Via Nova Traiana (c. 106–114): a estrada militar de Bostra ao mar Vermelho e seus marcos miliários
c. 106–114 d.C. Segundo o Karak Resources Project, a obra começou logo após a anexação do reino nabateu em 106, os marcos mais antigos identificados são de 111–114 e a via ficou pronta por volta de 114; o marco de Khirbet al-Kithara é de 112 · Mesopotâmia e Levante, Península Arábica
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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A Via Nova Traiana ligava Bostra, capital da nova província da Arábia, a Aila (Aqaba), no golfo, por cerca de 400 km. Segundo o Karak Resources Project, as obras começaram logo depois da anexação do reino nabateu em 106, sobre a rota mais antiga da Estrada do Rei, feitas sobretudo por soldados legionários, e os marcos mais antigos identificados são de 111 a 114. Um marco de 112 diz que Trajano, reduzida a Arábia a província, abriu e pavimentou a via nova "dos limites da Síria ao mar Vermelho" por meio de Caio Cláudio Severo.
O marco de 112 em Khirbet al-Kithara
O marco do banco Livius (EDCS-03300879), hoje no museu arqueológico de Aqaba e datado de 112 d.C., traz o nome de Trajano com os títulos Germânico e Dácico, o poder tribunício número 16 e o sexto consulado. Diz que, depois de reduzida a Arábia à condição de província (redacta in formam provinciae), ele abriu e pavimentou a via nova, "a finibus Syriae usque ad mare Rubrum", por meio de Caio Cláudio Severo. O Karak Resources Project vê nessa fórmula, repetida nos marcos, uma declaração pública depois de vários anos sem inscrições. (Lendering; Karak Resources Project. "Roman Control of Jordan and the Purposes of the Via Nova")
Traçado, construtores e rotas ligadas
Segundo o Karak Resources Project, a via seguia em geral a rota anterior da Estrada do Rei e era usada para o movimento de tropas, autoridades, mercadorias e equipamentos por pelo menos quatro séculos. Cada legião tinha seu engenheiro, agrimensor e nivelador, e a maior parte do trabalho braçal parece ter sido feita pelos próprios soldados. Em Aila ela se ligava a rotas para a Arábia do sul e o Egito; de Filadélfia e Bostra saíam ramais para Gerasa, Citópolis, Capitolias e Damasco. A Tábula de Peutinger, cópia do século XVI de um itinerário que provavelmente nasceu no século II, mostra a Via Nova como a única estrada norte-sul da Arábia Petreia. (Karak Resources Project. "Roman Control of Jordan and the Purposes of the Via Nova"; Karak Resources Project. "Sources of Information about the New Way or Via Nova of Trajan in Jordan". https://www.karakresourcesproject.org/trajan-and-the-via-nova-sources . Lida em texto bruto em 30/10/2026; autoria individual não consta no texto lido.; Karak Resources Project. "Building the Roads" e "Summary")
Fontes
- Karak Resources Project. "Roman Control of Jordan and the Purposes of the Via Nova", série "Roman Roads: The New Way of Trajan". https://www.karakresourcesproject.org/roman-control-of-jordan . Lida em texto bruto em 30/10/2026; autoria individual não consta no texto lido. Acessar
- Karak Resources Project. "Sources of Information about the New Way or Via Nova of Trajan in Jordan". https://www.karakresourcesproject.org/trajan-and-the-via-nova-sources . Lida em texto bruto em 30/10/2026; autoria individual não consta no texto lido. Acessar
- Karak Resources Project. "Building the Roads" e "Summary", série "Roman Roads: The New Way of Trajan". https://www.karakresourcesproject.org/building-roads e https://www.karakresourcesproject.org/roman-road-summary . Lidas em texto bruto em 30/10/2026; autoria individual não consta no texto lido. Acessar
- Lendering, Jona. "Khirbet al-Kithâra, Milestone mentioning Trajan" (EDCS-03300879), Livius.org, página modificada em 10 de julho de 2020 (consultada em 2026). https://www.livius.org/pictures/jordan/khirbet-al-kithara/milestone-mentioning-trajan/ . Lida em texto bruto em 30/10/2026; a página dá Jona Lendering como criador da fotografia, e o texto da inscrição vem do banco EDCS. Acessar
Na mesma região
- Campanha de Trajano contra os partas: a Armênia, a Mesopotâmia e Ctesifonte (114–117) primavera de 114 (ofensiva na Armênia) a 117; Ctesifonte tomada em 116 (maio–junho, segundo Kalaycı). O Wikidata dá 115–117 e o rótulo em português diz 113–117
- Revolta de Bar Kokhba na Judeia: as cartas do deserto, o cerco de Bethar e a fundação de Aelia (132–136) 132 a c. 136 (Wikidata: 132–136; Eusebio diz que a guerra foi mais feroz no 18º ano de Adriano, em Bethar)
- Primeira Guerra Judaico-Romana (66–70): a revolta, a queda de Jerusalém e Massada, segundo Josefo 66 a 70: Josefo põe o início no 12º ano de Nero e a tomada de Jerusalém no 2º ano de Vespasiano; Massada vem depois, sem ano na tradução lida
- Guerra romano-parta de Lúcio Vero: Avídio Cássio em Selêucia e Ctesifonte e a origem da peste antonina (161–166) 161 a 166 (Wikidata); Selêucia tomada no fim de 165, segundo Kalaycı
- Mitreu de Dura-Europos (c. 168): santuário de Mitra construído acima do solo por arqueiros palmirenos c. 168–169 d.C. A inscrição de dedicação do santuário é de cerca de 168–169, segundo o Yale; o relevo de culto traz o mês de Adar do ano 480, convertido pelo museu em 168
- Diatessarão de Taciano (c. 172): a harmonia dos quatro evangelhos que se tornou o evangelho da Igreja siríaca c. 172 d.C. (pouco depois de 172, segundo Petersen, a partir da data que Eusébio dá para a expulsão de Taciano da comunidade de Roma)