Batalha de Las Navas de Tolosa (16 de julho de 1212)
16 jul. 1212 (data dada por Jurado Gómez, 2012-2013) · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Em 16 de julho de 1212, em Las Navas de Tolosa, o exército cristão convocado por Afonso VIII de Castela, com a cruzada pregada a pedido dele a Inocêncio III, enfrentou o do califa almôada al-Nasir. Os muçulmanos chamam a batalha de al-ʿIqāb. Segundo Jurado Gómez, os cristãos de além-Pireneus que vieram à cruzada se retiraram em massa depois da rendição de Calatrava, e só cerca de 150 cavaleiros, a maioria franceses, lutaram na vanguarda; se a batalha foi decisiva é questão em aberto entre os historiadores.
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O caminho até 1212
Segundo Jurado Gómez, depois da derrota de Afonso VIII em Alarcos (1195) Castela entrou em crise e perdeu fortalezas, entre elas Calatrava a Velha. Em 1209, ao fim das tréguas, o rei saqueou terras de Jaén; o califa almôada Muhammad al-Nasir reagiu e, em 1211, tomou o castelo de Salvatierra, de novo sem sede os monges calatravos. Afonso VIII convocou então uma campanha para a primavera de 1212 e pediu a Inocêncio III o título de cruzada, de caráter internacional. O ponto de encontro foi Toledo, em 20 de maio; um mês depois o exército cristão saiu rumo ao sul, e o muçulmano partiu de Sevilha, até o choque em 16 de julho. (Jurado Gómez)
Os voluntários de além-Pireneus
Jurado Gómez descreve os "ultramontanos" como um contingente heterogêneo e fora do comum, com cavaleiros nobres, peões, jinetes e muitos não combatentes (mulheres, crianças e doentes), conduzido pelos arcebispos de Bordeaux e Narbona e pelo bispo de Nantes, atraído pelas indulgências que Inocêncio III pediu aos prelados franceses e provençais para promulgar e pela pregação do arcebispo de Toledo. Depois da capitulação de Calatrava, descontentes com o modo como Afonso VIII negociou a rendição da guarnição muçulmana, poupando-lhe a vida, a maioria se retirou. Restaram cerca de 150 cavaleiros, quase todos franceses, que lutaram na vanguarda castelhana. (Jurado Gómez)
Os exércitos e a guarda do califa
O exército cristão era formado por milícias urbanas, que segundo Jurado Gómez forneciam a massa de combatentes a pé e a cavalo, por milícias senhoriais, ordens militares e pelos voluntários estrangeiros. O muçulmano combinava povos berberes masmudas, outros povos berberes e, na guarda pessoal do califa, escravizados negros, os abid al-majzan. Em Las Navas, segundo o artigo, a guarda rodeou a tenda de al-Nasir com lanças, espadas e escudos, presos uns aos outros e protegidos por troncos pontiagudos unidos por correntes; o arcebispo de Toledo notou a estatura e a corpulência dos guerreiros mortos junto ao palenque. Os andalusinos ocuparam o centro, junto aos almôadas. (Jurado Gómez)
Decisiva ou não
Jurado Gómez registra que os autores discordam sobre se a batalha foi decisiva e em que aspectos, e remete ao livro de Francisco García Fitz. A opinião dele é que houve aperfeiçoamento da tática militar cristã e evolução do armamento ofensivo e defensivo no começo do século XIII, o que não se viu com a mesma força no lado muçulmano, e que a vitória reforçou a moral de combate cristã. Antes de Las Navas, afirma, a iniciativa era do exército muçulmano e os cristãos temiam as armas de arremesso. É a leitura de um autor só, e outros historiadores não foram lidos. (Jurado Gómez)
Fontes
- Jurado Gómez, Bernardo (2012-2013). "Los ejércitos contendientes en la batalla de las Navas de Tolosa". Alcazaba, 12-13, pp. 65-84. ISSN 1886-1180. Texto bruto lido em https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5372859.pdf (PDF), baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
- Fernández de Córdova, Álvaro (2011). "Cristianismo e Islam en el siglo de las Navas de Tolosa (1212): coexistencia y conflicto en un espacio de frontera". Anuario de Historia de la Iglesia, 20, pp. 101-115. Universidad de Navarra. Texto bruto lido em http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=35520812005 (PDF), baixado com curl e extraído com texto.py, em 30/10/2026. Acessar
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