Atlas da História

Abraão Abulafia, cabalista de Saragoça, criador da "cabala profética", 1240–c. 1291

1240 (nascimento em Saragoça, segundo a Jewish Encyclopedia) a depois de 1291 (último escrito conhecido, "Imre Shefer"; "depois disso perde-se todo rastro"). O Wikidata dá a morte em 1292, sem fonte lida · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Segundo a Jewish Encyclopedia, Abraão Abulafia nasceu em Saragoça em 1240, foi levado pelos pais a Tudela, em Navarra, e aos vinte anos começou uma vida de viagens que o levou à Terra Santa, a Cápua, a Barcelona, à Grécia, a Roma e à Sicília. Chamou seu sistema de "cabala profética": pelo estudo dos nomes de Deus, de combinações de letras e da guematria, o ser humano poderia chegar à profecia. Atraiu a condenação do rabino Salomão ben Adret, quando se apresentou como profeta e messias na Sicília, e escreveu na ilha de Comino, perto de Malta, o "Sefer ha-Ot" (1285–1288).

Das viagens à visão em Barcelona

A Jewish Encyclopedia conta que Abulafia foi levado criança a Tudela, onde o pai, já velho, o instruiu em Bíblia e Talmude. Aos dezoito anos o pai morreu e, dois anos depois, começou uma vida de viagens: foi à Terra Santa, para procurar o lendário rio Sambation, mas não passou de Acre, devastada pelas últimas cruzadas. Quis ir a Roma e parou em Cápua, onde estudou filosofia e o "Guia dos perplexos" de Maimônides com um filósofo e médico chamado Hillel. De volta à Espanha, passou a ter visões e, aos trinta e um anos, em Barcelona, mergulhou no estudo do Sefer Yetzirá e dos seus comentários, em especial o de Eleazar de Worms. (Kohler)

A cabala profética e seus meios

Segundo a enciclopédia, para Abulafia as letras, os numerais e as vogais se tornaram símbolos da existência, e suas combinações e permutações tinham poder iluminador, sobretudo no estudo dos nomes divinos e do tetragrama. Com esses auxílios e com certos ritos e práticas ascéticas, diz ele, o ser humano pode alcançar o fim mais alto da existência e tornar-se profeta, não para fazer milagres, mas para perceber intuitivamente a natureza da divindade e o sentido profundo da Torá. Usava a guematria, o notarikon, a temurá e o ziruf. Seu discípulo mais importante, que levou o sistema adiante, foi o cabalista José Chiquitilla. (Kohler)

Roma, Sicília e Comino

A Jewish Encyclopedia diz que, depois de deixar a Espanha, Abulafia escreveu em 1279, em Patras, na Grécia, o primeiro de seus livros proféticos, o "Sefer ha-Yashar". Em 1280, por uma voz interior, foi a Roma para tentar converter o papa Nicolau III, que mandou queimá-lo ao chegar a Suriano; mas o papa morreu de apoplexia na noite anterior, e Abulafia, de volta a Roma, foi preso pelos franciscanos e solto depois de quatro semanas. Na Sicília apresentou-se como profeta e messias, até uma carta de Salomão ben Adret à gente de Palermo condenar seu comportamento. Compilou o "Sefer ha-Ot" em Comino, em 1285–1288, e escreveu em 1291 o "Imre Shefer", seu último livro; depois disso, perde-se o rastro. (Kohler)

Fontes

  1. Kohler, Kaufmann; Bloch, Philipp; Kayserling, Meyer; Wendland, Paul. "Abulafia, Abraham ben Samuel". Em: The Jewish Encyclopedia, Funk & Wagnalls (ano e volume não vistos na página lida; a página lista os quatro autores e assina o trecho sobre Abraão com "P. B."). https://www.jewishencyclopedia.com/articles/699-abulafia-abraham-ben-samuel (baixado em 30/10/2026). Acessar

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