segundo o COJS, limitam a reinterpretação)