Mitreu de Dura-Europos (c. 168): santuário de Mitra construído acima do solo por arqueiros palmirenos
c. 168–169 d.C. A inscrição de dedicação do santuário é de cerca de 168–169, segundo o Yale; o relevo de culto traz o mês de Adar do ano 480, convertido pelo museu em 168 · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Em Dura-Europos, junto à muralha oeste no norte da cidade, um pequeno santuário de Mitra tem inscrição de dedicação de cerca de 168–169 d.C., segundo o Yale, e foi patrocinado por arqueiros palmirenos a serviço do exército romano. Diferia dos santuários mitraicos comuns por ficar totalmente acima do solo, em vez de subterrâneo, e por ter dois relevos de Mitra matando o touro, um deles com os doadores representados. Foi reconstruído depois da ampliação da guarnição em 209–211 e de novo por volta de 240.
A inscrição do relevo e seus patrocinadores
Segundo a ficha do Yale, o relevo 1935.97 traz uma inscrição em palmireno e outra em grego. A palmirena diz, em tradução do museu, que é uma boa lembrança feita por Ethpeni, estratego, filho de Zabdeia, comandante dos arqueiros que estão em Dura, no mês de Adar do ano 480 (168 d.C.); a grega repete "Ethpeni, estratego". O Yale lembra, na página da exposição, que a inscrição de dedicação do santuário mostra que ele foi patrocinado por arqueiros palmirenos a serviço do exército romano. O relevo é de calcário, mede 41,4 × 56,3 × 14,2 cm e foi escavado no quarteirão J7. (Yale University Art Gallery. "Cult Relief of Mithras Slaying the Bull (Tauroctony)"; Yale University Art Gallery. "Mithraeum")
Fases do edifício até a conquista sassânida
Segundo o Yale, o santuário foi descoberto em 1933–34, na sétima temporada das escavações de Yale e da Academia de Inscrições e Belas-Letras da França. Foi reconstruído e ampliado depois da ampliação da guarnição em 209–211, por iniciativa de um centurião chamado Antônio Valêncio, e passou por outra reconstrução por volta de 240. As decorações da fase final foram preservadas por um aterro defensivo quando a cidade foi conquistada pelos sassânidas por volta de 256 e hoje fazem parte da coleção Dura-Europos do museu. Tinha pinturas com cenas da vida de Mitra e signos do zodíaco ao redor dos relevos. (Yale University Art Gallery. "Mithraeum")
Fontes
- Yale University Art Gallery. "Mithraeum", em Dura-Europos: Excavating Antiquity. https://duraeuropos.artgallery.yale.edu/Mithraeum . Lida em texto bruto em 30/10/2026; autoria individual não consta no texto lido. Acessar
- Yale University Art Gallery. "Cult Relief of Mithras Slaying the Bull (Tauroctony)", nº 1935.97. https://artgallery.yale.edu/collections/objects/6890 . Lida em texto bruto em 30/10/2026; autoria individual não consta no texto lido. Acessar
Na mesma região
- Diatessarão de Taciano (c. 172): a harmonia dos quatro evangelhos que se tornou o evangelho da Igreja siríaca c. 172 d.C. (pouco depois de 172, segundo Petersen, a partir da data que Eusébio dá para a expulsão de Taciano da comunidade de Roma)
- Guerra romano-parta de Lúcio Vero: Avídio Cássio em Selêucia e Ctesifonte e a origem da peste antonina (161–166) 161 a 166 (Wikidata); Selêucia tomada no fim de 165, segundo Kalaycı
- Revolta de Bar Kokhba na Judeia: as cartas do deserto, o cerco de Bethar e a fundação de Aelia (132–136) 132 a c. 136 (Wikidata: 132–136; Eusebio diz que a guerra foi mais feroz no 18º ano de Adriano, em Bethar)
- Campanha de Trajano contra os partas: a Armênia, a Mesopotâmia e Ctesifonte (114–117) primavera de 114 (ofensiva na Armênia) a 117; Ctesifonte tomada em 116 (maio–junho, segundo Kalaycı). O Wikidata dá 115–117 e o rótulo em português diz 113–117
- Via Nova Traiana (c. 106–114): a estrada militar de Bostra ao mar Vermelho e seus marcos miliários c. 106–114 d.C. Segundo o Karak Resources Project, a obra começou logo após a anexação do reino nabateu em 106, os marcos mais antigos identificados são de 111–114 e a via ficou pronta por volta de 114; o marco de Khirbet al-Kithara é de 112
- Zenóbia de Palmira século III – depois de 274 (Breytenbach 2012; Andrade 2018)