Guerra romano-parta de Lúcio Vero: Avídio Cássio em Selêucia e Ctesifonte e a origem da peste antonina (161–166)
161 a 166 (Wikidata); Selêucia tomada no fim de 165, segundo Kalaycı · Mesopotâmia e Levante, Anatólia e Cáucaso
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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A guerra começou com a invasão parta da Armênia sob o rei Vologases, que, segundo Dião Cássio, destruiu uma legião romana em Elegeia. Roma enviou o imperador Lúcio Vero a Antioquia, e o general Avídio Cássio perseguiu os partas até Selêucia e Ctesifonte, onde queimou Selêucia e arrasou o palácio do rei. A tradição da História Augusta atribui a essa campanha a origem da peste antonina, que se teria espalhado a partir da Babilônia.
A guerra segundo o epítome de Dião
O epítome do livro 71 diz que Vologases cercou a legião romana de Severiano em Elegeia, na Armênia, e a destruiu com seus chefes, e que depois avançava contra as cidades da Síria. Lúcio foi para Antioquia, reuniu tropas e deixou o comando a Cássio. Este, depois de resistir ao ataque, perseguiu o rei até Selêucia e Ctesifonte, queimando Selêucia e arrasando o palácio de Vologases. Na volta perdeu muitos soldados por fome e doença, mas chegou à Síria com os sobreviventes. Dião não dá o ano de nenhum desses episódios. (Cássio Dião (Cassius Dio))
Selêucia e a peste na História Augusta
A Vida de Vero diz que Statius Priscus, Avidius Cassius e Martius Verus conduziram a guerra por quatro anos até Babilônia e Média e recuperaram a Armênia, enquanto Vero passava os invernos em Laodiceia e os verões em Dafne. O texto afirma que a peste teria surgido na Babilônia, que se espalhou pela Pártia e pelo mundo, e atribui a Cássio a tomada de Selêucia em desacordo com um pacto. A mesma passagem lembra que muitos o desculpam e cita Quadrato como defensor da versão que culpa os selêucios. (Historia Augusta)
A cronologia e a peste na leitura de Kalaycı
Kalaycı diz que a ofensiva parta começou antes da morte de Antonino Pio em março de 161, que o exército romano avançou a partir de 164 e 165, e que Selêucia caiu no fim de 165 e foi saqueada; em 166, segundo ele, Roma voltara a controlar a fronteira oriental, e Vero ganhou o título de Médico. Para ele, os primeiros sinais da peste aparecem em 165, e os soldados que voltaram ao Reno e ao Danúbio a espalharam. O próprio autor lembra que não há como saber o número exato de mortos. (Alaaddin Kalaycı)
Fontes
- Cássio Dião (Cassius Dio), Roman History, epítome do livro 71, tradução inglesa da Loeb Classical Library, vol. IX (1927, domínio público), reproduzida em LacusCurtius, Bill Thayer (ed.). https://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Cassius_Dio/71*.html (texto bruto lido em 30/10/2026) Acessar
- Historia Augusta, Vida de Lúcio Vero, caps. 7 e 8, tradução inglesa da Loeb Classical Library (1921, domínio público), reproduzida em LacusCurtius, Bill Thayer (ed.). https://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Historia_Augusta/Lucius_Verus*.html (texto bruto lido em 30/10/2026) Acessar
- Alaaddin Kalaycı, "The Impact of Marcus Aurelius' Eastern Campaign on the Socio-Political Situation of the Roman Empire", Oannes 8(1), março de 2026, pp. 123–137. https://doi.org/10.33469/oannes.1840457 (texto bruto lido em 30/10/2026, a partir de https://dergipark.org.tr/en/download/article-file/5499160) Acessar
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